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title: "Porto de Riga testa conectividade resiliente"
author: "Redação"
date: "2026-10-24 07:43:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/24/porto-de-riga-testa-conectividade-resiliente/md"
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## Resumo
- LVR Flote e HARDMODE assinaram um memorando para testar comunicações resilientes no Porto de Riga.
- O anúncio foi feito em 22 de outubro de 2026 durante o Techritory Forum, na Letônia.
- A arquitetura combina camadas móveis, não terrestres, táticas e de banda estreita para preservar o fluxo de dados.
- Navios, drones, sensores e infraestrutura portuária estão entre os elementos que serão considerados nos testes.
- A proposta busca reduzir os efeitos de interrupções de redes convencionais e de interferências em GNSS no Mar Báltico.
- A iniciativa aproveita experiências anteriores de 5G marítimo e redes privadas desenvolvidas em Riga.
- O projeto ainda está em desenvolvimento e poderá preparar uma possível comercialização em outros portos europeus.

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Em **22 de outubro de 2026**, durante o Techritory Forum em Riga, a **LVR Flote** e a **HARDMODE** assinaram um memorando de entendimento para desenvolver e testar comunicações resilientes no Porto de Riga, na Letônia. A proposta transforma a instalação em ambiente operacional para avaliar tecnologias capazes de manter a continuidade dos dados em atividades rotineiras e durante interrupções de redes convencionais. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e validação, sem indicação de implantação em escala. [A parceria anunciada em Riga](https://thedigitalship.com/news/maritime-satellite-communications/lvr-flote-and-hardmode-test-resilient-port-connectivity-in-riga) coloca a continuidade das comunicações no centro da operação portuária.

## Riga transforma conectividade em teste operacional

Essa escolha permite avaliar a comunicação dentro de uma instalação portuária real, onde a circulação de dados sustenta atividades de diferentes equipes e equipamentos. A iniciativa pretende testar sistemas que mantenham conectados **navios** e a infraestrutura do porto mesmo quando uma rede convencional apresentar falhas. O objetivo não é apresentar uma solução já concluída, mas observar como diferentes meios de transmissão respondem às exigências de uma operação marítima. A validação em campo cria uma ponte entre o desenvolvimento tecnológico e o uso cotidiano no cais, abrindo espaço para medir a continuidade dos serviços em condições operacionais.

A continuidade também alcança equipamentos móveis usados na coleta e no intercâmbio de informações. Os testes devem considerar a comunicação com **drones** e sensores, além dos sistemas instalados na infraestrutura portuária. Essa integração permite analisar se os dados permanecem disponíveis quando os dispositivos estão em movimento ou dependem de diferentes pontos da rede. Para a operação, a questão deixa de ser apenas a velocidade de conexão e passa a incluir a capacidade de manter o serviço ativo quando uma rota de comunicação se degrada. Essa mudança orienta a arquitetura que será avaliada em Riga.

O interesse pelo teste está ligado aos riscos de interrupção registrados na região do Mar Báltico. A parceria busca mitigar problemas como os provocados por **interferências em GNSS**, sistema usado para posicionamento e navegação. A proposta não afirma que a nova estrutura eliminará essas interferências; ela procura verificar como uma rede com diferentes camadas pode preservar o fluxo de dados quando uma referência convencional perde desempenho. A distinção é importante para operadores portuários, porque resiliência depende da capacidade de continuar trabalhando durante uma falha, e não apenas da disponibilidade da rede em condições normais.

Essa abordagem conduz ao segundo elemento do projeto: a descentralização. De acordo com **Artūrs Lindenbergs**, CEO da HARDMODE, cada nó da rede deve manter capacidade de operação sem depender de um backhaul externo. Na prática, a proposta distribui a comunicação entre pontos capazes de continuar funcionando de forma independente, em vez de concentrar todo o tráfego em uma única conexão. O modelo será examinado no porto para verificar como essa autonomia se comporta em operações reais. A descentralização, portanto, complementa a combinação de diferentes meios de comunicação.

## Redundância será construída por camadas

Essa lógica será testada pela combinação de uma camada **móvel** com outra de comunicação não terrestre. A primeira atende às conexões associadas às redes móveis, enquanto a segunda amplia a possibilidade de comunicação fora da infraestrutura terrestre convencional. O projeto não estabelece que uma dessas alternativas funcionará sozinha em qualquer interrupção. A finalidade é verificar como elas podem se complementar quando uma delas perde qualidade. Esse método transforma a redundância em uma sequência de testes técnicos, com observação da continuidade dos dados para os ativos que participam da operação portuária.

Além dessas duas camadas, a proposta inclui recursos de comunicação **tática** e de banda estreita. Elas serão avaliadas como alternativas adicionais dentro da arquitetura que a LVR Flote e a HARDMODE pretendem testar. A fonte da parceria descreve uma lógica de compensação, na qual uma tecnologia assume parte da função de outra quando ocorre degradação. O desempenho de cada camada dependerá das condições verificadas no porto e dos serviços que precisam permanecer conectados. Por isso, o memorando deve ser entendido como uma etapa de desenvolvimento, e não como a confirmação de uma rede definitiva.

