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title: "Eletrificação portuária avança em Busan e Antuérpia"
author: "Redação"
date: "2026-10-18 09:30:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/18/eletrificacao-portuaria-avanca-em-busan-e-antuerpia/md"
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## Resumo
- Katoen Natie e Konecranes inauguraram dois guindastes móveis portuários totalmente elétricos em Antuérpia.
- A encomenda da Katoen Natie inclui quatro guindastes ESP.9 de 200 toneladas e dois ESP.8 de 150 toneladas.
- O projeto belga combina alimentação externa, baterias recarregáveis, contrato de serviço e monitoramento remoto TRUCONNECT.
- A DP World colocou 55 tratores elétricos em operação no terminal de Busan, substituindo modelos movidos a GNL.
- Os tratores elétricos correspondem a 36% da frota de 154 unidades e devem reduzir em cerca de 70% as emissões de CO₂ por unidade.
- Os casos mostram que a eletrificação portuária depende tanto da troca dos equipamentos quanto do acompanhamento de disponibilidade e manutenção.

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Em 15 e 16 de outubro de 2026, a Katoen Natie e a Konecranes inauguraram dois guindastes móveis portuários totalmente elétricos em Antuérpia, enquanto a DP World colocou 55 tratores de pátio elétricos em operação no terminal de Busan, na Coreia do Sul. As iniciativas avançam sobre equipamentos diferentes e adotam escalas distintas, mas convergem na redução do uso de combustíveis fósseis e na busca por operações com menor emissão local. A comparação também mostra que eletrificar um terminal envolve tanto substituir máquinas quanto acompanhar sua disponibilidade e desempenho ao longo do serviço.

## Duas escalas para a mesma transição

A operação de Antuérpia começou com dois guindastes móveis portuários totalmente elétricos, dentro de uma encomenda maior feita pela Katoen Natie à Konecranes. A frota inclui quatro unidades ESP.9, com capacidade de 200 toneladas, e dois modelos ESP.8, com capacidade de 150 toneladas. Os equipamentos foram concebidos para movimentar cargas sem emissões locais durante a operação, enquanto as seis unidades ampliam a presença da propulsão elétrica em diferentes capacidades de trabalho.

A solução adotada no porto belga combina uma fonte de alimentação externa com baterias recarregáveis. Essa arquitetura elimina emissões locais e permite que os guindastes utilizem energia armazenada quando a operação exigir mobilidade ou continuidade de trabalho. O projeto também inclui um contrato de serviço de longo prazo, conectando a aquisição dos equipamentos ao acompanhamento posterior da operação e à manutenção dos ativos.

Esse acompanhamento recebe uma camada digital por meio do monitoramento remoto TRUCONNECT, da Konecranes. O sistema foi incluído para apoiar a alta disponibilidade e a manutenção preditiva dos guindastes, deslocando parte da gestão para a observação das condições de funcionamento. A iniciativa de Antuérpia, portanto, trata a eletrificação como uma combinação entre fonte de energia, capacidade de movimentação e controle técnico do ciclo de manutenção.

## Busan troca a frota movida a GNL

Em Busan, a DP World substituiu tratores de pátio movidos a gás natural liquefeito por 55 unidades elétricas. Os novos equipamentos correspondem a 36% da frota total de 154 tratores do terminal, configurando uma implantação parcial em vez da conversão imediata de todos os veículos. A escolha concentra a eletrificação em uma parcela expressiva da movimentação terrestre e permite medir o desempenho dos equipamentos dentro da rotina existente.

A DP World estima uma redução de aproximadamente 70% nas emissões de CO₂ por unidade em comparação com os tratores anteriores. A iniciativa está alinhada ao plano de transição de baixa emissão de carbono da Coreia do Sul e ao Esquema de Comércio de Emissões do país. Esse vínculo entre a modernização do terminal e as políticas ambientais sul-coreanas dá ao projeto uma referência regulatória além da substituição física dos veículos.

Além da redução de emissões, os tratores elétricos foram associados a menor ruído, manutenção reduzida e maior eficiência operacional. A estrutura mecânica com menos peças móveis diminui a necessidade de manutenção em relação aos modelos a GNL, enquanto a condução mais suave e a aceleração estável se ajustam ao trabalho frequente de "parar e seguir" nos pátios de contêineres. A tecnologia atua, assim, sobre o consumo energético e sobre as condições diárias de operação.

