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title: "Da Produção à Fronteira A Sinergia entre Cooperativas e Logística no Agronegócio Brasileiro"
author: "Redação"
date: "2026-02-06 10:26:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/02/06/da-producao-a-fronteira-a-sinergia-entre-cooperativas-e-logistica-no-agronegocio-brasileiro/md"
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O sucesso do agronegócio brasileiro, destacado pelo reconhecimento global de cooperativas como Aurora Alimentos e Alfa em 2025, está intrinsecamente ligado a uma infraestrutura logística robusta e eficiente. A conexão entre a excelência na produção e a capacidade de escoamento ficou evidente com o desempenho de operadores como a Multilog, cujo aumento na movimentação em portos secos de fronteira reflete a crescente força exportadora do setor, especialmente para os parceiros do Mercosul.

Em 2025, o cooperativismo catarinense ganhou destaque mundial quando a Aurora Alimentos e a Cooperativa Agroindustrial Alfa foram listadas entre as 300 maiores do mundo, segundo o World Cooperative Monitor 2025. O ranking, elaborado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), posicionou a Aurora Alimentos na 144ª posição por faturamento absoluto e a Alfa na 267ª. Vanir Zanatta, presidente do Sistema OCESC, destacou que o reconhecimento demonstra a capacidade do cooperativismo de "gerar oportunidades e competir em excelência no cenário global".

O desempenho das cooperativas brasileiras, com 21 representantes na lista, sublinha a relevância do modelo para o desenvolvimento econômico e social do país. Neivor Canton, Presidente da Aurora Coop, saudou a notícia como prova de que o cooperativismo é uma "forte alternativa para o desenvolvimento". Romeo Bet, presidente da Cooperalfa, atribuiu o crescimento consistente da cooperativa, acima de 15% ao ano, ao foco no desenvolvimento do associado, unindo avanços econômicos e sociais com a aplicação de tecnologia de ponta no campo.

Paralelamente à força das grandes cooperativas, o Brasil reafirma sua liderança em outros segmentos de alto valor agregado, como o de cafés especiais. A eleição de Luiz Roberto Saldanha, um renomado especialista com certificações internacionais, para a presidência da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) para o biênio 2026/27, sinaliza um compromisso contínuo com a qualidade e a expansão em mercados exigentes, reforçando a imagem do agronegócio nacional como um produtor de excelência.

Contudo, essa produção de alta qualidade precisa de uma cadeia logística igualmente qualificada para alcançar os mercados internacionais. É neste ponto que operadores logísticos como a Multilog se tornam peças-chave na engrenagem do comércio exterior, especialmente no transporte terrestre que conecta o Brasil aos seus vizinhos do Mercosul, como Argentina e Paraguai.

Os números comprovam essa importância. Em 2025, a Multilog registrou um aumento de **11,6% na movimentação de caminhões** em seus portos secos de fronteira, totalizando 446.966 veículos. Segundo Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog, o resultado reflete a consolidação dessas estruturas para a fluidez do comércio, com destaque para as cargas do agronegócio e insumos industriais.

Os terminais de Uruguaiana (RS) e Foz do Iguaçu (PR) foram os principais catalisadores desse crescimento. O Porto Seco de Uruguaiana viu o volume de veículos aumentar 17,8%, impulsionado por uma alta de 28,8% nos caminhões com cargas de exportação. Já Foz do Iguaçu, o mais movimentado, processou 215.070 caminhões, um crescimento de 9,4%, com o fluxo de importação crescendo 9,6%.

Para sustentar essa demanda crescente e otimizar as operações, a Multilog aposta em tecnologia e expansão. A empresa está investindo na construção de um novo porto seco em Foz do Iguaçu, com inauguração prevista para dezembro de 2026. O projeto promete ampliar a capacidade de movimentação em cerca de 30% e utilizará tecnologia de ponta para agilizar o processamento de cargas e a circulação de veículos, garantindo maior eficiência para os exportadores e importadores.

A conclusão é clara: a competitividade do agronegócio brasileiro é uma via de mão dupla. De um lado, a excelência produtiva de cooperativas e produtores rurais que conquistam o mundo. Do outro, uma logística cada vez mais tecnológica e eficiente, capaz de superar os desafios de fronteira. A sinergia entre esses dois pilares é fundamental para garantir que a riqueza gerada no campo chegue com agilidade e segurança ao seu destino final, consolidando o Brasil como uma potência agroexportadora.

