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title: "APM Terminals acelera infraestrutura verde nos portos da Nigéria"
author: "Redação"
date: "2026-10-24 07:44:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/24/apm-terminals-acelera-infraestrutura-verde-nos-portos-da-nigeria/md"
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## Resumo
- A APM Terminals pediu a aceleração dos projetos de infraestrutura verde nas operações de Apapa e Onne, na Nigéria.
- Um memorando com a NPA prevê US$ 60 milhões para eletrificar o transporte de cargas conteinerizadas no Porto de Onne.
- O terminal WACT deve se tornar o primeiro porto verde da Nigéria, com redução de emissões e maior eficiência operacional.
- O plano mais amplo da APM Terminals é estimado em US$ 500 milhões e inclui um sistema eletrônico de chamadas de caminhões.
- A NPA planeja investir US$ 1 bilhão na reconstrução de cinco complexos portuários, com obras previstas para começar no primeiro trimestre de 2026.
- A execução dependerá da coordenação entre eletrificação, digitalização, reconstrução portuária e conexões logísticas.

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O pedido da **APM Terminals** para acelerar os projetos de infraestrutura verde na Nigéria ganhou prioridade com a defesa de uma implantação mais rápida para as operações de **Apapa e Onne**. Em setembro de 2025, a empresa e a Autoridade Portuária da Nigéria, a NPA, firmaram um memorando para eletrificar o transporte de cargas conteinerizadas no Porto de Onne. A proposta combina energia limpa, equipamentos elétricos e modernização operacional para reduzir emissões e elevar a eficiência dos terminais, colocando a execução da infraestrutura no centro da transformação portuária do país. [O pedido de aceleração dos projetos verdes](https://businessday.ng/news/article/apm-terminals-presses-for-quicker-rollout-of-nigerias-green-port-projects) ganha peso porque a Nigéria pretende ampliar sua posição como hub logístico marítimo africano.

## Onne concentra o primeiro projeto verde

Em setembro de 2025, a **APM Terminals** e a **NPA** assinaram um memorando de entendimento para eletrificar o transporte de carga conteinerizada no Porto de Onne. O acordo prevê **US$ 60 milhões** da operadora para transformar o West Africa Container Terminal, conhecido como WACT, no primeiro "porto verde" da Nigéria. A iniciativa saiu de um estudo apresentado em julho de 2025, durante a cúpula Decarbonising Infrastructure in Nigeria, realizada em Abuja. [O memorando estabelece a rota de eletrificação](https://www.apmterminals.com/en/news/news-releases/2025/250923-APM-Terminals-signs-MoU-with-Nigeria-Ports) que sustenta a nova etapa de modernização em Onne.

A abrangência do plano vai além da troca de fontes de energia. As operações de **Apapa e Onne** aparecem associadas a investimentos planejados em energia limpa e equipamentos elétricos, dois elementos que alteram a forma como o terminal consome energia e movimenta contêineres. No caso de Onne, a meta declarada é substituir progressivamente combustíveis fósseis por infraestrutura eletrificada, buscando maior eficiência e redução de emissões. A escolha do terminal como referência nacional cria um parâmetro para os demais complexos portuários nigerianos, desde que o cronograma saia do compromisso institucional e avance para instalações efetivamente disponíveis.

É nesse ponto que a cobrança por velocidade ganha dimensão operacional. Um memorando define responsabilidades e uma direção tecnológica, mas a eletrificação depende de infraestrutura instalada, equipamentos compatíveis e integração com a rotina de transporte de cargas. A diferença entre anunciar o investimento e colocar os sistemas em funcionamento determina o resultado para armadores, transportadores e donos de carga. Para a **APM Terminals**, acelerar significa reduzir o intervalo entre o planejamento e a operação, enquanto a **Nigéria** busca transformar a agenda ambiental em capacidade portuária utilizável.

## Eletrificação exige ritmo de execução

O projeto de Onne faz parte de um plano de investimento mais amplo estimado em **US$ 500 milhões** para a presença da APM Terminals na Nigéria. Esse esforço inclui a implementação de um sistema eletrônico de chamadas de caminhões, concebido para reduzir congestionamentos logísticos e alinhado ao roteiro de logística de baixo carbono do Ministério da Economia Marítima e da Economia Azul. A ferramenta conecta a gestão do acesso rodoviário à agenda ambiental, porque a redução de filas depende também de organizar o fluxo de veículos que chega ao terminal. A eletrificação, portanto, precisa avançar junto com a digitalização dos processos de atendimento.

O peso da empresa na operação nacional amplia o alcance desse programa. A **APM Terminals movimenta cerca de metade do comércio de contêineres da Nigéria** e já concluiu uma expansão de **US$ 115 milhões** no terminal WACT, em Onne. A companhia também destaca o fortalecimento das conexões ferroviárias e fluviais, além de iniciativas de sustentabilidade na estrutura local. Esse histórico fornece uma base operacional para a nova etapa, mas também eleva a expectativa sobre a velocidade com que a eletrificação será convertida em equipamentos e rotinas de terminal.

A agenda privada se conecta a uma intervenção pública de escala maior. O diretor administrativo da NPA, **Abubakar Dantsoho**, confirmou planos de reconstrução de Apapa, Tincan Island, Calabar, Warri e Onne, com investimento total de **US$ 1 bilhão** e início das obras previsto para o primeiro trimestre de 2026. A autoridade associa essas obras ao desenvolvimento de portos verdes e à intenção de tornar a Nigéria um hub logístico marítimo da África. A coincidência entre a reconstrução dos complexos e os aportes da APM Terminals torna a coordenação de prazos uma condição prática para evitar que projetos complementares avancem em velocidades diferentes.

## O prazo define a entrega logística

O modelo de execução também tem uma dimensão institucional. O memorando de Onne utiliza **Parcerias Público-Privadas** para viabilizar a eletrificação do transporte de cargas e se alinha à estratégia nacional de portos sustentáveis da Nigéria. Na prática, a parceria aproxima o investimento da operadora das obras e diretrizes da autoridade portuária. Essa conexão permite tratar energia, circulação de caminhões e capacidade portuária como partes de uma mesma agenda, em vez de projetos isolados. O avanço dependerá de transformar a estratégia nacional em decisões de engenharia, contratação e operação dentro dos prazos anunciados.

Para as cadeias de suprimentos, o ganho esperado está na combinação entre menor dependência de combustíveis fósseis, movimentação elétrica e controle mais organizado do acesso terrestre. A fonte do projeto associa a infraestrutura eletrificada a **maior eficiência e redução de emissões**, enquanto o sistema eletrônico de chamadas busca enfrentar os congestionamentos logísticos. Esses resultados não surgem apenas da compra de equipamentos: exigem que energia, terminal e transporte rodoviário funcionem com regras compatíveis. Por essa razão, o pedido da APM Terminals coloca a velocidade de implantação como parte do desempenho logístico, e não como uma questão separada da sustentabilidade.

A próxima referência concreta está no primeiro trimestre de **2026**, quando a NPA prevê o início da reconstrução dos portos incluídos em seu programa. Até lá, a transformação de Onne no primeiro porto verde da Nigéria dependerá da passagem do memorando para obras, equipamentos e procedimentos operacionais, enquanto Apapa deverá avançar dentro do mesmo esforço de infraestrutura verde. A combinação entre os **US$ 60 milhões** destinados à eletrificação de Onne, o plano mais amplo da APM Terminals e o programa público de US$ 1 bilhão define o teste da iniciativa: entregar capacidade portuária de baixo carbono no ritmo necessário para a Nigéria competir como hub marítimo africano.