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title: "Gênova integra energia limpa e logística para modernizar portos"
author: "Redação"
date: "2026-11-03 13:46:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/11/03/genova-integra-energia-limpa-e-logistica-para-modernizar-portos/md"
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## Resumo
- Gênova e Savona-Vado integram eletrificação de cais, redes inteligentes e digitalização logística.
- O OPS foi concluído no terminal de cruzeiros de Savona em 21 de julho de 2026.
- Smart Grids em Savona e Vado Ligure combinam energia fotovoltaica e baterias BESS.
- Vado Ligure digitalizou o terminal ferroviário e o Faro Gate e automatizou a operação ferroviária.
- Gênova realizou em 2025 uma operação de abastecimento navio-a-navio com Bio-GNL.
- Savona anunciou em setembro de 2026 um projeto piloto de Hub de Hidrogênio Verde.
- A expansão do OPS em Gênova prevê uma subestação com capacidade de até 132 MW.

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Os **portos de Gênova e Savona-Vado**, na Itália, estão reorganizando energia e fluxos logísticos em um programa conduzido pela [Autoridade do Sistema Portuário do Mar da Ligúria Ocidental](https://www.portsofgenoa.com/en/magazine/focus/clean-energy,-digitisation-and-integrated-logistics-a-green-growth-for-the-ports-of-genoa-and-the-local-economy.html), com marcos registrados em 2025 e 2026. A estratégia combina fornecimento elétrico em terra, redes inteligentes, fontes renováveis, armazenamento e digitalização de terminais para reduzir emissões e elevar a intermodalidade. O ponto central está na integração entre a infraestrutura energética e a organização dos fluxos portuários.

## Energia chega ao cais

Na frente marítima, o **Onshore Power Supply**, conhecido como OPS, leva eletricidade da rede terrestre aos navios de cruzeiro e de carga durante a permanência no cais. A solução foi planejada para reduzir emissões de **CO2, NOx e partículas**, deslocando parte do consumo energético da operação de bordo para uma infraestrutura conectada ao porto. O desenho inclui o fornecimento em terra para navios nos terminais de contêineres e balsas de Vado Ligure, conectando a redução de emissões ao funcionamento cotidiano dos berços.

Essa frente atingiu um marco concreto em **21 de julho de 2026**, quando foi concluída a instalação do OPS no terminal de cruzeiros de Savona. Na mesma data, a rede elétrica inteligente do porto também foi finalizada, criando uma base operacional para administrar o fornecimento de energia no terminal. A passagem do projeto para uma instalação concluída reduz a distância entre a meta ambiental e a infraestrutura disponível para os navios.

Para sustentar essa mudança, os projetos preveem **Smart Grids** em Savona e Vado Ligure, integradas a geração fotovoltaica e armazenamento em baterias, o sistema BESS. A combinação permite coordenar geração e reserva de energia dentro da área portuária, aproximando o planejamento elétrico das necessidades dos terminais. Essa arquitetura dá suporte à expansão da eletrificação sem separar o consumo dos navios da gestão energética do porto.

## Vado transforma o fluxo terrestre

Em Vado Ligure, a transição tecnológica avança sobre a movimentação de cargas e a conexão ferroviária. O programa concentra a **digitalização da logística agroalimentar** e a automação ferroviária para ampliar a intermodalidade e a eficiência operacional até 2026, com apoio do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência da Itália. A escolha aproxima o controle digital das cargas do planejamento dos trens, reduzindo a fragmentação entre as etapas marítima e terrestre.

Essa agenda já saiu do planejamento em diferentes pontos do terminal. Em **maio de 2026**, foram concluídas a digitalização do terminal ferroviário de Vado Ligure e a digitalização do Faro Gate. Em junho, o terminal ferroviário recebeu a automação prevista no programa. A sequência mostra que a modernização avança por camadas, começando pelo controle das entradas e dos fluxos ferroviários e chegando à automação da operação.

Quando o gate e o terminal ferroviário operam com ferramentas digitais, a informação passa a acompanhar a carga com maior continuidade dentro do complexo portuário. No caso de Vado Ligure, essa integração está vinculada à **intermodalidade**, conceito que conecta diferentes modos de transporte em uma mesma cadeia operacional. O apoio do PNRR fornece o enquadramento financeiro e institucional para que a digitalização energética seja acompanhada pela reorganização dos fluxos físicos.

## A transição avança além do cais

A mudança de matriz também alcança o abastecimento de combustíveis marítimos. Em **2025**, Gênova realizou a primeira operação de abastecimento navio-a-navio, conhecida como STS, com Bio-GNL. A operação adiciona uma alternativa ao conjunto de medidas ambientais dos portos e amplia a experiência local com soluções de menor emissão no atendimento às embarcações.

Esse movimento ganhou uma nova frente em **28 de setembro de 2026**, quando Savona anunciou um projeto piloto de Hub de Hidrogênio Verde. A iniciativa reúne a associação ALIS e a Edison, entre os parceiros informados para o projeto. O formato de hub desloca a discussão do combustível isolado para uma estrutura de produção, distribuição e uso vinculada ao território portuário.

Na infraestrutura de Gênova, a próxima etapa prevista é a expansão do **OPS com uma subestação de até 132 MW**. O projeto permanece em planejamento e amplia a escala da eletrificação para além da instalação concluída em Savona. A mesma carteira prevê a reurbanização dos estaleiros navais para 2027, indicando que a modernização portuária combina capacidade elétrica, reorganização urbana e continuidade das atividades marítimas.

Gênova e Savona-Vado estão construindo uma estratégia em que energia limpa e logística digital avançam juntas. O OPS reduz emissões durante a permanência dos navios, enquanto as Smart Grids, o armazenamento e a automação ferroviária conectam a infraestrutura energética à operação dos terminais. O próximo teste será transformar os projetos em uma rede contínua, com a expansão planejada do OPS em Gênova e o desenvolvimento do hub de hidrogênio em Savona. Esse encadeamento define uma direção objetiva para portos que precisam reduzir emissões sem perder capacidade de movimentação.