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title: "TVV e Wilson Sons Reforçam Capacidade Operacional no Sudeste com Expansão e Novo Rebocador"
author: "Redação"
date: "2026-05-14 17:40:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/05/14/tvv-e-wilson-sons-reforcam-capacidade-operacional-no-sudeste-com-expansao-e-novo-rebocador/md"
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## Resumo
- TVV investiu R$ 35 milhões na Retroárea Penedo, ampliando área útil em 65 mil m² e capacidade de contêineres em 40%.
- Wilson Sons lançou o rebocador WS Capella com 70 toneladas de tração e sistema FiFi 1 para manobras no Porto de Santos.
- Investimentos visam capturar cargas de café, tubos offshore e navios de maior porte que hoje saturam Santos e Rio.
- Frota de rebocadores da Wilson Sons chega a 83 unidades; terceiro equipamento da série previsto para o terceiro trimestre de 2026.

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O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) confirmou em 13 de maio de 2026 um investimento de R$ 35 milhões na ampliação da Retroárea Penedo. No dia seguinte, a Wilson Sons lançou o rebocador WS Capella no estaleiro de Guarujá para reforçar as manobras no Porto de Santos. As duas iniciativas visam capturar cargas de contêineres e atender embarcações de maior calado no Sudeste.

## Ampliação da Retroárea Penedo

A área útil do TVV passou de 103 mil m² para 168 mil m² com a incorporação de 65 mil m² adicionais. Gustavo Paixão, diretor de terminais da Log-In Logística, informou que a obra eleva a capacidade de estocagem de contêineres em 40% e permite o alfandegamento imediato para cargas de exportação. O terminal operou acima de sua capacidade nominal em 2024 devido ao volume de café da safra mineira.

Os recursos também financiaram a pavimentação de pátios e a instalação de sistemas de gestão de pátio que sincronizam a chegada de caminhões com a liberação de navios. A integração entre modal rodoviário e marítimo reduz o tempo de permanência de contêineres em até 18 horas por operação, segundo dados internos da administradora.

A estratégia foca em cargas específicas como café de Minas Gerais e sul da Bahia, tubos offshore e rochas ornamentais. A ferrovia que liga o terminal ao interior permite oferecer frete combinado mais competitivo que as rotas tradicionais via Rio de Janeiro e Santos.

## Lançamento do rebocador WS Capella

A Wilson Sons apresentou o WS Capella, segundo de uma série de três unidades da classe ASD 2312, com 23 metros de comprimento e tração estática de 70 toneladas. Márcio Castro, diretor da divisão de Rebocadores, destacou que o equipamento atende navios New Panamax de até 366 metros de comprimento que escalam Santos com maior frequência.

A embarcação recebeu certificação FiFi 1, capaz de bombear 2,4 milhões de litros de água por hora, elevando o nível de resposta a incêndios em terminais de líquidos. A propulsão azimutal e o desenho do casco reduzem o consumo de combustível em 12% em comparação com modelos anteriores da frota.

Adalberto Souza, diretor do estaleiro da Wilson Sons, ressaltou que a construção ocorreu integralmente no Brasil, mantendo 156 embarcações já fabricadas pela empresa em mais de 80 anos. A entrega eleva a frota total para 83 unidades e antecipa o terceiro rebocador da mesma classe para o terceiro trimestre de 2026.

## Efeitos sobre a logística regional

Com a nova retroárea, o TVV passa a disputar diretamente rotas de cabotagem que antes preferiam Santos ou Rio. A menor distância rodoviária para o interior de Minas Gerais e o menor tempo de espera por berço representam redução de custos logísticos estimada entre 8% e 11% para exportadores de café e pimenta-do-reino.

No Porto de Santos, o WS Capella encurta o tempo médio de manobra em bacia de evolução, liberando berços mais rapidamente. Em meses de alta demanda, os minutos economizados por atracação acumulam dias adicionais de operação ao longo do ano, conforme apontou Márcio Castro durante a cerimônia de lançamento.

Os dois investimentos ocorrem em momento de crescimento do volume de contêineres no Sudeste. O Porto de Santos movimentou 186,4 milhões de toneladas em 2025, enquanto o TVV operou a 120% da capacidade no mesmo período. A ampliação capixaba busca reduzir essa sobrecarga e redistribuir parte do fluxo.