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title: "Automação de armazéns avança em três frentes operacionais"
author: "Redação"
date: "2026-10-28 16:11:00-03"
category: "Logística"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/28/automacao-de-armazens-avanca-em-tres-frentes-operacionais/md"
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## Resumo
- A Rhenus inaugurou em Bolesławiec, na Polônia, uma instalação AutoStore de 4.500 m² dentro de um centro de 57.000 m².
- O sistema reúne quase 140.000 caixas, capacidade para aproximadamente 1,8 milhão de itens e mais de 100 robôs autônomos.
- A CEVA Logistics e a Zalando treinam o sistema Cortex para processar devoluções de comércio eletrônico.
- O treinamento combina dados reais, simulação e avaliação de desempenho para lidar com embalagens danificadas e etiquetas ausentes.
- A infraestrutura da Nebius e as tecnologias da NVIDIA reduzem os ciclos de treinamento de semanas para dias.
- GXO Logistics e Agility Robotics ampliarão o uso dos humanoides Digit em Statesville e Lebanon a partir do início de 2027.

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Em outubro de 2026, três iniciativas colocaram a robótica em etapas distintas dos centros logísticos. Na Polônia, a **Rhenus** inaugurou uma instalação AutoStore de alta densidade; nos Estados Unidos, uma operação de robôs humanoides Digit foi ampliada; e, nas devoluções de comércio eletrônico, um projeto passou a treinar robôs com dados reais e simulação. A comparação mostra três usos delimitados: guardar itens, lidar com situações variáveis no retorno de pedidos e executar movimentações repetitivas. Os anúncios interessam à logística porque apresentam modelos ajustados ao ponto específico da operação.

## Armazenamento concentrado em Bolesławiec

A escala física aparece primeiro na unidade da Rhenus em Bolesławiec, na Polônia, inaugurada em **22 de outubro de 2026**. O sistema ocupa 4.500 m² dentro de uma instalação de 57.000 m² e foi integrado pela Element Logic ao longo de oito meses, entre março e julho de 2026. A empresa descreve a estrutura como uma solução voltada ao aumento da densidade de armazenamento e à velocidade do atendimento de comércio eletrônico. A instalação da [Rhenus combina armazenamento automatizado e organização espacial](https://container-news.com/rhenus-launches-major-automated-warehouse-system-in-poland) em uma área delimitada do centro logístico, conectando a tecnologia diretamente à rotina de separação.

Dentro dessa área, quase **140.000 caixas** formam uma estrutura com capacidade aproximada para 1,8 milhão de itens. Mais de 100 robôs autônomos operam o sistema, cuja capacidade de apresentação supera 38.000 caixas por dia. Esses números ajudam a separar a função do AutoStore de outras aplicações robóticas: aqui, o foco está na concentração de estoque e na disponibilização das caixas para a preparação dos pedidos. A dimensão da instalação também mostra que a automação foi planejada para atender volumes variados do comércio eletrônico sem depender apenas da expansão horizontal do armazém.

O projeto ocupa uma posição específica dentro do grupo Rhenus. A unidade de Bolesławiec é a **segunda maior instalação AutoStore** de toda a empresa, e a Rhenus afirma que a automação triplicou a eficiência dos processos logísticos envolvidos na separação de pedidos. A estrutura utiliza ainda o maior tamanho de caixa disponível na tecnologia para acomodar itens de dimensões variadas. Pesquisas e testes começaram em 2025, antes da operação ser direcionada à flexibilidade exigida pelas oscilações sazonais do comércio eletrônico. O caso, portanto, combina escala, densidade e adaptação do espaço ao perfil dos produtos.

## Devoluções viram laboratório de inteligência artificial

A aplicação em devoluções parte de uma necessidade diferente. A **CEVA Logistics** trabalha com a Zalando para processar retornos de comércio eletrônico, uma etapa em que os produtos podem voltar com condições diferentes das observadas no envio. O objetivo da iniciativa é treinar robôs para atuar nesse fluxo dentro das operações da CEVA destinadas à Zalando. A solução não é apresentada como uma extensão do armazenamento de alta densidade, mas como uma ferramenta para lidar com itens que retornam ao centro logístico e precisam ser avaliados ou encaminhados novamente. Essa diferença muda o tipo de dado usado no treinamento e conduz à próxima camada do projeto.

