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title: "APM Terminals incorpora quatro guindastes STS na expansão de Roterdã"
author: "Redação"
date: "2026-09-09 10:53:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/09/apm-terminals-incorpora-quatro-guindastes-sts-na-expansao-de-roterda/md"
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## Resumo
- Quatro guindastes STS fabricados pela ZPMC partiram da China para a expansão do Maasvlakte II, em Roterdã.
- O lote enviado em 1º de agosto de 2026 faz parte de um pedido total de 12 unidades.
- Nove guindastes serão destinados a navios porta-contêineres de grande porte e três a barcaças e feeders.
- Os equipamentos passarão por integração e testes em Roterdã antes da entrada em operação.
- A expansão inclui 1.000 metros adicionais de cais de águas profundas e quatro trilhos ferroviários extras.
- A capacidade anual projetada do terminal é de 5,4 milhões de TEUs.
- O projeto da APM Terminals é distinto de qualquer operação de financiamento da Rotterdam World Gateway.

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A **APM Terminals** iniciou o transporte de quatro guindastes Ship-to-Shore, conhecidos como STS, fabricados pela **ZPMC** para a expansão do terminal Maasvlakte II, em Roterdã. O segundo lote partiu da Ilha Changxing, na China, em **1º de agosto de 2026**, dentro de um pedido destinado a ampliar a estrutura de movimentação de contêineres. A remessa integra um projeto que busca elevar a capacidade anual da unidade para **5,4 milhões de TEUs**. A próxima etapa confirmada é a integração dos equipamentos e a realização de testes no terminal holandês.

## O segundo lote amplia a escala

O embarque representa o segundo lote de quatro unidades enviado para o Maasvlakte II. Ao todo, a **APM Terminals** encomendou **12 guindastes STS** à ZPMC, o que mostra que a expansão foi planejada como uma ampliação estruturada da capacidade de cais, e não como uma substituição pontual de máquinas. A chegada dos equipamentos será acompanhada por procedimentos de integração em Roterdã, etapa necessária para inserir as novas unidades na operação prevista para o terminal.

A composição do pedido foi definida de acordo com os tipos de embarcação atendidos pela instalação. O planejamento reserva **nove guindastes** para navios porta-contêineres de grande porte e **três unidades** para barcaças e navios alimentadores, conhecidos como feeders. Essa divisão vincula a aquisição ao perfil de atendimento do terminal, que precisa distribuir os equipamentos entre operações de longo curso e conexões alimentadoras.

Os quatro guindastes transportados no segundo lote ainda não entram automaticamente em serviço após o desembarque. Em **Roterdã**, os equipamentos passarão por integração e testes, conforme as informações divulgadas sobre o projeto. A sequência desloca o foco da fabricação e do transporte para a validação da operação no ambiente do terminal, onde a compatibilidade entre os novos ativos e a infraestrutura existente será examinada.

## A integração será a próxima prova

A referência a equipamentos preparados para automação precisa ser tratada dentro do que foi efetivamente divulgado. As informações disponíveis confirmam a incorporação dos guindastes à expansão do Maasvlakte II e preveem **processos de integração e testes** em Roterdã, mas não apresentam uma descrição técnica completa dos recursos automatizados instalados em cada unidade.

Também não foram publicados, no material consolidado, um protocolo detalhado de aceitação ou uma matriz de responsabilidades para as verificações atribuídas a **CES** e **ABB**. Por esse motivo, não é possível afirmar quais ensaios específicos serão conduzidos por cada empresa, nem antecipar resultados de comissionamento. O dado confirmado é que a integração e os testes fazem parte da etapa seguinte ao transporte dos equipamentos.

Essa delimitação evita transformar a expansão da APM Terminals em uma descrição genérica de automação portuária. O projeto envolve máquinas fabricadas pela **ZPMC**, uma instalação em ampliação e uma fase de validação ainda a ser executada em Roterdã. A automação, portanto, deve ser analisada a partir dos procedimentos efetivamente anunciados, sem atribuir ao empreendimento recursos ou resultados que não foram detalhados pelas fontes.

## Expansão física acompanha os guindastes

A instalação dos novos equipamentos ocorre junto a uma ampliação física do terminal. O projeto acrescentará **1.000 metros de cais de águas profundas**, elevando o total para 2.000 metros, além de ampliar a área disponível para atendimento de navios. A escala do cais ajuda a explicar por que o pedido reúne 12 guindastes e por que a integração operacional será uma etapa central antes do aumento da capacidade.

A expansão também prevê **quatro trilhos ferroviários adicionais** e novas áreas de pátio, conectando o crescimento do cais à movimentação posterior dos contêineres. A capacidade projetada do Maasvlakte II chegará a **5,4 milhões de TEUs por ano**, enquanto a estrutura ampliada incluirá equipamentos automatizados, como tratores terminais. O conjunto mostra que os guindastes fazem parte de uma intervenção mais ampla na infraestrutura da unidade.

O projeto da APM Terminals deve ser lido separadamente de qualquer operação atribuída à **Rotterdam World Gateway**. As informações disponíveis para esta notícia tratam da expansão do Maasvlakte II, em Roterdã, e não apresentam a remessa dos guindastes como uma operação de financiamento da outra instalação. Manter essa distinção evita associar terminais diferentes ou atribuir a um empreendimento decisões de engenharia e capacidade anunciadas para outro.

A expansão ganhou também uma dimensão societária com o acordo anunciado em **19 de agosto de 2026** para que a Hapag-Lloyd adquira 25% do terminal Maasvlakte II. A APM Terminals continuará com o controle operacional da unidade, enquanto a conclusão da transação depende da aprovação dos órgãos reguladores. O acordo foi apresentado como parte do fortalecimento do Maasvlakte II para a **Gemini Cooperation**, parceria entre Hapag-Lloyd e A.P. Moller-Maersk.

O próximo passo concreto continua sendo a integração e a realização dos testes em Roterdã. As fontes não informam um cronograma para o comissionamento nem descrevem os critérios de liberação de cada guindaste para a operação comercial. Até que esses dados sejam divulgados, o avanço verificável está no transporte do segundo lote e na preparação da expansão para atingir **5,4 milhões de TEUs anuais**.

Para o setor, a movimentação indica que a disputa por capacidade passa pela combinação entre infraestrutura de cais, equipamentos de movimentação e controle de terminais. O analista **Lars Jensen** apontou que o investimento da Hapag-Lloyd no Maasvlakte II desloca a concorrência da capacidade dos navios para o controle de hubs portuários estratégicos. A chegada dos quatro guindastes dá dimensão física a essa estratégia, mas os resultados dependerão da integração técnica que ainda será realizada na unidade.