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title: "Aumento de alertas de cibersegurança impulsiona digitalização segura nos portos"
author: "Redação"
date: "2026-05-21 12:56:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/05/21/aumento-de-alertas-de-ciberseguranca-impulsiona-digitalizacao-segura-nos-portos/md"
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## Resumo
- Relatório da Ingeni aponta mais de 1.800 alertas críticos de cibersegurança na logística brasileira em três meses.
- Ataques de ransomware ao transporte de cargas dobraram no Brasil em 2025.
- Plataforma Intasite digitaliza induções e onboarding em portos para reduzir riscos operacionais.
- Casos como Maersk (2017), Nagoya (2023) e São Francisco do Sul (2024) demonstram impactos de ataques a terminais.
- Diretiva NIS 2 impõe requisitos rigorosos de notificação e sanções para infraestruturas portuárias críticas.

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Relatório “Estado da cibersegurança na logística brasileira 2025” da Ingeni identificou mais de 1.800 alertas de alta e crítica severidade relacionados a vulnerabilidades CVEs, ransomware e técnicas de agentes de ameaça na logística brasileira nos últimos três meses, com volume total superior a 58 mil alertas nos últimos 12 meses.

## Portos brasileiros sob pressão de ataques digitais

O setor logístico brasileiro figura entre os mais atacados globalmente em 2025, com 283 incidentes confirmados de ransomware. No Brasil, ataques ao transporte de cargas dobraram, com predominância de casos ligados à extorsão de dados. A ampliação da conectividade em portos aumentou a superfície de ataque, que agora inclui sistemas de TI, OT, sensores, câmeras e telemáticos, expostos por senhas padrão, ausência de criptografia, sistemas desatualizados e falta de segmentação de redes.

Portos brasileiros recebem atenção especial devido ao elevado fluxo de cargas e à integração entre sistemas públicos, privados e internacionais. O CEO da Redbelt Security, Eduardo Lope, explicou que cada modal apresenta níveis distintos de maturidade e exposição ao risco cibernético, com o transporte rodoviário enfrentando desafios específicos na gestão de identidade, proteção de sistemas de rastreamento e segurança de terceiros.

## Digitalização de processos como resposta prática

Para portos e terminais sob pressão para melhorar eficiência e reduzir emissões, a digitalização de processos de indução e onboarding surge como primeiro passo concreto. Paul Martin, diretor da Intasite, observou diretamente como sistemas manuais desatualizados continuam a prejudicar operações em sites industriais.

A plataforma Intasite substitui procedimentos manuais por fluxos digitais que reduzem tempo de entrada de pessoal e equipamentos em terminais, ao mesmo tempo em que registra dados de forma estruturada e auditável. Essa abordagem contribui para operações mais seguras e resilientes contra ataques digitais ao diminuir a dependência de papéis e planilhas compartilhadas que frequentemente servem como vetores de infecção.

## Exemplos internacionais reforçam urgência

Casos como o ataque NotPetya à Maersk em junho de 2017, que paralisou 17 dos 76 terminais e gerou prejuízos entre 250 e 300 milhões de dólares, o ransomware LockBit 3.0 no Porto de Nagoya em julho de 2023 e o incidente no Porto de São Francisco do Sul em maio de 2024 ilustram os riscos reais. No Brasil, cerca de 53 terminais portuários já se adequaram à resolução 53/20 da Conportos sobre gestão de riscos, segurança cibernética e prevenção de atos ilícitos.

Diretivas como a NIS 2 classificam entidades portuárias como essenciais ou importantes e impõem requisitos de gestão de riscos, notificação de incidentes em 24 ou 72 horas e sanções que podem chegar a 10 milhões de euros ou 2% do volume de negócios.

O mercado global de cibersegurança foi estimado em 271,88 bilhões de dólares em 2025 e deve atingir 663,24 bilhões de dólares até 2033, com CAGR de 11,9% entre 2026 e 2033. A América do Norte concentrou 37,9% da receita global em 2025, enquanto a Ásia-Pacífico registra o crescimento mais acelerado.