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title: "VICT amplia Porto de Melbourne com pátio automatizado"
author: "Redação"
date: "2026-09-17 07:58:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/17/vict-amplia-porto-de-melbourne-com-patio-automatizado/md"
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## Resumo
- VICT iniciou em setembro de 2026 a Fase 3B de expansão no terminal Webb Dock East, no Porto de Melbourne.
- O projeto acrescentará dois blocos automatizados de pátio e quatro ASCs fabricados pela GENMA Solutions com automação ABB.
- Um novo guindaste STS neo-Panamax elevará o total do terminal para oito unidades.
- A capacidade anual deverá alcançar 1,6 milhão de TEUs, alta de 18%.
- O oitavo guindaste STS, fabricado pela ZPMC, está previsto para chegar no segundo trimestre de 2027.
- Os novos blocos de contêineres devem ser concluídos até o final de 2027.
- A expansão integra um programa de modernização apoiado por contrato operacional do VICT até 2066.

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Em setembro de 2026, o **Victoria International Container Terminal (VICT)**, operado pela **ICTSI** no Porto de Melbourne, iniciou oficialmente a Fase 3B de sua expansão no terminal Webb Dock East. O projeto prevê dois blocos automatizados de pátio, quatro guindastes automatizados de empilhamento e um novo guindaste STS neo-Panamax, conforme as [informações sobre a Fase 3B](https://www.worldcargonews.com/automation/2026/09/vict-starts-phase-3b-expansion). A capacidade anual deverá chegar a **1,6 milhão de TEUs**, alta de **18%**. A proposta combina área adicional e automação no mesmo terminal, sem atribuir ao conjunto ganhos de produtividade que ainda não foram quantificados.

## Capacidade cresce com a área operacional

A capacidade projetada nasce da incorporação de **dois blocos automatizados de pátio** ao terminal. Esses espaços fazem parte da mesma etapa que receberá os quatro guindastes automatizados de empilhamento, conectando a ampliação física aos equipamentos previstos para a operação. A conclusão dos blocos de contêineres está programada para o **final de 2027**. O cronograma mostra que o aumento anunciado depende da entrega conjunta da infraestrutura e dos ativos de movimentação.

Enquanto o pátio recebe novas áreas, o cais também terá um equipamento adicional. A Fase 3B inclui um **guindaste STS neo-Panamax**, que elevará o conjunto do terminal para oito unidades. O oitavo guindaste, fabricado pela **ZPMC**, deve chegar no segundo trimestre de 2027. A chegada do equipamento ocorre antes da conclusão prevista dos blocos, formando uma sequência de implantação que combina fornecimento industrial e obras civis.

Essa etapa dá continuidade a uma expansão iniciada anteriormente. A **Fase 3A** foi concluída em 2023, quando o cais alcançou **735 metros**, e a Fase 3 completa tem orçamento estimado em cerca de 8,5 bilhões de pesos filipinos. A divisão entre 3A e 3B foi adotada para adequar o investimento ao mercado. O projeto atual, portanto, amplia uma base física que já havia sido modificada antes da instalação dos novos blocos de pátio.

## Automação acompanha a expansão

Dentro dos novos blocos, os quatro **ASCs** serão fabricados pela **GENMA Solutions** e receberão sistemas de automação da ABB. A especificação associa o equipamento de empilhamento à área adicional criada pela obra, em vez de tratar a automação como uma aquisição isolada. Essa configuração torna a capacidade física e o controle automatizado partes de uma mesma decisão de engenharia. O resultado esperado, conforme anunciado, é uma ampliação da capacidade anual, não uma promessa separada de desempenho operacional.

Essa combinação exige separar capacidade instalada de produtividade medida. A meta divulgada para a Fase 3B é elevar a capacidade anual do VICT para **1,6 milhão de TEUs**, com crescimento de **18%** na capacidade total. As informações disponíveis não apresentam indicadores de tempo de ciclo, movimentos por hora, redução de filas ou aumento de produtividade por equipamento. Para operadores e planejadores, essa distinção evita transformar a presença de automação em um ganho operacional que ainda não foi quantificado.

Além dos novos ASCs, o programa de modernização já havia recebido quatro transportadores automatizados de contêineres híbridos em **junho de 2026**. Os equipamentos foram fornecidos pela **Kalmar** e foram associados à busca por maior eficiência energética e à redução das emissões de carbono. Essa implantação anterior ajuda a posicionar a Fase 3B como continuidade de um programa de equipamentos no VICT. A expansão física do pátio passa a ocorrer sobre uma operação que já incorporou ativos automatizados de outra classe.

## Investimento com horizonte longo

O prazo de operação amplia a leitura estratégica do investimento. O contrato do VICT com o **Porto de Melbourne** foi estendido até **2066**, dando à ICTSI um horizonte longo para administrar a infraestrutura instalada. Esse período não altera o cronograma imediato da Fase 3B, mas ajuda a explicar por que a expansão combina obras, guindastes e automação. A decisão está vinculada à permanência do terminal em uma concessão operacional de longo prazo.

Esse horizonte aparece também nos planos que vão além da obra atual. A **ICTSI** estima que uma visão de longo prazo possa elevar a capacidade futura do VICT para **3,7 milhões de TEUs**, com o desenvolvimento do terminal Webb Dock North integrado ao complexo. A proposta permitiria a operação de navios de até **14.000 TEUs** e envolveria mais de 500 milhões de dólares australianos em projetos fora do escopo presente. A [visão de longo prazo da ICTSI](https://www.ictsi.com/press-releases/ictsi-outlines-its-vision-australias-biggest-port) deve ser separada da capacidade de 1,6 milhão de TEUs prevista para a Fase 3B.

É justamente essa separação que organiza a escala do projeto. A Fase 3B tem entregas e capacidade definidas, enquanto a marca de **3,7 milhões de TEUs** pertence a uma visão posterior associada ao Webb Dock North. Misturar os dois números faria a expansão em curso parecer maior do que o escopo anunciado. Para a cadeia logística, a informação mais concreta neste momento é a capacidade de 1,6 milhão de TEUs vinculada aos novos blocos, aos ASCs e ao guindaste STS adicional.

## Próximos marcos de implantação

Os próximos marcos já têm datas distintas. O **oitavo guindaste STS** está previsto para chegar no segundo trimestre de 2027, enquanto os blocos automatizados de contêineres devem ser concluídos até o **final de 2027**. A diferença entre as duas entregas indica que o equipamento de cais chegará antes da finalização da expansão do pátio. A capacidade anunciada depende da integração das etapas previstas no mesmo programa.

Até a conclusão, a Fase 3B permanecerá definida por uma expansão de capacidade associada à automação do pátio. Os **quatro ASCs** e os dois novos blocos formam o núcleo automatizado da obra, enquanto o guindaste STS amplia o conjunto destinado ao terminal. O projeto não apresenta, nas informações divulgadas, uma projeção de produtividade por hora ou de redução de tempos operacionais. Seu parâmetro mensurável é a capacidade anual de **1,6 milhão de TEUs**.

O início da Fase 3B coloca o VICT em uma etapa de crescimento físico apoiado por automação específica, com obras previstas até o fim de 2027 e a chegada do novo guindaste no segundo trimestre daquele ano. A ICTSI mantém, ao mesmo tempo, uma visão de expansão posterior que poderá levar o complexo a 3,7 milhões de TEUs, mas esse número não substitui a meta atual do terminal. Para o setor portuário, o caso de Melbourne mostra como a ampliação de capacidade precisa ser acompanhada por área operacional, equipamentos compatíveis e um cronograma de implantação verificável.