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title: "EAIGLE reduz espera em gates portuários para menos de 30 segundos"
author: "Redação"
date: "2026-09-18 09:35:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/18/eaigle-reduz-espera-em-gates-portuarios-para-menos-de-30-segundos/md"
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## Resumo
- A EAIGLE usa câmeras de segurança existentes para automatizar gates portuários e pátios logísticos.
- A empresa informa redução de transações que levavam de 7,5 a 18 minutos para menos de 30 segundos.
- A plataforma automatiza check-in, check-out e validações de BOL e PO sem exigir novos hardwares.
- Os produtos AVAC e YardSight cobrem controle de acesso e monitoramento contínuo de pátios.
- Uma instalação monitorada substituiu 18 funcionários em tempo integral por uma operação não tripulada.
- A análise de discrepâncias documentais também identifica tentativas de roubo em tempo real.

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Em operações de portos e pátios logísticos na América do Norte e na Europa, a **EAIGLE** informou a redução do tempo de permanência nos gates para menos de 30 segundos com uma plataforma de visão computacional aplicada às câmeras de segurança já existentes. A tecnologia automatiza etapas de entrada e saída de veículos, valida documentos e reduz a dependência de processos manuais. O resultado divulgado chama atenção porque utiliza a infraestrutura instalada no terminal, sem exigir a implantação de novo hardware para executar as funções apresentadas pela empresa. A solução foi desenvolvida para dar mais fluidez aos acessos e ampliar o controle sobre as movimentações de carga, conforme descrito no [relato sobre a tecnologia da EAIGLE](https://financialports.com/gate-ai-cuts-port-dwell-times-to-30).

## Câmeras viram ponto de controle

Em vez de tratar as câmeras apenas como instrumentos de vigilância, a **EAIGLE** aplica visão computacional sobre a infraestrutura existente para automatizar o check-in, o check-out e a validação de documentos. O fluxo inclui a conferência de **BOL e PO**, siglas usadas para conhecimento de embarque e pedido de compra. A plataforma transforma as imagens captadas no gate em dados operacionais que apoiam a autorização de entrada ou saída dos veículos. Dessa forma, uma estrutura já instalada passa a participar diretamente da rotina documental e operacional do terminal.

Esse desenho elimina a necessidade de processos manuais e de novos hardwares, segundo a descrição da empresa. A mudança concentra em software uma parte das tarefas que antes dependiam da conferência humana no acesso ao terminal, mantendo o uso das câmeras já disponíveis. Para as operações apresentadas, a tecnologia combina identificação visual e validação documental no mesmo fluxo, evitando que o motorista percorra etapas separadas para concluir a transação. A proposta coloca o gate no centro da digitalização operacional, pois é nesse ponto que veículos, documentos e autorizações se encontram.

A diferença de tempo informada pela **EAIGLE** ajuda a dimensionar o ganho operacional. Transações que levavam entre **7,5 e 18 minutos** passaram a ser concluídas em menos de 30 segundos nas aplicações descritas pela companhia. O indicador não deve ser tratado como média automática de todos os terminais, porque a referência está associada às operações monitoradas pela empresa. Ainda assim, ele mostra como o reaproveitamento de câmeras pode atacar diretamente o tempo de permanência no gate, sem uma reforma estrutural para instalar novos equipamentos.

## Do acesso ao controle do pátio

O alcance da plataforma não termina na cancela de entrada. A **EAIGLE** opera dois produtos principais, o AVAC para controle automatizado de acesso de veículos e o YardSight para monitoramento contínuo de pátios. O primeiro concentra a validação e a liberação no gate, enquanto o segundo acompanha a operação depois que o veículo entra na área logística. A combinação cria uma continuidade entre o ponto de acesso e o pátio, reduzindo a separação entre a identificação inicial e o acompanhamento dos ativos dentro da instalação.

Em uma instalação de alta movimentação monitorada, a implementação permitiu substituir **18 funcionários em tempo integral**, distribuídos em três turnos, por uma operação totalmente não tripulada. O dado demonstra a extensão da automação adotada naquele caso específico e mostra que o projeto alcançou as atividades de acesso durante todo o ciclo operacional. A substituição descrita não deve ser generalizada para outros terminais, mas evidencia que o uso de visão computacional pode alterar a composição da operação quando o fluxo de veículos e documentos é suficientemente estruturado para ser automatizado.

A expansão para instalações de maior ritmo também aparece na parceria anunciada entre a **EAIGLE** e a PortCity em 14 de julho de 2026. A PortCity utiliza o AVAC para digitalizar pontos físicos de entrada, identificar ativos e acompanhar seu deslocamento de forma automatizada, sem grandes reformas estruturais nos terminais. O movimento amplia o uso da tecnologia para redes de distribuição com alta velocidade operacional. Nesse modelo, a adaptação da infraestrutura existente passa a ser uma condição prática para acelerar a automação sem interromper a configuração física dos acessos.

## Documentos também entram na segurança

Além de acelerar a passagem dos veículos, a solução usa a análise documental para reforçar a segurança da carga. A **EAIGLE** informa que o sistema identifica discrepâncias em tempo real e utiliza essas diferenças para detectar tentativas de roubo. A mesma validação que autoriza o fluxo no gate pode, portanto, interromper uma movimentação incompatível com os dados de transporte registrados. O recurso aproxima o controle operacional da proteção patrimonial, porque a conferência deixa de ocorrer apenas como uma etapa administrativa posterior à passagem do veículo.

O CEO **Amir Hoss** relatou que o sistema bloqueia, em média, duas a três tentativas de roubo de carga por mês em centros de distribuição de alto risco. A identificação ocorre por meio da verificação em tempo real dos dados de transporte, e não apenas pela observação visual das câmeras. Essa aplicação acrescenta uma camada de controle ao gate e mostra que a automação pode atuar tanto na velocidade da operação quanto na decisão de impedir um acesso suspeito. O resultado citado permanece restrito aos centros monitorados mencionados pela empresa.

A adoção por clientes também avança para redes de distribuição. Em comunicado de **16 de setembro de 2026**, a Loblaw Companies Limited confirmou a expansão da parceria com a EAIGLE para múltiplos centros de distribuição. A tecnologia Vision AI está sendo escalada para otimizar fluxos, melhorar a experiência dos motoristas e aumentar a precisão dos dados entre o gate e o pátio, com integração aos sistemas de gestão já utilizados pela varejista. A expansão indica que o próximo estágio da solução envolve conectar a automação do acesso aos processos digitais que coordenam a operação logística.

O desempenho divulgado acompanha uma fase de expansão da **EAIGLE**, que registrou crescimento de **350% ano a ano** e ampliou parcerias voltadas a portões e pátios de alta movimentação. O passo seguinte anunciado nas fontes é a escala da tecnologia em redes de distribuição e instalações de maior fluxo, mantendo o uso de câmeras existentes e a integração com sistemas operacionais já presentes. Para os terminais, a experiência reforça uma decisão objetiva: antes de substituir toda a infraestrutura, é possível transformar ativos instalados em dados para liberar veículos, conferir documentos e monitorar riscos com mais velocidade.