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title: "BTP amplia videomonitoramento para cumprir a COANA nº 80"
author: "Redação"
date: "2026-09-14 09:48:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/14/btp-amplia-videomonitoramento-para-cumprir-a-coana-no-80/md"
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## Resumo
- A BTP instalou 460 câmeras no Porto de Santos para atender à Portaria COANA nº 80.
- O terminal possui 430 mil metros quadrados e capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs.
- O sistema reúne câmeras multidirecionais, térmicas e bispectrais para ampliar a cobertura visual.
- A norma exige monitoramento 24/7, disponibilidade anual mínima de 95% e reparo em até quatro horas.
- As imagens devem ser armazenadas por pelo menos 180 dias, com busca por placas e identificação de contêineres.
- O projeto integrou leitura de placas e controle de acesso, ampliando a rastreabilidade de ocorrências.
- A solução cobriu uma área quatro vezes maior e eliminou a necessidade de um novo Data Center, segundo a BTP.

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No Porto de Santos, a **Brasil Terminal Portuário (BTP)** atualizou seu sistema de videomonitoramento com **460 câmeras** para atender à Portaria COANA nº 80, publicada pela Receita Federal em 23 de junho de 2022. A instalação alcança áreas de contêineres, navios em operação, perímetro e espaços administrativos e operacionais, ampliando a observação contínua de um terminal de 430 mil metros quadrados e capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs. O projeto interessa ao setor porque transforma cobertura visual, retenção de imagens e controle de acessos em elementos verificáveis da rotina de um recinto alfandegado.

## Uma área extensa exige cobertura contínua

A escala física da instalação ajuda a explicar a dimensão do projeto. A **BTP** está instalada em um terminal de **430 mil metros quadrados**, com capacidade de movimentação de 1,5 milhão de TEUs anuais. Em uma operação que reúne áreas de contêineres, circulação de veículos, atividades junto aos navios e espaços administrativos, a distribuição das câmeras precisa acompanhar diferentes fluxos e pontos de controle, em vez de concentrar a vigilância em acessos isolados.

Dentro dessa área, o terminal instalou câmeras **multidirecionais** e **térmicas** para ampliar o campo de observação e manter a vigilância em condições que reduzem a visibilidade. A modernização foi projetada para operar de forma ininterrupta, inclusive em situações de neblina, chuva e fumaça. Essa combinação permite acompanhar áreas de movimentação e perímetros quando a imagem convencional perde qualidade, conectando a proteção física às exigências de disponibilidade do recinto.

Essa combinação foi complementada por câmeras **bispectrais**, capazes de reunir diferentes referências visuais na mesma solução de monitoramento. De acordo com Fábio Carvalho, gerente de segurança da BTP, a tecnologia permitiu cobrir uma área **quatro vezes maior** e otimizar os custos de infraestrutura, eliminando a necessidade de construir um novo Data Center. O ganho descrito pela empresa está na extensão da cobertura e no uso mais eficiente da estrutura de dados, não em uma promessa de eliminar ocorrências.

## A norma transforma imagem em requisito operacional

O desenho técnico do sistema responde a parâmetros definidos pela [Portaria COANA nº 80](https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=433066). A norma exige que o monitoramento funcione de maneira ininterrupta, durante **24 horas por dia e sete dias por semana**, com disponibilidade mínima anual de 95% e tempo máximo de reparo de quatro horas em caso de falha. Esses números mudam a forma de avaliar a segurança eletrônica, porque a operação precisa considerar continuidade, manutenção e recuperação do serviço.

Além da continuidade, a regra exige cobertura total de **entradas, saídas, áreas de movimentação, armazenagem, perímetros e locais de conferência**. Na prática, o requisito aproxima a videovigilância dos pontos em que cargas, veículos, pessoas e documentos entram em contato com o processo aduaneiro. A câmera deixa de cumprir uma função meramente periférica e passa a integrar a arquitetura de controle do recinto, criando registros para diferentes etapas da operação.

No nível da imagem, as câmeras devem seguir especificações que incluem tecnologia **IP**, resolução mínima **Full HD de 1920 por 1080 pixels**, WDR igual ou superior a 90 dB e capacidade de visão noturna. Esses parâmetros estabelecem uma referência técnica para que o registro possa ser consultado depois com nitidez suficiente. Para um terminal que movimenta contêineres e recebe veículos em diferentes condições de iluminação, a qualidade da imagem influencia a utilidade do arquivo produzido pelo sistema.

A retenção amplia essa utilidade ao exigir que as imagens sejam armazenadas por, no mínimo, **180 dias**. A regulamentação também determina que o sistema permita busca por placas e identificação de contêineres, enquanto o projeto da BTP incorporou a **leitura automática de placas**. O prazo de guarda cria uma janela documental para consultar eventos passados, relacionar horários e verificar movimentações sem depender apenas da memória das equipes ou de registros produzidos no momento da ocorrência.

## Controle de acesso aproxima vigilância e rastreabilidade

Essa capacidade de consulta ganha outra dimensão porque o projeto incluiu a integração com o **controle de acesso**. A câmera registra a movimentação visual, enquanto os dados de entrada e saída ajudam a relacionar pessoas, veículos e momentos específicos da operação. Essa conexão amplia a rastreabilidade de ocorrências dentro do terminal, embora não substitua procedimentos operacionais, manutenção do sistema ou atuação das equipes responsáveis pela segurança.

A mesma lógica aparece nas orientações reunidas pela ANTAQ, que apontam a necessidade de sistemas com funcionalidade **OCR**, sigla em inglês para reconhecimento óptico de caracteres, e câmeras posicionadas em pontos estratégicos. A leitura automatizada permite transformar parte da imagem em informação pesquisável, especialmente quando o objetivo é localizar uma placa ou conferir a identificação de um contêiner. O resultado é uma busca mais organizada dentro do volume de imagens acumulado ao longo de 180 dias.

Na prática, o atendimento à COANA nº 80 vincula a tecnologia ao **alfandegamento** e às diretrizes de segurança portuária associadas ao **ISPS Code**. O sistema precisa permanecer disponível, cobrir os pontos definidos pela norma e conservar registros por prazo determinado. Para a BTP, a atualização também reduziu a pressão sobre a infraestrutura ao ampliar a área monitorada sem exigir a construção de um novo Data Center, mantendo o foco na capacidade de cobertura, consulta e conformidade.

A atualização da BTP mostra que o videomonitoramento portuário passou a ser avaliado pela combinação entre alcance, qualidade da imagem, retenção e integração com acessos. As **460 câmeras** ampliam a capacidade de observar áreas críticas, mas a segurança depende da disponibilidade anual de 95%, do reparo em até quatro horas e da preservação dos registros por 180 dias. O próximo teste operacional será manter esses requisitos ao longo do uso contínuo, transformando o investimento tecnológico em rotina verificável de controle no Porto de Santos.