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title: "Portos brasileiros expandem eletrificação e fontes renováveis para cortar emissões"
author: "Redação"
date: "2026-05-15 15:38:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/05/15/portos-brasileiros-expandem-eletrificacao-e-fontes-renovaveis-para-cortar-emissoes/md"
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## Resumo
- Ministério de Portos e Aeroportos coordena eletrificação e uso de renováveis em Santos, Suape e Pecém
- Porto de Santos opera OPS desde 2024 com energia hidrelétrica de Itatinga
- Suape deve concluir terminal de contêineres 100% elétrico até dezembro de 2026
- Paranaguá investe em solar desde 2023; Pecém e Açu avançam em hidrogênio verde para 2030
- Iniciativas seguem Política de Sustentabilidade 2025 e Programa Nacional de Descarbonização Portuária

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O Ministério de Portos e Aeroportos acelerou em 2026 a implantação de sistemas de eletrificação e fontes renováveis em portos brasileiros, com destaque para o Porto de Santos, que opera desde 2024 o Onshore Power Supply alimentado pela usina hidrelétrica de Itatinga, em Bertioga.

## Santos reduz uso de diesel com OPS desde 2024

O sistema OPS no Porto de Santos permite que rebocadores e embarcações atracadas desliguem motores a diesel e conectem-se à rede elétrica terrestre. A energia vem da usina de Itatinga e já cortou parte do consumo de combustível fóssil nas operações diárias.

Paranaguá, por sua vez, instalou painéis fotovoltaicos em 2023 e ampliou sistemas ferroviários elétricos para mover cargas sem emissões adicionais. Esses projetos seguem critérios da Política de Sustentabilidade para o Transporte, publicada em 2025, que exige metas de redução de gases de efeito estufa.

O Índice de Desempenho Ambiental da Navegação, coordenado pelo ministério, monitora 39 indicadores em portos e navios para medir avanços concretos em descarbonização.

## Suape caminha para terminal 100% elétrico até fim de 2026

O Porto de Suape prepara-se para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina. Equipamentos como guindastes e empilhadeiras já operam com motores elétricos e automação, eliminando emissões locais durante manobras.

Complexos de Pecém e Açu, no Nordeste, concentram investimentos em hidrogênio verde e amônia verde, com primeiras exportações previstas a partir de 2030. Esses polos utilizam energia eólica e solar para produzir combustíveis de baixo carbono destinados ao mercado marítimo internacional.

O setor portuário responde por mais de 95% do comércio exterior brasileiro. A redução de emissões nesses terminais impacta diretamente a pegada de carbono das cadeias de suprimentos que passam pelo país.

Programas federais como o PND-Portos orientam a transição e preparam infraestrutura para receber navios que exigem energia em terra ou combustíveis alternativos.

## Investimentos preparam portos para exigências globais

Autoridades portuárias acompanham regras internacionais que limitam emissões de navios. Projetos de eletrificação e renováveis colocam terminais brasileiros em posição de atender essas normas sem perda de competitividade.

Empresas que operam em Santos e Suape já relatam menor custo com combustível e manutenção após migração parcial para eletricidade. Os dados de 2025 mostram queda mensurável no uso de diesel em operações atracadas.