---
title: "Santos Brasil e JBS usam tecnologia contra gargalos portuários"
author: "Redação"
date: "2026-10-22 19:22:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/22/santos-brasil-e-jbs-usam-tecnologia-contra-gargalos-portuarios/md"
---

## Resumo
- Santos Brasil prevê R$ 75 milhões para modernizar o Tecon Imbituba até 2028.
- Tecon Imbituba movimentou 131.263 TEUs entre janeiro e setembro de 2026 e possui capacidade anual de 450 mil TEUs.
- O projeto de Imbituba inclui guindaste móvel, chassis, conectividade 5G, atualização do TOS e implantação da plataforma OPUS.
- JBS Terminais movimentou mais de 800 mil TEUs em dois anos no Porto de Itajaí.
- Novo aporte de R$ 15,2 milhões em Itajaí reforça inspeção por raios X e amplia os gates de oito para dez.
- A JBS também comprou 25 caminhões para operar o pátio com frota própria e adicionou novas linhas de longo curso.
- Os investimentos mostram estratégias diferentes para gargalos de controle operacional, inspeção e fluxo terrestre.

---

Dois terminais de **Santa Catarina** estão seguindo caminhos diferentes para modernizar suas operações em 2026. A **Santos Brasil** prevê **R$ 75 milhões** no Tecon Imbituba até 2028, enquanto a **JBS Terminais** anunciou novo aporte de **R$ 15,2 milhões** no Porto de Itajaí. Os projetos atacam pontos distintos da operação: Imbituba concentra esforços em produtividade, conectividade e controle de informações, enquanto Itajaí reforça inspeção de cargas e circulação de caminhões.

## Imbituba mira controle e produtividade

Em Imbituba, o ponto de partida combina crescimento recente e capacidade disponível. O terminal movimentou **131.263 TEUs** entre janeiro e setembro de 2026, superando o recorde anterior, e possui capacidade anual de **450 mil TEUs**. O investimento previsto até 2028 busca ampliar produtividade, eficiência e uso de tecnologia, criando condições para que o aumento da movimentação não dependa apenas da expansão física do terminal. [Os investimentos anunciados para o Tecon Imbituba](https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/santos-brasil-investira-r-75-milhoes-no-tecon-imbituba-para-ampliar-produtividade) formam um pacote de modernização operacional.

A primeira frente desse pacote está nos equipamentos de movimentação. O terminal receberá um **guindaste móvel MHC** e **12 chassis de caminhões**, recursos destinados a ampliar a capacidade de atendimento no cais e no pátio. A combinação aproxima os meios de movimentação das necessidades diárias do terminal, especialmente em uma operação que registrou novo patamar de movimentação antes mesmo da conclusão de todo o programa de investimentos.

Na camada de conectividade, o projeto inclui a implementação de **tecnologia 5G** e a atualização do sistema operacional para o **TOS**, sigla em inglês para Terminal Operating System. O TOS organiza informações e tarefas do terminal, enquanto a conectividade permite a circulação de dados entre diferentes pontos da operação. O objetivo anunciado é ampliar produtividade e eficiência, fazendo da informação uma ferramenta de coordenação do fluxo de contêineres.

Essa transformação também avançou com a implantação da plataforma **OPUS da CyberLogitec** no Tecon Imbituba, concluída em julho de 2026. A solução substituiu o sistema anterior e padronizou a tecnologia digital nos três terminais da Santos Brasil. O plano específico, superior a **R$ 34 milhões**, inclui a modernização de softwares e equipamentos, reforçando a conexão entre a gestão digital e a operação física. [A implantação do OPUS no Tecon Imbituba](https://tp.scale.press/post/2026/07/21/santos-brasil-padroniza-sistema-opus-da-cyberlogitec-no-tecon-imbituba) amplia essa frente de padronização.

