A Vanguarda Tecnológica nas Operações Portuárias e Marítimas

A logística brasileira está testemunhando uma onda de modernização impulsionada por investimentos em tecnologias sustentáveis e eficientes. Duas empresas, a operadora logística Movecta e a norueguesa AET, exemplificam essa transformação com iniciativas pioneiras. A Movecta investiu recentemente R$ 15 milhões na aquisição de empilhadeiras de última geração para seus terminais em Guarujá (SP) e Itajaí (SC), enquanto a AET contratou a construção de um navio-tanque híbrido-elétrico inovador, sinalizando um compromisso robusto do setor com a inovação e a sustentabilidade.

Movecta Redefine Eficiência em Terra

O investimento da Movecta consiste na compra de quatro empilhadeiras de grande porte, sendo duas para cada terminal. Segundo a empresa, esses equipamentos devem gerar um ganho estimado de 16% em produtividade. Roberto Teller, diretor de operações da Movecta, afirma que o investimento é parte do planejamento de expansão da companhia. “Modernizar o parque de equipamentos é decisão estratégica para garantir escala, segurança operacional e qualidade de serviço”, destacou Teller.

A Movecta se tornou a primeira empresa no Brasil a incorporar empilhadeiras com tecnologia ECO e transmissão hidromecânica inteligente (HVT). Essa tecnologia permite empilhar até seis contêineres de altura, otimizando significativamente a capacidade dos pátios e reduzindo movimentações desnecessárias. O principal diferencial, no entanto, está na sustentabilidade: as novas máquinas consomem 25% menos combustível que os modelos convencionais, resultando em uma expressiva redução na emissão de poluentes.

“Reduzir consumo, emissões e custos faz parte da lógica de crescimento responsável que adotamos”, complementou Roberto Teller. A estratégia da Movecta vai além do hardware, incluindo sistemas avançados de telemetria e monitoramento em tempo real. Esses dados permitem um controle preciso sobre o desempenho e a manutenção dos equipamentos, facilitando a tomada de decisões e aumentando a vida útil das máquinas.

A empresa também investiu em treinamento técnico completo para operadores e equipes de manutenção. “Investir em equipamentos sem investir em pessoas não gera resultado sustentável. Capacitação é parte indissociável da estratégia”, concluiu o diretor, ressaltando a importância do capital humano na implementação de novas tecnologias.

AET Inova nos Mares com Propulsão Híbrida

Em paralelo, no setor marítimo, a AET, que opera uma das maiores frotas de navios-tanque com posicionamento dinâmico (DPST) do mundo, deu um passo significativo em direção à descarbonização. A empresa assinou um contrato com o estaleiro Dalian Shipbuilding Industry para a construção de um navio Suezmax DPST de 154 mil toneladas de porte bruto (TPB), com previsão de entrega para 2028.

Esta será a primeira embarcação do tipo híbrido-elétrico da AET, equipada com um sistema de armazenamento de energia elétrica (EES). Além disso, o navio é projetado para operar com etanol como combustível duplo, ampliando as opções de baixa emissão para seus clientes. A tecnologia de propulsão híbrida-elétrica representa um avanço crucial para aumentar a competitividade e a sustentabilidade no transporte marítimo.

Nick Potter, presidente e CEO da AET, explicou que a experiência da companhia com embarcações bicombustíveis e seu crescimento no segmento de DPST são impulsionados por parcerias estratégicas. “Nossa ambição é continuar ampliando nossa posição de liderança no setor e fornecer soluções DPST confiáveis, seguras e sustentáveis para clientes em todo o mundo”, afirmou Potter.

Um Futuro Integrado e Sustentável

Os investimentos da Movecta em terra e da AET no mar, embora distintos, apontam para uma mesma direção um futuro onde a eficiência operacional e a responsabilidade ambiental caminham juntas. A adoção de tecnologias como HVT em empilhadeiras e propulsão híbrida em navios demonstra que a inovação é a chave para superar os desafios logísticos e ambientais do século XXI.

Essas iniciativas não apenas otimizam operações e reduzem custos, mas também preparam o setor logístico brasileiro para um mercado global cada vez mais exigente em relação às práticas ESG (Environmental, Social, and Governance). O salto tecnológico liderado por empresas como Movecta e AET estabelece um novo padrão de excelência, provando que é possível aliar crescimento econômico com a preservação do meio ambiente.