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title: "Estaleiro Rio Grande retoma construção naval com navios da Transpetro"
author: "Redação"
date: "2026-10-17 09:27:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/17/estaleiro-rio-grande-retoma-construcao-naval-com-navios-da-transpetro/md"
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## Resumo
- O Estaleiro Rio Grande iniciou em 15 de outubro de 2026 a construção do primeiro de quatro navios Handymax da Transpetro.
- A encomenda inicial soma US$ 278 milhões, com navios de 16 mil toneladas de porte bruto cada.
- As embarcações transportarão diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação.
- A Ecovix construirá uma série total de 13 navios para a Transpetro, com produção simultânea.
- A operação naval no estaleiro foi retomada após quase dez anos de paralisação iniciada em 2016.
- A força de trabalho deve crescer de 500 profissionais para 1.700 postos em 2027.
- O segundo batimento de quilha está previsto para novembro de 2026, e os navios gaseiros devem começar no primeiro trimestre de 2027.

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O Estaleiro Rio Grande iniciou em 15 de outubro de 2026 a construção do primeiro de quatro navios Handymax contratados pela **Transpetro** à Ecovix. O [batimento de quilha](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/estaleiro-no-rs-comeca-construir-navios-encomendados-pela-transpetro) marcou a retomada da atividade naval no local, que estava paralisada desde 2016. As embarcações serão destinadas ao transporte de derivados de petróleo, incluindo combustíveis usados em operações terrestres, marítimas e de aviação.

## Uma década depois, a quilha volta ao estaleiro

A cerimônia de batimento de quilha marcou a montagem da primeira de **13 embarcações** encomendadas pela Transpetro à Ecovix. A tradição simboliza o início formal da construção e estabelece a passagem do projeto para a etapa industrial. Nesse lote inicial, quatro navios da classe Handymax entram em produção para atender ao transporte de derivados de petróleo, enquanto a encomenda total mantém uma programação de longo prazo para o Estaleiro Rio Grande.

A retomada ocorre depois de quase dez anos sem construção naval no local. A última embarcação havia sido construída em **2016**, ano em que começou a paralisação associada à crise do setor. Atualmente, 500 profissionais estão alocados no projeto, e a previsão é alcançar 1.000 colaboradores no início de 2027 e chegar a 1.700 postos de trabalho no pico das atividades ao longo do mesmo ano.

O contrato que sustenta essa reativação foi assinado em **fevereiro de 2025**, e a construção dos 13 navios ocorre de forma simultânea. O estaleiro está ocupado atualmente com cerca de 30% de sua capacidade total nos projetos em curso. A estratégia distribui as etapas de fabricação entre as embarcações e conecta a retomada do primeiro navio ao avanço do programa completo.

## A carga define a função dos Handymax

Os quatro navios iniciais foram especificados para transportar **diesel marítimo e diesel S10**, produtos que integram a movimentação de derivados de petróleo pela Transpetro. A presença desses combustíveis na encomenda define uma função logística direta para a frota, voltada ao deslocamento de cargas líquidas entre pontos de abastecimento e distribuição. A classe Handymax permite organizar essa operação em embarcações dedicadas ao transporte de derivados.

O conjunto de cargas também inclui **diesel S500 e gasolina de aviação**. A diversidade de produtos exige que os navios sejam preparados para transportar derivados com diferentes especificações de uso, embora as fontes não detalhem os sistemas internos destinados a cada carga. A encomenda, portanto, está vinculada à movimentação marítima de combustíveis para diferentes segmentos de consumo.

Cada embarcação terá **16 mil toneladas de porte bruto**, medida que expressa a capacidade total de carga, combustíveis, provisões e demais pesos transportados pelo navio. O contrato dos quatro Handymax soma **US$ 278 milhões**, equivalente a US$ 69,5 milhões por unidade. Esses parâmetros dimensionam o primeiro lote e dão escala financeira à retomada das atividades no estaleiro gaúcho.

## Produção simultânea prepara a próxima etapa

A preparação industrial já avançou antes do batimento de quilha. O cronograma de aço começou em **abril de 2026**, com fornecimento de material da Indonésia, e o estaleiro recebeu 11 mil toneladas de aço em julho para processamento. Mais de 65% dos equipamentos necessários já haviam sido adquiridos, indicando que a montagem começou com parte relevante dos insumos e componentes previstos para o projeto.

O processamento das chapas de aço leva de **quatro a cinco meses por etapa**. Como os 13 navios são construídos simultaneamente, o prazo de cada fase precisa ser coordenado com a montagem das demais unidades. Essa organização conecta o recebimento do aço, a preparação das chapas e a instalação dos equipamentos em uma sequência contínua de produção naval.

O próximo marco anunciado é o batimento de quilha do segundo navio, programado para **novembro de 2026**. A Ecovix também prepara o início da construção de navios gaseiros para o primeiro trimestre de 2027. A programação amplia o escopo dos trabalhos no Estaleiro Rio Grande e mantém a utilização da estrutura industrial depois do início dos Handymax.

O aumento da equipe acompanha essa programação. A previsão de chegar a **1.700 colaboradores em 2027** supera a força de trabalho atual de 500 pessoas e coincide com o período em que a produção deverá atingir seu pico. O próximo passo concreto está definido no calendário de fabricação: avançar para a segunda quilha em novembro e iniciar os gaseiros no primeiro trimestre de 2027. A continuidade desses prazos determinará a consolidação da retomada naval no Estaleiro Rio Grande.