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title: "Porto do Açu faz três transbordos simultâneos para Petrobras"
author: "Redação"
date: "2026-11-02 07:02:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/11/02/porto-do-acu-faz-tres-transbordos-simultaneos-para-petrobras/md"
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## Resumo
- T-Oil realizou pela primeira vez três operações simultâneas de transbordo para a Petrobras no Porto do Açu.
- A movimentação ocorreu em 18 de outubro de 2026 com dois navios VLCC e um Suezmax.
- As cargas vieram dos campos de Itapu, Tupi, Búzios, Atapu e Mero.
- Os volumes tiveram como destino mercados da Ásia e da Europa.
- O terminal possui três berços, sendo dois para VLCCs e um para Suezmaxes.
- O T-Oil respondeu por 48% das exportações brasileiras de óleo cru via terminais em 2025.
- A parceria entre Vast e Petrobras começou em 2019 e conta com contrato de longo prazo no modelo take-or-pay.

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Em **18 de outubro de 2026**, o terminal T-Oil, operado pela Vast Infraestrutura no Porto do Açu, realizou pela primeira vez três operações simultâneas de transbordo de petróleo para a Petrobras. A movimentação reuniu navios das classes **VLCC e Suezmax**, recebeu produção de cinco campos offshore e encaminhou as cargas para a Ásia e a Europa. O marco amplia a capacidade demonstrada pelo terminal de coordenar fluxos distintos de exportação na mesma operação, em uma estrutura preparada para movimentações de grande escala. A [operação inédita da Vast para a Petrobras](https://www.portosenavios.com.br/noticias/offshore/vast-realiza-3-operacoes-simultaneas-de-transbordo-para-petrobras-pela-primeira-vez) estabelece o ponto de partida para entender o papel do T-Oil na logística do petróleo brasileiro.

## Três cargas em uma mesma janela

A primeira frente de transbordo envolveu o **NT Eagle Victoria**, um VLCC que recebeu óleo dos campos de Itapu e Tupi. O carregamento foi realizado a partir dos navios DP2 Maran Lambada e DP2 Rio 2016, conectando a produção offshore a uma embarcação receptora de grande capacidade. Na mesma operação, o **NT Eagle Valence**, também da classe VLCC, recebeu petróleo proveniente de Búzios e Atapu. A coordenação desses fluxos colocou diferentes origens de produção dentro de uma única programação operacional.

A segunda frente utilizou o **DP2 Eagle Crato** e o DP2 Brasil 2014 para abastecer o NT Eagle Valence. A distribuição das cargas por campo mostra que o transbordo não se limitou a uma única origem de petróleo, mas organizou volumes de Búzios e Atapu para um mesmo navio receptor. Essa configuração exige compatibilidade entre a chegada dos navios de apoio e a disponibilidade do berço destinado à transferência. A operação simultânea amplia a quantidade de movimentos que o terminal consegue coordenar em uma mesma janela, sem alterar a destinação internacional das cargas.

Na terceira frente, o **NT Delta Ocean**, um Suezmax, recebeu petróleo do campo de Mero por meio do navio DP2 Elka Paraná. Enquanto os dois VLCCs concentraram cargas de Itapu, Tupi, Búzios e Atapu, o Suezmax recebeu a produção de Mero em uma operação paralela. As cargas movimentadas no conjunto tinham como destinos a **Ásia e a Europa**, conectando os campos produtores brasileiros a dois mercados externos. A divisão entre navios receptores e origens de produção permite visualizar a complexidade logística do trabalho realizado no Porto do Açu.

## Infraestrutura dimensionada para o petróleo

A simultaneidade foi sustentada pela configuração física do T-Oil, que possui **três berços de atracação**. Dois deles são preparados para VLCCs com capacidade de até 2 milhões de barris, enquanto o terceiro é dedicado a navios Suezmax com capacidade de até 1 milhão de barris. A área também é licenciada para operações de transbordo em ambiente abrigado. Essa combinação entre quantidade de berços, porte dos navios e autorização operacional explica como o terminal conseguiu atender, ao mesmo tempo, dois VLCCs e um Suezmax. Mais informações sobre a estrutura estão disponíveis na página de [movimentação de granéis líquidos do Porto do Açu](https://portodoacu.com.br/granel-liquido/).

Localizado em São João da Barra, no Rio de Janeiro, o T-Oil atende a uma carteira de **10 clientes além da Petrobras**. Em 2025, dados da ANTAQ apontaram que o terminal respondeu por 48% das exportações brasileiras de óleo cru realizadas por terminais. A participação indica que a instalação já opera em uma escala que ultrapassa uma relação exclusiva com uma única companhia. O atendimento a diferentes usuários também cria uma base operacional para distribuir janelas, berços e capacidade entre cargas de exportação com origens e destinos distintos.

Ao utilizar os três berços em uma mesma operação, a Vast transformou a capacidade instalada do T-Oil em uma demonstração concreta de coordenação simultânea. Os navios receptores tinham portes diferentes, as cargas vinham de campos distintos e os navios de apoio cumpriam funções específicas em cada transferência. O resultado foi uma operação única do ponto de vista do terminal, mas composta por três fluxos de transbordo organizados em paralelo. Para a logística offshore, essa arquitetura reduz a dependência de uma sequência isolada de atendimentos e amplia as possibilidades de programação das exportações.

## Contrato dá previsibilidade à exportação

A relação entre **Vast e Petrobras começou em 2019** e ganhou continuidade com um contrato de longo prazo no modelo take-or-pay. A estrutura contratual foi apresentada como uma forma de garantir previsibilidade operacional e reserva de capacidade no terminal. Na prática, a parceria oferece uma base de planejamento para a movimentação de petróleo, conectando a disponibilidade dos berços à programação de exportação da estatal. O recorde de três operações simultâneas ocorre, portanto, dentro de uma relação comercial construída ao longo de vários anos.

A presidente da Petrobras, **Magda Chambriard**, classificou o feito como inédito e como um novo recorde de operações de ship-to-ship. A avaliação foi divulgada no mesmo período em que a estatal registrou recorde de produção no terceiro trimestre de 2026. A combinação entre maior produção informada pela empresa e uma operação de transbordo com três frentes dá dimensão ao vínculo entre a etapa offshore e a infraestrutura de exportação. O petróleo produzido nos campos precisa de uma sequência logística capaz de levar os volumes até navios com destino aos mercados internacionais.

O próximo horizonte comercial do terminal inclui a extensão do contrato de transbordo com a **Petronas Brasil até o fim de 2027**, anunciada em julho de 2026. A presença da Petronas se soma à carteira de clientes do T-Oil e reforça a utilização do Porto do Açu como corredor para exportações de petróleo. A operação para a Petrobras e a continuidade de contratos com empresas internacionais mostram que a capacidade do terminal está sendo incorporada a diferentes cadeias de embarque. Para o Brasil, esse avanço acrescenta uma referência concreta de coordenação portuária em uma atividade ligada à expansão da produção e das exportações, sinalizando evolução operacional mesmo em um setor que exige planejamento permanente.