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title: "Benchmarking portuário entre Nigéria e Antuérpia protege dados"
author: "Redação"
date: "2026-11-02 07:02:00-03"
category: "Internacional"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/11/02/benchmarking-portuario-entre-nigeria-e-antuerpia-protege-dados/md"
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## Resumo
- A NPA e o Porto de Antuérpia-Bruges criaram uma parceria para desenvolver um framework de benchmarking portuário.
- O objetivo é padronizar a avaliação de desempenho entre portos da África Ocidental e Central.
- Cibersegurança e soberania de dados estão entre os requisitos comuns previstos na iniciativa.
- A proposta inclui regras sobre propriedade, acesso, compartilhamento e proteção das informações operacionais.
- Dantsoho sugeriu um grupo de trabalho da PMAWCA sobre inteligência artificial e governança de dados.
- Projetos-piloto de IA deverão ter metas mensuráveis, avaliação de base e apresentação no próximo Conselho Anual em Sipopo, Malabo.

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No final de outubro de 2026, a Nigerian Ports Authority (NPA) formalizou uma parceria com o Porto de Antuérpia-Bruges para criar um framework de benchmarking de desempenho portuário. A iniciativa foi divulgada no âmbito da Associação de Gestão Portuária da África Ocidental e Central (PMAWCA) e busca padronizar a eficiência dos portos membros. O trabalho prioriza requisitos comuns de cibersegurança e soberania de dados. A cooperação coloca regras de governança no centro da digitalização e amplia a discussão sobre como as informações operacionais devem circular entre instituições. A [parceria de benchmarking](https://punchng.com/npa-partners-antwerp-bruges-on-port-benchmarking) conecta a comparação de desempenho à capacidade de proteger os dados que sustentam as operações.

## Uma régua comum para os portos africanos

Benchmarking, neste caso, significa estabelecer referências que permitam comparar práticas e desempenho entre diferentes autoridades portuárias. A NPA desenvolveu o framework em colaboração com o Porto de Antuérpia-Bruges. A iniciativa nigeriana também prevê o compartilhamento dessa experiência com outros portos africanos, ampliando o alcance do trabalho para além da relação bilateral. O valor da proposta está em criar uma base comum de avaliação para operações digitais, em vez de deixar cada porto definir isoladamente seus próprios parâmetros. Esse primeiro movimento abre espaço para uma coordenação regional mais consistente.

O diretor-geral da NPA, Dr. Abubakar Dantsoho, anunciou o desenvolvimento do framework e a disposição da autoridade nigeriana em compartilhar essa experiência com outros portos africanos. A escolha do benchmarking como instrumento permite organizar a troca de conhecimentos em torno de práticas comparáveis, e não apenas de visitas técnicas ou aquisição de sistemas. Para os portos que integram a **PMAWCA**, a referência comum pode orientar a identificação de diferenças de desempenho e de necessidades de capacitação. A etapa seguinte depende de transformar essa cooperação em critérios aplicáveis às rotinas portuárias.

A cooperação ganhou uma dimensão regional porque Dantsoho também preside a PMAWCA e propôs a criação de um grupo de trabalho dedicado à inteligência artificial e à governança de dados. A proposta prevê que os portos membros identifiquem projetos-piloto de inteligência artificial com metas mensuráveis e uma avaliação de base. Os avanços deverão ser apresentados no próximo Conselho Anual em Sipopo, Malabo. A presença de uma instância coletiva de acompanhamento liga a experimentação tecnológica à prestação de contas e prepara o terreno para a discussão sobre interoperabilidade.

## Dados operacionais exigem regras próprias

A interoperabilidade aparece como uma condição para que sistemas de diferentes instituições troquem informações sem perder controle sobre seu uso. No framework, ela está associada à transferência de competências e à cibersegurança, dois requisitos que dependem de procedimentos compartilhados e de capacidade técnica local. A transferência de competências reduz o risco de que o conhecimento fique restrito a fornecedores ou a equipes externas. Já a interoperabilidade precisa responder a regras sobre quais informações podem ser acessadas e por quem. Esse vínculo torna a governança parte da própria arquitetura digital portuária.

Para Dantsoho, regras claras sobre propriedade, acesso, compartilhamento e proteção de dados são necessárias para evitar a dependência excessiva de fornecedores individuais. A formulação desloca a discussão da simples contratação de plataformas para a definição de direitos e responsabilidades sobre as informações geradas nas operações. Quando a autoridade portuária não estabelece quem controla os dados e em que condições eles podem ser compartilhados, a integração entre sistemas fica sujeita a decisões externas. A **soberania de dados**, portanto, funciona como parâmetro para avaliar a autonomia tecnológica do porto.

Dantsoho também afirmou que a digitalização deve buscar confiabilidade operacional, redução dos custos comerciais e aumento da segurança. Sem confiança entre as instituições, o compartilhamento de informações será ineficaz. Essa relação ajuda a explicar por que requisitos de cibersegurança não aparecem como uma etapa posterior à implantação dos sistemas, mas como parte do desenho da cooperação. A análise sobre os limites da digitalização portuária mostra como [cibersegurança e recuperação operacional](https://tecnologiaportuaria.info/post/2026/10/22/ciberseguranca-define-os-limites-da-digitalizacao-portuaria) dependem de responsabilidades distribuídas entre autoridades, operadores e fornecedores.

## A IA terá de prestar contas

A inteligência artificial entra na agenda da PMAWCA por meio de projetos-piloto com objetivos definidos e avaliação de base. Essa exigência permite comparar a situação anterior com os resultados obtidos após a aplicação de cada iniciativa. Em vez de tratar a tecnologia como uma solução genérica, os portos deverão estabelecer o que pretendem medir e quais resultados precisam alcançar. O método aproxima a inovação da gestão operacional e cria uma referência para decidir se determinado projeto deve avançar. A governança de dados será necessária para que esses testes usem informações confiáveis e protegidas.

A autoridade nigeriana também manifestou disposição para compartilhar a experiência do framework com outros portos africanos. Essa transferência de conhecimento combina aprendizado institucional com capacitação, dois elementos previstos na cooperação com Antuérpia-Bruges. O compartilhamento pode dar aos portos membros acesso a práticas de comparação e a critérios para organizar seus próprios projetos, desde que cada instituição mantenha regras claras sobre seus dados. A iniciativa, assim, vincula a modernização tecnológica à capacidade de formar equipes e administrar informações com autonomia.

O próximo Conselho Anual em Sipopo, Malabo, será o primeiro ponto de verificação anunciado para os projetos de inteligência artificial e para os avanços do grupo de trabalho. Até lá, os portos membros deverão apresentar metas mensuráveis e avaliações de base, enquanto a parceria entre a NPA e Antuérpia-Bruges continuará servindo como referência para o benchmarking regional. O resultado mais concreto da cooperação será medido pela capacidade de transformar padrões de cibersegurança, interoperabilidade e soberania de dados em práticas verificáveis. Para os portos africanos, a lição é direta: a digitalização só ganha escala quando a tecnologia vem acompanhada de regras, competências e responsabilidade sobre a informação.