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title: "NOS testa 5G e satélites para monitorar contêineres no mar"
author: "Redação"
date: "2026-10-17 00:05:00-03"
category: "Logística"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/17/nos-testa-5g-e-satelites-para-monitorar-conteineres-no-mar/md"
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## Resumo
- A NOS realizou um projeto-piloto de comunicação híbrida em uma rota entre Lisboa e Funchal.
- A solução alterna automaticamente entre 5G em áreas costeiras e nanossatélites em alto-mar.
- O sistema acompanha temperatura e umidade de contêineres refrigerados.
- A tecnologia foi desenvolvida com a CapTemp e utiliza satélites da Fossa Systems.
- O teste contempla cargas sensíveis, como produtos farmacêuticos, e busca preservar a rastreabilidade da cadeia de frio.
- A iniciativa foi validada em uma operação específica e não representa implantação global ou resultados definitivos.

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Em 15 de outubro de 2026, a **NOS** realizou, a bordo de um navio da GS Lines na rota entre Lisboa e Funchal, um projeto-piloto que combina rede 5G e comunicação por satélite para monitorar contêineres refrigerados em alto-mar. A proposta, apresentada pela [operadora](https://eco.sapo.pt/2026/10/15/nos-testa-piloto-para-manter-comunicacoes-seguras-em-alto-mar), busca manter o acompanhamento de temperatura e umidade durante o trajeto, inclusive quando a cobertura terrestre deixa de alcançar a embarcação.

## A troca de rede acontece no mar

A solução troca automaticamente entre a rede móvel **5G**, usada em áreas costeiras e portuárias, e a comunicação por nanossatélites, acionada durante o trecho em alto-mar. Essa arquitetura acompanha a mudança física da viagem sem interromper o fluxo de informações dos contêineres refrigerados. O ponto técnico do piloto está na alternância entre duas formas de conectividade, cada uma associada ao trecho em que sua infraestrutura está disponível.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a empresa portuguesa **CapTemp** e utiliza a constelação de nanossatélites da espanhola **Fossa Systems** para cobrir a etapa oceânica. A divisão de funções deixa claro o desenho da solução: a rede terrestre atende a proximidade dos portos, enquanto a infraestrutura espacial assume a comunicação quando o navio se afasta da costa. O teste, portanto, foi estruturado para enfrentar a perda de cobertura terrestre em áreas remotas.

O ensaio ocorreu a bordo de um navio da **GS Lines**, em um trajeto entre Lisboa e Funchal. A rota serviu para verificar a comunicação híbrida durante uma viagem marítima real, em vez de limitar a avaliação a uma demonstração em terra. Esse recorte também mantém o alcance da iniciativa bem definido: a tecnologia foi observada em uma operação específica, dentro de um projeto-piloto, e não em uma implantação ampla da solução.

## Os dados acompanham a carga

No teste, os dados acompanhados foram a **temperatura** e a **umidade** no interior de contêineres refrigerados. Essas variáveis orientam o acompanhamento de cargas que dependem de condições controladas durante o transporte. A proposta contempla mercadorias sensíveis, como produtos farmacêuticos, para as quais a perda de visibilidade durante o trecho marítimo impede a verificação contínua dos parâmetros monitorados.

A continuidade da comunicação permite manter a rastreabilidade de mercadorias sensíveis ao longo do percurso. A [operação com contêineres refrigerados](https://tp.scale.press/post/2022/09/26/descubra-a-importancia-dos-conteineres-refrigerados-para-o-comercio-internacional) depende de informações que acompanhem a carga enquanto ela permanece em trânsito, e o piloto foi desenhado para evitar falhas na cadeia de frio associadas à perda de cobertura terrestre. O ganho descrito está na manutenção do fluxo de dados, não na substituição dos controles físicos do equipamento.

Durante o trânsito marítimo de longo curso, a solução mantém o rastreamento de ativos críticos, como os próprios contêineres refrigerados, sem interrupção da comunicação prevista pelo sistema. Para a logística, essa continuidade organiza a passagem entre o trecho costeiro e o oceânico em uma única lógica de acompanhamento. O dado deixa de depender exclusivamente da disponibilidade de redes terrestres quando a embarcação entra em uma área remota.

## O piloto tem alcance definido

A lacuna enfrentada pela iniciativa aparece quando o navio deixa as áreas cobertas por redes móveis. Em alto-mar, a ausência de cobertura terrestre pode interromper o acompanhamento dos parâmetros dos contêineres, justamente durante a parte oceânica da viagem. A conexão por nanossatélites foi inserida no projeto para preencher esse intervalo e conservar a rastreabilidade de cargas sensíveis durante o deslocamento.

A operadora portuguesa testou com sucesso um sistema híbrido de comunicações formado pela alternância entre a rede terrestre **5G** e a infraestrutura de satélites da **Fossa Systems**. O resultado confirma o funcionamento do conceito no teste realizado, com a rede escolhendo a camada de comunicação correspondente ao trecho da viagem. As informações disponíveis, porém, vinculam essa validação à operação-piloto conduzida no navio da GS Lines.

A iniciativa permanece descrita como um **projeto-piloto**. Por essa razão, o teste não deve ser apresentado como implantação global, adoção por toda a frota ou comprovação de resultados operacionais definitivos. O que foi demonstrado é a possibilidade de combinar conectividade 5G e satelital para monitorar contêineres refrigerados em uma rota marítima delimitada, mantendo separadas a validação técnica e uma eventual expansão futura.

## Uma validação ainda localizada

Até aqui, a entrega documentada é uma experiência operacional realizada em **15 de outubro de 2026**, com monitoramento de temperatura e umidade durante o trajeto entre Lisboa e Funchal. A aplicação responde a uma necessidade concreta da cadeia de frio: conservar a comunicação quando a carga deixa a área de alcance das redes terrestres. O piloto também mostra que a continuidade dos dados depende da integração entre diferentes meios de conectividade.

Para a logística marítima, o caso deixa uma referência objetiva: a rede 5G pode atender o trecho costeiro e portuário, enquanto os nanossatélites mantêm o acompanhamento em alto-mar. Essa combinação foi testada para contêineres refrigerados e mercadorias sensíveis, mas seu alcance documentado termina na experiência realizada a bordo do navio da GS Lines. A notícia, portanto, está na validação de uma arquitetura de comunicação híbrida, não em uma promessa de adoção imediata em escala mundial.