## Disponibilidade passa a fazer parte da eletrificação

Os dois projetos deixam claro que a troca do motor não encerra o planejamento técnico. Em Antuérpia, a alimentação externa e as baterias precisam operar junto com um sistema de monitoramento remoto e um contrato de serviço de longo prazo. Em Busan, a DP World incorporou os tratores elétricos a uma frota de 154 unidades e acompanhou a substituição com metas de redução de emissões por equipamento.

A diferença entre as iniciativas está também no tipo de controle operacional empregado. A Katoen Natie e a Konecranes estruturaram os guindastes com monitoramento de condição para sustentar a disponibilidade e antecipar necessidades de manutenção. A DP World concentrou o avanço na troca de 55 tratores e nas características de uso em ciclos repetidos de deslocamento, frenagem e aceleração dentro do terminal.

Os ganhos ambientais e operacionais aparecem por caminhos diferentes. Em Antuérpia, a alimentação elétrica e as baterias eliminam emissões locais dos guindastes, enquanto o TRUCONNECT apoia a manutenção preditiva. Em Busan, a redução estimada de 70% nas emissões de CO₂ por trator vem acompanhada de menor uso de fluidos de motor e de menor risco de vazamentos, segundo a cobertura da implantação.

## Uma estratégia que já ultrapassa os projetos isolados

A implantação em Busan também integra uma estratégia mais ampla da DP World, que inclui iniciativas semelhantes em portos da Austrália, das Filipinas e da Tailândia. A empresa passa a aplicar a eletrificação em diferentes operações portuárias, enquanto o terminal sul-coreano oferece uma referência concreta de substituição de parte da frota. A expansão mantém o foco na redução de emissões sem exigir que todos os equipamentos sejam trocados ao mesmo tempo.

O pedido da Katoen Natie segue uma lógica diferente, baseada em uma frota de seis guindastes totalmente elétricos e em suporte técnico continuado. As capacidades de 200 e 150 toneladas permitem atender faixas distintas de movimentação, enquanto o contrato de serviço e o TRUCONNECT associam o investimento à gestão da disponibilidade. O projeto mostra como a eletrificação pode ser planejada desde a especificação do equipamento até o acompanhamento remoto da operação.

Para os terminais, a comparação oferece dois parâmetros objetivos de avaliação. A primeira medida é o efeito da troca sobre as emissões, como a redução estimada por unidade em Busan e a eliminação de emissões locais em Antuérpia. A segunda é a capacidade de manter os ativos disponíveis, apoiada por menos peças móveis nos tratores e por manutenção preditiva nos guindastes. A transição energética ganha consistência quando essas duas dimensões são observadas juntas.

## O próximo passo é medir o desempenho

Os anúncios de outubro de 2026 mostram que a eletrificação portuária entrou em uma fase de aplicações operacionais distintas. A DP World avançou com 55 tratores elétricos, equivalentes a 36% da frota de Busan, enquanto a Katoen Natie e a Konecranes colocaram dois guindastes totalmente elétricos em operação dentro de uma encomenda de seis unidades. Os projetos não seguem o mesmo ritmo, mas ambos vinculam a redução de emissões a mudanças concretas nos equipamentos.

Na prática, o resultado de cada solução será acompanhado por indicadores diferentes. Em Busan, a referência central é a redução aproximada de 70% nas emissões de CO₂ por unidade, somada à manutenção reduzida e à operação mais silenciosa. Em Antuérpia, a disponibilidade dos guindastes será apoiada pelo fornecimento externo de energia, pelas baterias, pelo contrato de serviço e pelo monitoramento remoto TRUCONNECT.

A continuidade dessa trajetória já aparece na estratégia internacional da DP World e no modelo de serviço associado aos guindastes da Konecranes. Para os operadores, a lição é direta: eletrificar equipamentos exige dimensionar a solução energética e estabelecer mecanismos para acompanhar falhas, manutenção e disponibilidade. A experiência de Busan e Antuérpia amplia a base prática para decisões futuras sobre frotas elétricas e gestão técnica de terminais.