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title: "Relatório revela esperas de até 11 dias em portos africanos"
author: "Redação"
date: "2026-05-30 10:00:00-03"
category: "Internacional"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/05/30/relatorio-revela-esperas-de-ate-11-dias-em-portos-africanos/md"
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## Resumo
- Relatório de 28 de maio de 2026 detalha esperas em portos africanos
- Conakry registra 11,6 dias e Mombasa até 9 dias de espera
- Greve no Quênia desde 18 de maio interrompeu Porto de Mombasa
- Colisão em Onne Nigéria bloqueou canal em 20 de maio
- Portos como Beira e Jebel Ali também apresentam esperas elevadas
- Companhias suspendem reservas para Cuba devido às condições
- Dados orientam planejamento de rotas e gestão de estoques

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O relatório Port Congestion Report de 28 de maio de 2026 da Everstream Analytics registra tempos médios de espera de navios em portos africanos com destaque para 11,6 dias em Conakry na Guiné e até 9 dias em Mombasa no Quênia. Greves nacionais e colisões de embarcações interrompem o fluxo de cargas em terminais chave da região. Os dados indicam que esses atrasos afetam diretamente as operações de importação e exportação em vários países africanos.

## Greves e incidentes marítimos interrompem fluxo em portos africanos

Uma greve nacional no Quênia teve início em 18 de maio e interrompeu as operações de carga no Porto de Mombasa até a suspensão do movimento após acordo. O incidente gerou acúmulo de navios e elevou o tempo médio de espera para 5 dias com máximo de 9 dias. Profissionais de logística registram impacto imediato nas cadeias de suprimentos que dependem desse terminal.

Em 20 de maio a embarcação MV Valparaiso colidiu com a MT Lady Martina próximo ao Porto de Onne na Nigéria e bloqueou o canal de navegação. A obstrução comprometeu o acesso ao terminal e contribuiu para o aumento de esperas em portos vizinhos da África Ocidental. Operadores precisam redirecionar rotas para minimizar prejuízos.

Uma greve nacional na Itália prevista para 29 de maio afeta os portos de Genoa Livorno e Gioia Tauro e pode gerar efeitos em cascata sobre conexões com portos africanos. Ao mesmo tempo uma paralisação de 12 horas dos trabalhadores portuários no Porto de Santos no Brasil e bloqueios no Porto de Buenaventura na Colômbia desde 19 de maio mostram que paralisações simultâneas ampliam a pressão sobre rotas globais.

## Tempos de espera elevados em portos da África Ocidental e Oriental

O Porto de Beira registra tempo médio de espera de 14,8 dias enquanto Conakry marca 11,6 dias e Banjul 8,9 dias. Esses números refletem a combinação de greves falta de equipamentos e concentração de navios em terminais com capacidade limitada. Empresas de navegação ajustam cronogramas para evitar acúmulo adicional.

No Porto de Mombasa a espera média chega a 5 dias com picos de 9 dias após a greve de maio. O Porto de Abidjan marca 4,2 dias e Dar Es Salaam também 4,2 dias. Esses valores superam os observados em portos asiáticos como Manila com 3,6 dias e Tanjung Pelepas com 2,1 dias no mesmo relatório.

Portos do Oriente Médio e Europa apresentam esperas menores porém ainda relevantes como Jebel Ali com 10,7 dias Dammam com 4,5 dias e Jeddah com 4 dias. Felixstowe registra 2,3 dias e Roterdã 1,7 dias. A comparação entre regiões evidencia que os portos africanos enfrentam os maiores desafios de congestionamento no período analisado.

## Decisões de companhias de navegação agravam restrições regionais

As empresas CMA CGM e Hapag-Lloyd suspenderam reservas de carga para Cuba em resposta às condições operacionais. A medida reduz opções de transbordo e direciona volumes para rotas alternativas que podem sobrecarregar terminais já congestionados na África. Planejadores logísticos acompanham essas alterações para evitar rupturas de estoque.

Os dados do relatório mostram que portos com esperas acima de 4 dias como Lazaro Cardenas com 4 dias e Santos com 3,5 dias concentram volumes que antes passariam por terminais africanos. A redistribuição de cargas exige maior coordenação entre armadores e terminais para manter a fluidez das cadeias de suprimentos.