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title: "VICT amplia Porto de Melbourne com automação na Fase 3B"
author: "Redação"
date: "2026-09-17 13:23:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/17/vict-amplia-porto-de-melbourne-com-automacao-na-fase-3b/md"
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## Resumo
- A VICT iniciou a Fase 3B de expansão no Webb Dock East, no Porto de Melbourne.
- O projeto tem investimento estimado de US$ 100 milhões e conclusão prevista para 2026.
- A capacidade anual do terminal deverá alcançar 1,6 milhão de TEUs, com aumento aproximado de 18%.
- A expansão inclui quatro transportadores híbridos automatizados, quatro guindastes de empilhamento e um novo guindaste ship-to-shore.
- A obra também prevê dois blocos de armazenamento, pistas para caminhões e infraestrutura ferroviária para os guindastes.
- A Fase 3B sucede a Fase 3A, que elevou a capacidade da VICT em 30%, para 1,25 milhão de TEUs.
- O terminal já movimentou 5 milhões de TEUs desde o início de suas operações.

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A **Victoria International Container Terminal (VICT)**, subsidiária da ICTSI, iniciou oficialmente a Fase 3B de expansão no Webb Dock East, no Porto de Melbourne, na Austrália. O projeto combina ampliação física do terminal e modernização dos equipamentos, com investimento estimado em **US$ 100 milhões**, aumento aproximado de 18% na capacidade e meta de alcançar 1,6 milhão de TEUs anuais. A iniciativa ocorre após a conclusão da Fase 3A e busca preparar a instalação para o crescimento futuro do comércio e dos serviços destinados aos clientes terrestres e marítimos, conforme a [informação sobre o lançamento da expansão](https://container-news.com/vict-launches-phase-3b-expansion-at-port-of-melbourne/).

## A nova etapa parte de uma base ampliada

A localização no **Webb Dock East** concentra a nova fase de obras em uma área já utilizada pela VICT para operações de contêineres. A expansão acrescentará dois blocos de armazenamento, novas pistas para caminhões e equipamentos voltados ao atendimento do cais e do pátio. A combinação permite que o projeto avance em duas frentes físicas ao mesmo tempo, sem separar a ampliação da capacidade de armazenagem da atualização dos sistemas de movimentação.

O resultado esperado para a Fase 3B é uma capacidade anual de **1,6 milhão de TEUs**, com aumento estimado de aproximadamente 18% em relação à capacidade anterior. O número estabelece a escala pretendida para o terminal, mas não autoriza atribuir ganhos adicionais de produtividade, redução de tempos ou melhoria de indicadores operacionais que não foram informados nas fontes. A medida anunciada está concentrada na capacidade instalada e na incorporação de novos recursos automatizados.

Essa etapa sucede a Fase 3A, que elevou em **30%** a capacidade da VICT, alcançando 1,25 milhão de TEUs. A sequência mostra uma expansão em ciclos, na qual a instalação amplia o espaço disponível e, em seguida, acrescenta equipamentos para operar a nova configuração. O histórico recente ajuda a explicar por que a Fase 3B foi lançada logo depois da etapa anterior, mantendo o terminal em processo contínuo de aumento de escala.

A evolução também ocorre depois de a VICT atingir a marca de **5 milhões de TEUs movimentados** desde o início de suas operações. Esse volume acumulado fornece o marco operacional para a nova decisão de investimento, embora as fontes não apresentem uma previsão de movimentação futura além da capacidade anual projetada. O foco da obra permanece na preparação da infraestrutura para os próximos anos, com conclusão prevista para **2026**.

## Automação avança do cais ao pátio

A Fase 3B acrescentará um novo **guindaste ship-to-shore automatizado**, equipamento destinado às operações de transferência entre navios e o cais. O conjunto também prevê quatro transportadores híbridos automatizados, ampliando a presença de máquinas automatizadas na movimentação horizontal de contêineres. A escolha conecta a expansão do cais ao redesenho do pátio, em vez de limitar a modernização a uma única etapa do fluxo operacional.

Na área de armazenagem, o projeto incorpora **quatro guindastes automatizados de empilhamento** e dois novos blocos para contêineres. Os ASCs, sigla usada para esse tipo de equipamento, serão instalados junto à ampliação do espaço de pátio. A relação entre novos blocos e guindastes de empilhamento é direta: a obra aumenta a área disponível e inclui os recursos destinados à organização dos contêineres nessa área.

Os equipamentos híbridos automatizados acrescentam uma dimensão energética e operacional ao projeto, mas as fontes não informam a proporção de uso de combustíveis, eletricidade ou outras fontes de energia. Por essa razão, a análise deve se limitar ao que foi anunciado: a incorporação de quatro unidades híbridas automatizadas dentro de uma expansão que também inclui transportadores de contêineres, guindastes de pátio e um novo equipamento ship-to-shore.

A automação, portanto, aparece como parte da capacidade projetada, não como promessa isolada de desempenho. A VICT divulgou o volume que pretende suportar e os equipamentos que serão adquiridos, mas não apresentou índices de produtividade, redução de custos ou diminuição do tempo de atendimento. Para operadores e usuários do terminal, essa distinção evita transformar a instalação de máquinas em uma estimativa de ganhos que ainda não foi publicada.

## Infraestrutura define o alcance da obra

O investimento de **US$ 100 milhões** inclui novos blocos de pátio, pistas para caminhões e infraestrutura associada aos equipamentos automatizados. A Taylor Rail foi contratada pela Symal em outubro de 2024 para instalar uma estrutura ferroviária complexa destinada aos guindastes, em área adjacente ao cais. A presença dessa infraestrutura mostra que a expansão depende de obras de suporte além da compra das máquinas.

A cerimônia de início foi conduzida por **Bruno Porchietto**, CEO da VICT, com a participação de Saul Cannon, CEO do Porto de Melbourne, e Matthew Dinnison, CEO do BildGroup. O Cônsul Geral das Filipinas, Jesus Gary RS Domingo, também esteve presente. A composição dos participantes reuniu a operadora do terminal, a autoridade portuária, a empresa envolvida na obra e representação diplomática, enquanto a execução física avança para a fase de implantação.

A ampliação foi apresentada como uma resposta à necessidade de apoiar o crescimento futuro do comércio e fortalecer os serviços oferecidos aos clientes de terra e mar. Na prática, a meta de **1,6 milhão de TEUs anuais** dá uma referência objetiva para o dimensionamento do terminal. Os novos blocos, as pistas de caminhões e os equipamentos automatizados formam a base física dessa capacidade, sem que as fontes indiquem mudanças específicas nos serviços ou nas rotas atendidas.

O próximo marco é a conclusão da Fase 3B em **2026**. Até lá, a VICT terá de integrar a expansão do pátio, a infraestrutura ferroviária e os novos equipamentos ao terminal existente. O projeto de Melbourne mostra uma linha de investimento em que aumento de capacidade e automação avançam juntos, mas a avaliação dos resultados dependerá dos indicadores operacionais divulgados depois que a nova estrutura entrar em funcionamento.