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title: "Conteinerização de grãos: uma solução viável para portos brasileiros"
author: "Redação"
date: "2019-02-19 16:49:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2019/02/19/conteinerizacao-de-graos-uma-solucao-viavel-para-portos-brasileiros/md"
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Utilizar contêineres para o transporte de grãos ainda não é uma prática muito popular no Brasil e nem no exterior. Mas, essa tem sido uma solução para terminais que buscam diversificar suas atuações e diminuir seu o impacto ambiental e tem dado bons resultados. Isso significa que a conteinerização de grãos pode se tornar uma tendência nos próximos anos, ou seja, operadores portuários precisam saber do que se trata e como essa proposta pode beneficiar seus funcionamentos.






Por esse motivo, o assunto foi pauta de um painel na [TOC America 2018](http://www.tecnologiaportuaria.info/2018/12/confira-as-novidades-apresentadas-na-18.html). Na ocasião Garry Pinder, diretor geral da Intermodal Solutions Group (ISG) – empresa responsável pela implementação deste modelo de operação em mais de 20 terminais no mundo - falou sobre o funcionamento e alguns dos benefícios do sistema. 




Em resumo, a ideia da conteinerização de grãos é que um terminal desenhado para operar contêineres possa trabalhar com operações também a granel. Mas sem a necessidade de fazer grandes ajustes ou separar um espaço do pátio para essa finalidade. Já que a T2S - empresa especializada em soluções de software para o setor portuário – esteve representada no evento por seus diretores, Ricardo Pupo Larguesa e Rodrigo Lopes Salgado, o Tecnologia Portuária vai te explicar detalhadamente como essa solução funciona. 
### Conteinerização de grãos 



Para que a conteinerização de grãos aconteça são utilizados adaptadores nos guindastes do cais, que se tornam tombadores para o contêiner. Além disso, o sistema utiliza um contêiner especial (um caminhão com contêiner), que é abastecido de forma a evitar sujeira e poluição de solo. 




*[+ Esse vídeo vai te ajudar a visualizar o funcionamento](https://youtu.be/1lX_PVOrtoE)* 




No total, mais de 20 terminais utilizam essa solução em seus funcionamentos. A lista conta com, entre outros, o Port Kembla e Adelaide (Austrália) e também terminais no Peru e Chile. Em todos eles observou-se que uma pequena queda de produtividade pode ocorrer, mas os ganhos em questões ambientes (já que não há poluição de solo) e também os baixos custos de implantação, são garantidos e justificam a mudança. 




É possível utilizar a conteinerização de grãos para materiais como, por exemplo: 



- Grãos em geral 

- Lascas de madeira 

- Carvão 

- Minério de ferro 

- Areias Minerais 

- Concentrado De Cobre 





Em outros casos o sistema precisa passar por adaptações a serem estudadas previamente. 

Conteinerização de grãos no Brasil 

Tendo em vista o funcionamento da conteinerização de grãos é possível prever que ela traria benefícios aos terminais brasileiros. Para exemplificar, vamos falar sobre o Porto de Santos, no Litoral de São Paulo. 




Durante o período de safra de grãos como a soja, por exemplo, a região próxima ao porto sofre com um problema de insalubridade por conta do levantamento de poeira causado pelo transporte feito através de esteiras. Com o sistema essa questão seria totalmente resolvida. 




Além disso, a solução também ajudaria terminais como o Ecoporto, já que atualmente não possuí operação de navio ativas e poderia utilizar o espaço para transporte de granel sólido conteinerizado. 

Adaptação simples 

Se acaso terminais portuários brasileiros se interessarem pela tecnologia, ainda terão uma boa notícia: a adaptação é simples e demanda de baixo orçamento. 




Basicamente a aquisição de alguns equipamentos é necessária, assim como pequenas adaptações nos processos operacionais e no sistema interno precisam ser feitas. Para tal é possível contar com a expertise da T2S, empresa de tecnologia que há 15 anos atua exclusivamente no atendimento do setor portuário.




** Este artigo foi co-escrito por Ricardo Pupo Larguesa*