---
title: "Automação portuária avança em Kawasaki e Yantian"
author: "Redação"
date: "2026-11-03 13:46:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/11/03/automacao-portuaria-avanca-em-kawasaki-e-yantian/md"
---

## Resumo
- Kawasaki integrou guindastes de carrinho duplo e RMG ao sistema automatizado NKK-ACTS.
- A instalação de Kawasaki foi projetada para operar 24 horas por dia, 365 dias por ano.
- Yantian iniciou em julho de 2026 a operação de dois berços para navios de até 200.000 dwt e 24.000 TEUs.
- O Yantian East Container Terminal conta com dez guindastes STS automatizados e 22 RMG.
- Os dois berços de Yantian têm capacidade anual projetada de 2,03 milhões de TEUs.
- A comparação mostra que automação deve ser analisada junto com profundidade, escala de navios e capacidade do terminal.

---

Em julho de 2026, o **Yantian East Container Terminal** iniciou a operação de seus dois primeiros berços para navios de até **200.000 dwt** e **24.000 TEUs**, enquanto o Porto de Kawasaki, no Japão, colocou em operação equipamentos da **NKK Corp.** integrados a um sistema automatizado. Os projetos não têm a mesma escala nem a mesma configuração tecnológica, mas convergem em uma decisão operacional: preparar terminais de contêineres para movimentar cargas com mais coordenação entre cais, pátio e equipamentos. A comparação ajuda a separar a automação de máquinas do desenho completo de um terminal.

## Em Kawasaki, a integração vem antes da escala

No Porto de Kawasaki, a **NKK Corp.** forneceu guindastes de contêineres de carrinho duplo e guindastes RMG, integrados ao sistema automatizado NKK-ACTS. A instalação aparece descrita na [reportagem técnica sobre a modernização de Kawasaki](https://www.marinelink.com/article/port-authority/equipment-bring-kawasaki-future-169) como uma solução voltada à distribuição conteinerizada. O ponto central do projeto está na conexão entre o equipamento de cais, o guindaste de pátio e o software de controle, uma combinação que organiza o deslocamento dos contêineres dentro do terminal.

A instalação foi desenhada para operar **24 horas por dia, 365 dias por ano**, com o sistema NKK-ACTS coordenando a operação automatizada. Essa disponibilidade contínua muda a forma de avaliar o terminal: a capacidade deixa de depender apenas do tamanho físico dos guindastes e passa a incluir a regularidade dos ciclos, a comunicação entre máquinas e a execução dos comandos. Para a distribuição conteinerizada, a integração reduz a separação entre movimentação no cais e ordenamento no pátio, aproximando as duas etapas dentro de uma mesma lógica operacional.

O caso de Kawasaki, portanto, deve ser lido como uma aplicação de automação baseada na integração de equipamentos e controle operacional. Já os dados disponíveis para Yantian descrevem uma expansão com dimensões muito maiores de navio, berço e capacidade anual. A diferença impede tratar os dois projetos como equivalentes, mas permite observar uma mesma direção técnica: a preparação do terminal começa pela coordenação entre máquinas e se completa quando essa coordenação sustenta o fluxo de contêineres durante toda a operação.

## Yantian amplia a escala dos berços

Em Yantian, a primeira fase do **Yantian East Container Terminal** iniciou operações em julho de 2026 com dois berços projetados para receber navios de **200.000 dwt** e capacidade de até **24.000 TEUs**. A [expansão divulgada pela SeaTrade Maritime](https://www.seatrade-maritime.com/ports-logistics/yantian-port-to-bring-two-mega-container-berths-into-operation) inclui dez guindastes STS automatizados e 22 guindastes RMG. A combinação mostra que a automação foi incorporada à infraestrutura desde a concepção dos berços, em vez de aparecer apenas como uma atualização isolada de equipamento.

Os dois berços têm capacidade anual projetada de **2,03 milhões de TEUs**, dentro de uma área operacional leste cujo investimento supera **10 bilhões de yuans**. A escala altera o parâmetro de análise: cada decisão de posicionamento no cais e no pátio precisa atender a um volume elevado de unidades e a navios com grande concentração de carga. O resultado esperado depende da ligação entre os guindastes STS, responsáveis pela movimentação entre navio e terra, e os RMG, que organizam o armazenamento e a retirada no pátio.

A dimensão do projeto também aparece na primeira atracação do **OOCL Wisdom**, porta-contêineres com capacidade para 24.000 TEUs e motor dual-fuel a metanol, realizada em agosto de 2026. A operação envolveu o carregamento de cerca de **5.000 TEUs**. No mesmo mês, o Porto de Yantian movimentou mais de **1,6 milhão de TEUs**, opera atualmente 20 berços de águas profundas e mantém 100 rotas de navegação internacional semanais. Esses dados conectam a automação dos novos berços à atividade regular de um complexo que já trabalha em escala elevada.

## A comparação começa pela operação

Na dimensão física, o complexo da **Yantian International Container Terminals** possui 417 hectares, com profundidades ao longo dos berços entre **14,2 e 17,6 metros**. Em 2025, a empresa registrou movimentação anual de 16,1 milhões de TEUs, crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Kawasaki é apresentado por outro conjunto de parâmetros, centrado nos equipamentos da NKK e no sistema NKK-ACTS. A comparação técnica precisa preservar essa diferença: Yantian combina expansão de infraestrutura, escala de navios e volume operacional, enquanto Kawasaki é descrito pela arquitetura de automação do terminal.

Os dois movimentos também mostram que a palavra automação cobre níveis diferentes de implantação. Em Kawasaki, o destaque está na integração entre guindastes de carrinho duplo, RMG e NKK-ACTS para manter a operação durante todo o ano. Em Yantian, dez guindastes STS automatizados e 22 RMG fazem parte de uma expansão de dois berços voltada a navios de até 24.000 TEUs. A tecnologia, portanto, precisa ser avaliada junto com a profundidade disponível, o desenho do pátio, a capacidade anual e a frequência de navios atendidos.

Os próximos marcos já estão definidos pelos próprios projetos: Kawasaki foi estruturado para operar continuamente, enquanto os dois berços de Yantian têm capacidade anual projetada de **2,03 milhões de TEUs**. Para profissionais de terminais, a lição está na métrica usada para medir o resultado. A presença de guindastes automatizados é apenas o ponto de partida; a avaliação precisa acompanhar a regularidade dos ciclos, o volume processado e a capacidade de atender navios de grande porte sem romper a conexão entre cais e pátio. É nessa combinação que a modernização deixa de ser aquisição de equipamento e passa a ser desenho operacional.