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title: "Tecnologia e infraestrutura impulsionam eficiência do agronegócio em Paranaguá e na malha da Rumo"
author: "Redação"
date: "2026-03-10 08:32:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/03/10/tecnologia-e-infraestrutura-impulsionam-eficiencia-do-agronegocio-em-paranagua-e-na-malha-da-rumo/md"
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No início de 2026, a integração entre avanços tecnológicos no Porto de Paranaguá e a expansão da capacidade operacional da Rumo Logística consolidou um novo patamar de eficiência para o agronegócio brasileiro. Com investimentos em modernização e sustentabilidade, o setor responde ao recorde de exportações de US$ 26,3 bilhões registrado em fevereiro, demonstrando que a infraestrutura nacional está evoluindo para suportar volumes crescentes com menor impacto ambiental.

## Inovação no Corredor de Exportação

A Portos do Paraná iniciou em março de 2026 a operação de novos tubos telescópicos dotados da tecnologia DHS (Dust Suppressor Hopper) no Corredor de Exportação Leste. O investimento de R$ 12,2 milhões, detalhado pelo diretor-presidente Luiz Fernando Garcia, foca na supressão de particulados durante o embarque de grãos e farelos. A solução cria um vórtice que concentra os grãos, impedindo que a poeira se disperse, atendendo a exigências ambientais rigorosas do Ibama.

Segundo Ronaldo Gnoatto, coordenador mecânico da Diretoria de Engenharia, a tecnologia exclusiva aumenta a produtividade ao simplificar a manutenção e reduzir o consumo energético. Cada tubo processa até duas mil toneladas por hora, garantindo que o Porto de Paranaguá mantenha sua competitividade diante do aumento da demanda global por commodities brasileiras, sem comprometer a qualidade do ar nas áreas adjacentes ao terminal.

## Expansão da malha ferroviária

Complementando a eficiência portuária, a Rumo registrou um crescimento de 5,4% na movimentação de produtos agroindustriais em 2025, atingindo 84,2 bilhões de TKU. A operadora, sob a análise de Felipe Saraiva, gerente executivo de relações com investidores, adaptou-se à comercialização simultânea de soja, milho e farelo, otimizando o escoamento através de composições de 135 vagões, o que representa um ganho direto em capacidade operacional e eficiência energética.

O avanço da Ferrovia de Mato Grosso, que alcançou 80% do primeiro trecho concluído ao final de 2025, é um pilar estratégico para o setor. A inauguração do terminal rodoferroviário na BR-070 em 2026 conectará diretamente a produção do Centro-Oeste ao sistema ferroviário com destino aos portos, reforçando a multimodalidade necessária para sustentar os recordes da balança comercial e reduzir a dependência exclusiva do modal rodoviário.

## Descarbonização e balança comercial

A transição para o modal ferroviário evitou a emissão de 7 milhões de toneladas de CO2 em 2025, destacando o papel da descarbonização na logística moderna. Este ganho ambiental ocorre em paralelo ao desempenho histórico das exportações brasileiras, que em fevereiro de 2026 cresceram 15,6% sob a gestão do vice-presidente Geraldo Alckmin, totalizando uma corrente de comércio de US$ 48,4 bilhões e um saldo positivo expressivo para o país.

Os setores de agropecuária e indústria extrativa foram os principais motores dessa expansão, com crescimentos de 6,1% e 55,5% respectivamente. A integração tecnológica entre terminais portuários e ferrovias de alta performance assegura que o Brasil não apenas exporte volumes maiores, mas o faça com uma pegada de carbono reduzida e custos operacionais controlados, mantendo a atratividade das commodities nacionais no mercado internacional.

A consolidação desses investimentos sinaliza uma mudança de paradigma na logística nacional, onde a tecnologia de ponta, como o sistema DHS, e a escala ferroviária se unem para mitigar gargalos históricos de escoamento. Embora o país ainda enfrente desafios estruturais e burocráticos, os resultados de 2025 e o início de 2026 provam a capacidade de resiliência e evolução constante do setor portuário e ferroviário brasileiro. O crescimento contínuo reafirma que, mesmo diante de complexidades históricas, o Brasil avança para uma infraestrutura mais inteligente e sustentável, preparada para as exigências do comércio global futuro.