O teste terá como referência a necessidade de preservar dados para diferentes elementos da operação marítima. **Navios** e drones aparecem entre os usuários que a arquitetura deverá atender, enquanto sensores e estruturas portuárias completam o conjunto de pontos conectados. A proposta permite observar se informações produzidas em um ponto conseguem circular quando outro trecho da rede enfrenta uma interrupção. Essa avaliação interessa a operadores que dependem de dados em tempo real para acompanhar atividades no porto. O resultado também poderá indicar quais aplicações exigem maior capacidade e quais podem operar com canais de menor largura de banda.

Essa abertura operacional está ligada à criação de uma estrutura de testes para fornecedores externos. A HARDMODE e a LVR Flote pretendem permitir que empresas de **automação** e sensores validem seus produtos em condições reais de um porto, em vez de limitar a avaliação a um laboratório. Soluções de monitoramento também aparecem entre as tecnologias que poderão participar desse processo, segundo a descrição da iniciativa. O modelo amplia a utilidade do projeto porque os testes deixam de examinar apenas a conectividade e passam a observar a interação entre a rede e aplicações portuárias. A meta declarada é preparar uma possível comercialização em outros portos europeus.

## A base foi criada com 5G marítimo

Essa nova etapa aproveita experiências anteriores desenvolvidas no próprio Porto de Riga. Entre **2023 e 2025**, a colaboração entre LMT, Freeport of Riga e LVR Flote validou tecnologias de 5G marítimo, incluindo redes privadas no Baltic Container Terminal. A estrutura demonstrou maior segurança de dados, estabilidade durante o movimento e independência em relação ao tráfego das redes públicas. Esse histórico oferece uma base técnica para os testes iniciados em outubro de 2026, mas não significa que a nova arquitetura de resiliência já esteja pronta para operação em outros portos.

O trabalho anterior também incluiu o projeto **"Seamless 5G Connectivity in the Baltic Sea"**, premiado na categoria Digitalização da IAPH. Em 2024, a iniciativa demonstrou o conceito de 5G multi-hop, no qual o sinal era transmitido entre navios e drones aéreos. A mesma experiência incluiu drones aquáticos e permitiu a troca de dados em tempo real em mar aberto. Esse resultado comprovou a viabilidade técnica de conexões de alta capacidade em ambiente marítimo e ajudou a formar a base para a etapa atual, voltada à redundância diante de falhas sistêmicas.

A evolução entre os dois projetos está no tipo de problema que será examinado. A etapa anterior concentrou-se na transmissão de dados em alta capacidade, enquanto a parceria com a HARDMODE mira a continuidade de serviços portuários críticos durante a perda de infraestruturas convencionais. Entre as aplicações citadas estão **levantamentos hidrográficos** e segurança da navegação. O projeto considera situações de falha total de redes celulares e satélites, além de interrupções do GNSS. A comparação mostra que ampliar a capacidade de conexão e preservar a comunicação durante uma falha são objetivos diferentes, que exigem testes específicos.

Esse histórico explica por que o Porto de Riga será tratado como um laboratório de conectividade marítima. A infraestrutura de 5G construída anteriormente fornece um ponto de partida para verificar como camadas adicionais funcionam quando uma rede deixa de atender aos requisitos operacionais. A nova fase deverá medir a continuidade de dados em vez de apenas a qualidade da conexão disponível. Para profissionais portuários, o valor do teste está nessa passagem entre demonstração tecnológica e procedimento operacional. O resultado poderá orientar decisões sobre redundância, integração de sensores e uso de redes privadas em instalações marítimas.

## O próximo passo será validar e transferir

A parceria coloca a validação em condições reais como etapa anterior à expansão comercial. A estrutura aberta planejada pela **LVR Flote** e pela HARDMODE deverá permitir que outros fornecedores examinem automação, sensores e monitoramento dentro do porto. Essa participação poderá gerar dados comparáveis sobre o comportamento das aplicações quando diferentes camadas assumem a comunicação. Ainda assim, as informações disponíveis não confirmam uma implantação definitiva nem um calendário para a adoção em outros terminais. O próximo passo anunciado é testar a arquitetura e preparar uma possível transferência da solução para outros portos europeus.

O projeto de Riga deixa uma questão operacional direta para o setor: como manter serviços portuários quando a conexão principal falha? A resposta em desenvolvimento combina **descentralização**, camadas de comunicação e validação em campo, sem apresentar a tecnologia como produto já consolidado. Se os testes confirmarem a continuidade dos dados para navios, drones, sensores e infraestrutura, outros portos poderão avaliar o modelo conforme suas próprias necessidades. Por enquanto, o avanço está na criação de um ambiente que permite testar a resiliência antes de assumir compromissos de escala, custo e integração permanente.