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title: "Latakia recebe seis guindastes para ampliar operação de contêineres"
author: "Redação"
date: "2026-10-25 13:04:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/25/latakia-recebe-seis-guindastes-para-ampliar-operacao-de-conteineres/md"
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## Resumo
- Seis guindastes RTG de quinta geração chegaram ao Terminal Internacional de Contêineres de Latakia em 21 de outubro de 2026.
- Os equipamentos fazem parte do programa de modernização desenvolvido pelo LICT em parceria com a CMA CGM.
- As unidades são E-RTGs híbridas elétricas destinadas ao empilhamento vertical e à organização do pátio.
- O terminal está substituindo a dependência de straddle carriers por uma configuração de armazenagem vertical.
- O plano de modernização soma 230 milhões de euros e prevê capacidade anual superior a 1 milhão de TEUs.
- A primeira fase deve ser concluída em dois meses, com estudos geotécnicos planejados para a etapa seguinte.

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Seis guindastes RTG de quinta geração chegaram em 21 de outubro de 2026 ao **Terminal Internacional de Contêineres de Latakia**, na Síria, como parte do programa de modernização conduzido em parceria com a **CMA CGM**. A finalidade anunciada é fortalecer o manuseio de contêineres, organizar as operações no pátio, ampliar a eficiência do empilhamento e reduzir o tempo de espera dos caminhões. A entrega avança uma etapa do projeto, mas ainda não há data divulgada para o início da operação comercial nem valor específico atribuído aos equipamentos. [Seis guindastes RTG de quinta geração](https://container-news.com/latakia-container-terminal-receives-six-new-cranes-under-cma-cgm-partnership) foram incorporados ao terminal dentro desse plano.

## A primeira fase chega ao pátio

Os seis equipamentos pertencem à quinta geração dos **RTGs**, sigla em inglês para guindastes de pórtico sobre pneus, e foram identificados pelas autoridades portuárias como unidades **E-RTG híbridas elétricas**. A especificação combina a mobilidade sobre pneus com uma configuração destinada ao trabalho no pátio de contêineres. O lote não foi apresentado como uma simples reposição de ativos: ele integra a primeira fase do programa de modernização do LICT e está associado à reorganização física das áreas de armazenagem.

Segundo **Faisal Hweilo**, diretor do LICT, o terminal dependia anteriormente de straddle carriers e passará a utilizar os novos E-RTGs para o empilhamento vertical. Essa mudança altera a forma de distribuir os contêineres dentro do pátio, com uso mais estruturado da altura disponível para armazenagem. A previsão informada para a conclusão da primeira fase é de **dois meses**, enquanto estudos geotécnicos foram planejados para a segunda etapa, conectando a chegada dos guindastes a uma agenda mais ampla de obras.

Os objetivos anunciados concentram-se em três pontos operacionais: manuseio de contêineres, organização do pátio e redução do tempo de espera dos caminhões. Esses resultados ainda aparecem como metas do programa, não como indicadores já medidos após a entrada dos equipamentos. A entrega confirma a disponibilidade física das unidades, mas não permite afirmar qual será a produtividade efetiva do terminal ou quando os guindastes começarão a atender navios e caminhões em operação comercial. Essa distinção mantém a análise alinhada aos dados divulgados até agora.

## Um contrato de 30 anos sustenta a expansão

O fornecimento dos guindastes está inserido em um contrato assinado pela **CMA CGM** em maio de 2025 para operar e modernizar o LICT por **30 anos**. O plano prevê investimento total de **230 milhões de euros**, dos quais 30 milhões foram destinados inicialmente à infraestrutura e aos equipamentos. O restante está previsto para os três anos seguintes, de acordo com a programação apresentada para a renovação do terminal. Assim, o lote recebido em outubro funciona como parte de uma execução escalonada, e não como uma iniciativa isolada.

A escala do projeto está ligada ao peso de Latakia na logística síria. O porto movimenta cerca de **95% do comércio conteinerizado da Síria**, segundo o levantamento setorial disponível. O plano de modernização estabelece como objetivo uma capacidade anual superior a **1 milhão de TEUs** e um calado de 16 metros. Esses números são metas de desenvolvimento do terminal, não resultados já alcançados pela chegada dos seis E-RTGs, o que exige acompanhar as próximas entregas e as obras de infraestrutura antes de avaliar a capacidade efetivamente disponível.

O cronograma também inclui outras aquisições para apoiar a movimentação interna. Em **setembro de 2026**, o terminal recebeu 16 empilhadeiras com capacidade de três toneladas. A combinação entre os novos equipamentos de pátio e os guindastes E-RTG indica que a modernização envolve diferentes pontos do fluxo de contêineres, desde a organização das pilhas até o deslocamento de cargas dentro da área operacional. A divisão do investimento entre a etapa inicial e os três anos seguintes mantém o projeto associado a uma sequência de entregas, obras e estudos.

## O pátio muda de lógica operacional

Na operação anunciada, o principal avanço técnico está na passagem dos **straddle carriers** para o empilhamento vertical realizado pelos E-RTGs. Os straddle carriers transportam e posicionam contêineres com estrutura própria, enquanto os guindastes de pátio trabalham sobre uma área delimitada para organizar as unidades em pilhas. A adoção do segundo modelo foi associada à otimização do espaço do terminal, uma mudança que afeta o planejamento das fileiras, o acesso aos contêineres e a circulação dos veículos de apoio. A fonte, porém, ainda não apresenta resultados comparativos de produtividade.

O desenho operacional também ajuda a explicar por que a entrega foi vinculada à redução do tempo de espera dos caminhões. Quando o pátio recebe uma configuração de empilhamento vertical, o posicionamento dos contêineres passa a depender da coordenação entre as pilhas, os equipamentos de movimentação e os veículos que chegam para retirar ou entregar cargas. No LICT, essa organização ainda está associada à primeira fase do projeto, portanto os efeitos sobre filas e ciclos de atendimento permanecem dependentes da entrada efetiva dos guindastes em operação.

A característica híbrida elétrica dos equipamentos acrescenta uma dimensão ambiental ao programa. As autoridades portuárias associam os **E-RTGs** às metas de sustentabilidade da CMA CGM, sem divulgar, até o momento, uma medição de emissões ou uma redução quantitativa obtida no LICT. O próximo marco informado é a conclusão da primeira fase nos dois meses seguintes à chegada das unidades, seguida pelos estudos geotécnicos da segunda etapa. Para o setor, a notícia confirma a renovação dos ativos e define os próximos passos, mas deixa a avaliação de produtividade para depois do início da operação comercial.