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title: "Georgia Ports Authority promove operações para liderar a transformação digital"
author: "Redação"
date: "2026-08-05 11:54:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/05/georgia-ports-authority-promove-operacoes-para-liderar-a-transformacao-digital/md"
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## Resumo
- A Georgia Ports Authority promoveu Susan Gardner, Vice-Presidente de Operações, ao cargo de Diretora de Informação (CIO) em 30 de julho de 2026.
- Gardner traz mais de 30 anos de experiência no setor, incluindo passagem pela Kaleris/Navis, onde supervisionava 20 implantações de software por ano em mais de 100 portos.
- Sob sua gestão operacional, o Porto de Savannah movimentou 5,67 milhões de TEUs no último ano fiscal, com 40 navios e 42 trens de carga dupla por semana.
- A promoção ocorre em meio a um plano estratégico de investimento de US$ 5 bilhões em infraestrutura na próxima década, incluindo novos berços em Savannah e Brunswick.
- A nomeação reflete a tendência global de valorizar líderes que combinam experiência operacional com visão tecnológica para orquestrar a transformação digital portuária.

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A Georgia Ports Authority (GPA) promoveu **Susan Gardner**, sua Vice-Presidente de Operações, ao cargo de Diretora de Informação (CIO). A decisão, anunciada oficialmente em 30 de julho de 2026, consolida a trajetória de uma profissional com mais de três décadas de experiência em operações portuárias e implantação de sistemas, agora à frente da estratégia tecnológica da autoridade que administra o porto de contêineres de crescimento mais rápido no sudeste dos Estados Unidos.

## Uma carreira construída na interface entre operações e tecnologia

A ascensão de Gardner ao C-suite da GPA não é uma transição abrupta, mas a culminação lógica de uma carreira que sempre navegou entre o pátio do terminal e a sala de servidores. Antes de assumir o comando das operações diárias em Savannah, ela atuou como Vice-Presidente e Gerente Geral de Operações de Campo nas Américas na **Kaleris/Navis**, uma das principais fornecedoras de sistemas de operação de terminais (TOS) do mundo. Nessa função, Gardner supervisionava cerca de **20 implantações de software on-site por ano**, atendendo uma base de mais de 100 portos e terminais. Essa experiência direta na implantação de sistemas em ambientes operacionais complexos fornece a ela uma compreensão granular dos desafios e gargalos que a tecnologia deve resolver no dia a dia portuário.

Quando ingressou na GPA em 2020 como Diretora Sênior de Operações e Projetos, Gardner já carregava esse diferencial técnico. Sua promoção subsequente para Vice-Presidente de Operações a colocou no comando do **Porto de Savannah**, onde gerenciava uma operação de escala continental: **40 navios** e **42 trens de carga dupla** por semana, além de **15.000 transações de caminhão por dia**. No último ano fiscal, o terminal movimentou **5,67 milhões de TEUs**, consolidando sua posição como o mais dinâmico do sudeste americano. Gardner também liderou o projeto de expansão do **Ocean Terminal** durante seu mandato como VP.

## O perfil do CIO portuário moderno

A escolha de Gardner reflete uma tendência global na governança portuária: a valorização de líderes que compreendem a operação antes de digitalizá-la. Kevin Price, presidente da GPA, afirmou que a expertise de Gardner em operações de terminais, conhecimento de sistemas e liderança "nos levará ao próximo nível de desempenho para nossos clientes e usuários do porto". Essa declaração indica que a autoridade não busca apenas um gestor de TI, mas um arquiteto de integração entre processos físicos e digitais.

A própria Gardner parece alinhada a essa visão. Ao comentar a nomeação, ela declarou tratar-se de "uma oportunidade empolgante de encontrar novas formas de constantemente melhorar nossas operações", com a ambição de que os níveis de serviço da GPA sejam "os melhores do setor, entregando cadeias de suprimentos que fluam de forma mais suave e compitam de forma mais forte nos mercados mundiais". O foco em **cadeias de suprimentos** e **competitividade global** posiciona a tecnologia não como um fim em si mesma, mas como instrumento de vantagem logística.

## Um plano de US$ 5 bilhões depende de integração tecnológica

A promoção de Gardner ocorre em um momento estratégico para a GPA. O plano estratégico da autoridade prevê um investimento de **US$ 5 bilhões em infraestrutura** na próxima década. Os projetos incluem a construção de **cinco berços para navios de grande porte** em Savannah e um **quarto berço para cargas Ro-Ro** (Roll-on/Roll-off) no **Porto de Brunswick**, a segunda instalação da GPA, que recebe mais de **700 escalas de navios por ano**.

A magnitude desse investimento exige uma liderança tecnológica capaz de orquestrar sistemas de gerenciamento de pátio, plataformas de integração com armadores e operadores logísticos, e soluções de rastreamento em tempo real. A experiência prévia de Gardner na Kaleris/Navis, onde era responsável por implantar software em mais de 100 terminais, oferece exatamente esse perfil de gestão de projetos de larga escala. A aposta da GPA é que a convergência entre expertise operacional e visão tecnológica será o diferencial para transformar bilhões em concreto e aço em ganhos reais de eficiência e capacidade.

## Um movimento alinhado à liderança marítima 4.0

A nomeação de Gardner se insere em um movimento mais amplo de profissionalização da liderança digital em autoridades portuárias ao redor do mundo. O perfil do executivo portuário do século XXI exige a combinação de três competências: profundo conhecimento das operações físicas do terminal, domínio de arquiteturas de software e dados, e visão estratégica de cadeia de suprimentos. Gardner, com sua trajetória que transita entre o chão do terminal e a implantação de sistemas em larga escala, encarna essa convergência.

Para o setor portuário global, a mensagem é clara: a transformação digital não será liderada por profissionais de tecnologia genéricos, mas por aqueles que entenderam primeiro como um navio atraca, um guindaste opera e um caminhão transita pelo porto — e só então como otimizar cada um desses passos com dados e automação. O caso da GPA serve como referência para outras autoridades portuárias que buscam preencher suas vagas de CIO com profissionais que possam traduzir investimentos bilionários em infraestrutura em ganhos operacionais mensuráveis.