## Itajaí ataca a passagem da carga

Em Itajaí, a escala da retomada ajuda a explicar a prioridade dada ao fluxo e à inspeção. A **JBS Terminais** movimentou mais de **800 mil TEUs** em dois anos de operação, iniciada em outubro de 2024, com crescimento de 62% entre o primeiro e o segundo ano. O terminal alcançou capacidade de 600 mil TEUs por ano e opera **10 linhas regulares de navegação**, o que aumenta a pressão sobre as etapas terrestres e sobre o controle das cargas.

A resposta anunciada combina inspeção e acesso ao terminal. O novo aporte de **R$ 15,2 milhões** inclui a instalação de equipamento de **raios X** e a ampliação dos gates, que passarão de oito para dez. A expansão aumenta os pontos de entrada e saída disponíveis, enquanto a inspeção por imagem reforça a verificação das cargas. São medidas voltadas ao trecho em que o contêiner deixa ou chega ao terminal e precisa avançar com segurança para a etapa seguinte.

O reforço do fluxo também aparece na operação de pátio e nas conexões marítimas. Em maio de 2026, a JBS Terminais anunciou duas novas linhas de longo curso ligando Itajaí à **Costa Leste dos Estados Unidos**, ao Caribe, ao Norte da América do Sul e ao Mediterrâneo. A empresa destinou **R$ 9 milhões** à compra de 25 caminhões para a operação interna, passando a executar a logística de pátio integralmente com frota própria. A medida conecta a expansão dos serviços marítimos ao controle direto da movimentação terrestre.

## Dois gargalos, duas arquiteturas

Essa comparação mostra que a modernização portuária não segue uma receita única. Em **Imbituba**, a prioridade está na coordenação da operação por meio de sistemas, conectividade e equipamentos de movimentação. Em **Itajaí**, o foco está na inspeção e na fluidez dos acessos, com mais gates e recursos próprios para o pátio. Cada terminal direciona o capital para a etapa que precisa acompanhar o ritmo de sua movimentação.

A diferença aparece também nos indicadores de escala. O Tecon Imbituba registrou **131.263 TEUs** nos nove primeiros meses de 2026 e trabalha com capacidade de 450 mil TEUs por ano. Itajaí, por sua vez, superou **800 mil TEUs** em dois anos e alcançou capacidade anual de 600 mil TEUs. Os números não medem exatamente o mesmo período, mas ajudam a explicar por que os investimentos foram desenhados para problemas operacionais diferentes.

Para as cadeias de suprimentos, os dois movimentos têm efeitos em pontos distintos do atendimento. Um sistema operacional atualizado e uma rede de **5G** tendem a melhorar a coordenação das atividades internas, enquanto a combinação de **raios X** e mais gates trata da entrada, da saída e da inspeção dos contêineres. A eficiência do terminal depende da conexão entre essas etapas, mas a prioridade inicial muda conforme a restrição que limita a operação.

## O teste começa na execução

Os cronogramas indicam que a modernização continuará em ritmos diferentes. A Santos Brasil aplicará os **R$ 75 milhões** no Tecon Imbituba até 2028, somando o novo ciclo aos investimentos de R$ 36 milhões realizados nos 18 meses anteriores. A JBS Terminais, depois de quase **R$ 250 milhões** aplicados desde o início da operação, acrescentou o aporte de R$ 15,2 milhões para inspeção e gates. O próximo passo será transformar esses recursos em produtividade mensurável no cais, no pátio e no acesso rodoviário.

Os dois casos mostram uma evolução concreta da infraestrutura portuária brasileira em Santa Catarina. Imbituba aposta na integração entre dados, conectividade e movimentação; Itajaí concentra recursos no controle físico da carga e no fluxo de caminhões. A expansão simultânea de capacidade e tecnologia oferece uma base mais consistente para o comércio exterior, mesmo em um setor que ainda precisa corrigir gargalos antigos e manter investimentos contínuos para acompanhar o crescimento da movimentação.