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title: "Dragagens Preventivas na Amazônia Apoiam Revitalização do Porto Futuro II no Pará"
author: "Redação"
date: "2026-05-18 13:52:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/05/18/dragagens-preventivas-na-amazonia-apoiam-revitalizacao-do-porto-futuro-ii-no-para/md"
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## Resumo
- Governo federal antecipou dragagens nos rios Amazonas e Solimões em maio de 2026 para proteger navegação durante secas.
- Porto Futuro II em Belém conclui revitalização de 50 mil m² com investimento de R$ 568 milhões para bioeconomia e COP30.
- Parque de Bioeconomia atraiu 130 startups e 12 mil visitantes nos primeiros seis meses de operação.
- Revitalização integra recuperação de armazéns de 1909 com laboratórios para bioplásticos e cosméticos naturais.
- Ações combinadas reduzem gargalos logísticos e preparam exportação de produtos amazônicos com rastreabilidade.

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O governo federal antecipou dragagens preventivas e a instalação de um painel de monitoramento em tempo real nos rios Amazonas e Solimões em maio de 2026 para mitigar os efeitos de secas na navegação, enquanto o Porto Futuro II em Belém do Pará conclui sua revitalização em setembro de 2026 com foco em bioeconomia e preparação para a COP30.

## Recuperação de Armazéns de 1909 Ganha Suporte de Obras Hidroviárias

A revitalização do complexo de 50 mil metros quadrados, antes ocupado por estruturas deterioradas e veículos abandonados, envolveu a recuperação de cinco armazéns portuários e nove guindastes históricos sob supervisão do Iphan. O investimento de 568 milhões de reais, executado pela Secretaria de Cultura do Pará com recursos do programa Estrutura Pará, BNDES e créditos da taxa minerária, preserva o patrimônio da Companhia Docas do Pará inaugurado em 1909.

A antecipação das dragagens pelo governo federal complementa essas obras ao assegurar a acessibilidade fluvial para o escoamento de produtos do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. Sem a manutenção dos canais, o fluxo de matérias-primas extraídas da floresta e equipamentos para os laboratórios de testes em alimentos e cosméticos ficaria comprometido durante períodos de baixa vazão.

Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia do Pará, destacou que a integração entre dragagem e requalificação portuária reduz gargalos logísticos e permite que cooperativas e startups enviem amostras para certificação internacional sem interrupções sazonais.

## Parque de Inovação Atrai 130 Startups e 12 Mil Visitantes

O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, instalado nos armazéns 5 e 6 em parceria com a Fundação Certi, oferece coworking, incubação e laboratório-fábrica para bioplásticos e bioinsumos. Nos primeiros seis meses de operação, o espaço recebeu mais de 12 mil visitantes, realizou 16 eventos e atendeu 130 empreendedores, com 20 startups em fase de testes industriais.

Carla Hoffmann, diretora executiva do parque pela Certi, explicou que a rastreabilidade dos produtos amazônicos depende de rotas hidroviárias confiáveis, garantidas agora pelas ações preventivas federais. A conexão com terminais modernos permite que compradores europeus e asiáticos verifiquem a origem sustentável diretamente no local.

O projeto também abriga o Museu das Amazônias, com exposição temporária de Sebastião Salgado durante a COP30, e a primeira unidade da Caixa Cultural no Norte, ampliando o uso misto da área portuária e gerando receitas para manutenção das instalações.

## Preparação para COP30 Reforça Exportação de Tecnologias Verdes

Com mais de 80% das obras concluídas, o Porto Futuro II integra o pacote de 4,7 bilhões de reais destinado à mobilidade de Belém para receber 50 mil visitantes na conferência climática de novembro de 2026. A otimização do acesso terrestre e fluvial beneficia tanto o turismo quanto o transporte de cargas leves para os polos de inovação.

A atração de capital privado para gestão do parque demonstra amadurecimento na governança, pois investidores do setor naval exigem conectividade de alta velocidade e eficiência energética já instaladas nos galpões modernizados.

Apesar dos gargalos crônicos em infraestrutura de transporte no Norte, a conclusão deste complexo e a manutenção hidroviária simultânea mostram que o Brasil avança na conversão de áreas portuárias subutilizadas em plataformas de conhecimento e exportação sustentável.