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title: "Maryland e Valenciaport testam novos caminhos para inovação marítima"
author: "Redação"
date: "2026-10-25 13:04:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/25/maryland-e-valenciaport-testam-novos-caminhos-para-inovacao-maritima/md"
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## Resumo
- Maryland criou uma força-tarefa marítima por ordem executiva assinada pelo governador Wes Moore.
- A estrutura de Maryland busca oportunidades comerciais e federais e a designação de uma Zona de Prosperidade Marítima.
- A força-tarefa reúne órgãos públicos, instituições de pesquisa, programas de treinamento e sindicatos.
- Valenciaport apresentou o Sandbox como plataforma para testar inovação em ambiente portuário real.
- O Congresso Internacional de Empreendedorismo Portuário 2026 reuniu mais de 45 startups, investidores e operadores logísticos.
- Maryland deverá entregar relatório sobre o setor até 1º de fevereiro de 2027 e apresentar outros planos e atualizações ao longo do ano.
- As iniciativas seguem caminhos distintos, com Maryland priorizando governança e Valenciaport concentrando-se na experimentação.

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**Maryland** e **Valenciaport** apresentaram, em 2026, dois caminhos distintos para organizar a inovação marítima. O governador Wes Moore assinou uma ordem executiva para criar a Maryland Maritime Task Force, enquanto a Autoridade Portuária de Valência apresentou o Valenciaport Sandbox durante o Congresso Internacional de Empreendedorismo Portuário. As fontes tratam as iniciativas separadamente, sem anunciar integração entre elas. A comparação interessa ao setor porque coloca lado a lado planejamento público e experimentação em ambiente portuário real.

## Duas arquiteturas para a inovação

Em Maryland, o ponto de partida é administrativo. A [ordem executiva assinada por Wes Moore](https://governor.maryland.gov/news/press-releases/governor-moore-signs-executive-order-creating-maryland-maritime-task-force) busca identificar e perseguir oportunidades comerciais e federais nos níveis nacional e internacional. O documento também estabelece como objetivo a designação de uma **"Zona de Prosperidade Marítima"** para o estado. A proposta cria uma estrutura de coordenação antes de definir projetos específicos de inovação.

A composição da força-tarefa amplia essa coordenação para além do governo estadual. A liderança é compartilhada pela congressista **Sarah Elfreth** e pelo secretário de Comércio **Harry Coker Jr.**, enquanto a administração ficará sob responsabilidade do Departamento de Comércio de Maryland. A estrutura também reúne órgãos públicos, instituições de pesquisa, programas de treinamento e sindicatos. Essa combinação coloca formação profissional e capacidade institucional dentro da mesma agenda marítima.

O tamanho da atividade marítima local ajuda a explicar a criação desse mecanismo. O setor contribui com **US$ 10,2 bilhões por ano** e emprega **115.000 pessoas** em Maryland. A expansão inclui o projeto Arsenal-2, da Anduril Industries, com investimento de US$ 3,7 bilhões, um estaleiro de 2 milhões de pés quadrados e previsão de mais de 14.000 empregos. Em 2025, o Porto de Baltimore também registrou o maior volume de contêineres e de escalas de navios de sua história, ampliando a dimensão econômica da discussão.

## Validação no ambiente portuário

Valenciaport parte de uma necessidade diferente: reduzir a distância entre uma solução desenvolvida e sua aplicação em uma operação marítima. O **Valenciaport Sandbox** foi apresentado como uma plataforma desenhada para acelerar a transição da inovação para a implementação prática em ambiente portuário real. A iniciativa oferece um espaço de teste para que tecnologias sejam avaliadas em condições próximas da operação. A apresentação não permite afirmar que todas as soluções participantes já tenham alcançado implantação comercial.

O modelo ganhou visibilidade durante o Congresso Internacional de Empreendedorismo Portuário 2026, que reuniu **mais de 45 startups**, investidores e operadores logísticos. A participação desses grupos aproxima quem desenvolve a tecnologia de quem pode avaliar sua utilidade operacional e econômica. O foco, portanto, está na passagem entre protótipo e aplicação, etapa que exige acesso a instalações, processos e usuários do setor. Essa aproximação dá ao teste um problema concreto para resolver, em vez de limitar a análise ao ambiente de laboratório.

Para **Mar Chao**, presidente da Autoridade Portuária de Valência, a inovação é requisito essencial para a competitividade, a sustentabilidade e a resiliência do setor. A afirmação posiciona o Sandbox como instrumento de política portuária, não apenas como vitrine para startups. Ainda assim, a plataforma e a força-tarefa cumprem funções diferentes: Valência organiza o espaço de experimentação, enquanto Maryland estrutura prioridades, responsabilidades e instrumentos públicos. A distinção evita tratar os dois modelos como se fossem uma única iniciativa.

## Do planejamento aos próximos marcos

O calendário de Maryland transforma a proposta institucional em uma sequência de entregas verificáveis. A força-tarefa deverá apresentar um relatório sobre a saúde do setor até **1º de fevereiro de 2027**. O decreto também prevê planos de ação específicos em abril de 2027 e relatórios de progresso e cumprimento de deveres a cada seis meses, a partir de 1º de junho de 2027. Esses prazos serão os primeiros testes da capacidade de coordenação criada pelo governo estadual.

Além de mapear oportunidades, a força-tarefa deverá recomendar **incentivos fiscais** e ferramentas de desenvolvimento econômico. A ordem executiva também prevê ações para buscar a designação de Zona de Prosperidade Marítima. Na prática, essas medidas podem orientar a seleção de projetos e a forma de apoio público, embora a fonte não confirme quais empresas ou tecnologias receberão recursos. O resultado dependerá da transformação das recomendações em planos com responsabilidades e prazos definidos.

O ambiente industrial de Maryland oferece uma base concreta para essa discussão, mas não deve ser confundido com resultado da nova força-tarefa. O **Arsenal-2** foi projetado para apoiar a base industrial de submarinos dos Estados Unidos, enquanto o Porto de Baltimore mantém uma posição de destaque no movimento de contêineres e navios. Em Valência, o Sandbox já foi apresentado como mecanismo de teste em condições reais, mas a apresentação da plataforma não equivale à comprovação de uma implantação ampla. Em ambos os casos, o próximo passo será transformar estrutura e intenção em processos capazes de produzir resultados mensuráveis.

A comparação entre Maryland e Valenciaport mostra que a inovação marítima exige duas perguntas diferentes: quem coordena as prioridades e onde uma solução será testada. Maryland começou pela governança, com uma força-tarefa, metas institucionais e prazos de prestação de contas. Valência começou pelo acesso ao ambiente operacional, com uma plataforma voltada à experimentação portuária. Os próximos relatórios de Maryland e a evolução dos testes no Sandbox indicarão se cada modelo conseguirá superar sua própria etapa inicial.