O sistema robótico **Cortex**, desenvolvido pela Sereact, utiliza um processo de treinamento em ciclo fechado. Dados de operações reais alimentam o desenvolvimento, enquanto a simulação permite reproduzir situações que nem sempre aparecem com frequência suficiente no armazém. O método inclui avaliação de desempenho e prepara o robô para ocorrências como embalagens danificadas ou etiquetas ausentes. Em vez de limitar o treinamento a uma condição ideal de manuseio, a iniciativa trabalha com variações próprias das devoluções. A combinação entre experiência real e ambiente simulado organiza a passagem de uma situação observada para uma resposta operacional testada.

Essa preparação recebe suporte técnico de duas frentes. A infraestrutura de nuvem da **Nebius** sustenta o treinamento, enquanto a NVIDIA participa com ferramentas como o Isaac Sim e o Isaac Lab. Também integram a arquitetura o Cosmos e as GPUs Blackwell, usados para ampliar os recursos computacionais disponíveis ao desenvolvimento. De acordo com a iniciativa, a combinação reduz os ciclos de treinamento de **semanas para dias**. O ganho informado está no tempo necessário para preparar o sistema diante de situações imprevisíveis, não em um resultado operacional já medido na separação ou no transporte dos pedidos.

## Humanoides chegam ao manuseio repetitivo

A terceira frente desloca a automação para a movimentação física em centros de atendimento. A **GXO Logistics** e a Agility Robotics ampliarão a implantação dos robôs humanoides Digit em armazéns dos Estados Unidos. O projeto concentra-se no atendimento de comércio eletrônico e em tarefas repetitivas de manuseio, uma função diferente da ocupada pelo AutoStore e da preparação baseada em dados para devoluções. A escolha de um formato humanoide indica que a implantação está associada a atividades de movimentação dentro de instalações existentes, conforme o uso descrito pelas empresas. O próximo passo depende da expansão para novos depósitos já definidos.

A ampliação está prevista para o **início de 2027**, nos depósitos de Statesville, na Carolina do Norte, e Lebanon, no Tennessee. Os robôs Digit serão direcionados a tarefas repetitivas ligadas ao atendimento de pedidos de comércio eletrônico. O prazo coloca o projeto em uma fase posterior à operação já iniciada em Flowery Branch, na Geórgia, onde a parceria começou. Assim, a expansão não parte de uma instalação sem histórico de uso, mas de uma experiência anterior registrada pelas empresas. A movimentação para novos locais permitirá repetir a implantação em unidades com características geográficas diferentes dentro dos Estados Unidos.

Em Flowery Branch, os robôs já moveram mais de **100.000 caixas**. As empresas também planejam migrar para o modelo Digit 5 assim que ele estiver disponível comercialmente. A Agility Robotics está em processo de fusão com a Churchill Capital Corp XI para uma abertura de capital na Nasdaq, movimento corporativo informado no mesmo contexto da expansão. Para a operação logística, o próximo marco anunciado continua sendo a chegada aos depósitos de Statesville e Lebanon, enquanto a evolução do equipamento dependerá da disponibilidade comercial do novo modelo.

Tomadas em conjunto, as três iniciativas distribuem a automação por funções que exigem respostas diferentes. O primeiro projeto concentra caixas e itens em uma estrutura de alta densidade; o segundo prepara robôs para devoluções com maior variação de condições; o terceiro leva humanoides a tarefas repetitivas de manuseio. O prazo mais definido está nos Estados Unidos, com novas implantações no **início de 2027**, enquanto a frente de devoluções tem como próximo resultado informado a redução do treinamento de semanas para dias. A comparação ajuda gestores logísticos a avaliar a tecnologia pelo ponto da operação que precisa ser automatizado, e não apenas pelo tipo de robô empregado.