---
title: "ABP instala estações de fixação e reforça segurança portuária"
author: "Redação"
date: "2026-09-22 07:28:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/22/abp-instala-estacoes-de-fixacao-e-reforca-seguranca-portuaria/md"
---

## Resumo
- A ABP instalou quatro pinning stations no Porto de Immingham, em Humber.
- Outras quatro estações estão previstas para o Porto de Hull.
- As estruturas foram fabricadas pela GPE para proteger trabalhadores durante a remoção de twist locks.
- As unidades têm delimitação física e sinalização verde e vermelha para controlar o tráfego de rebocadores.
- O projeto foi desenvolvido após estudo do terreno e análise das empilhadeiras utilizadas.
- A iniciativa ocorre junto à introdução de novas Life-Saving Rules pela ABP em 2025.
- A empresa registrou 9 LTIs em 2025, contra 5 em 2024, com quedas, tropeçamentos e manuseio manual entre as ocorrências mais comuns.

---

A **Associated British Ports (ABP)** instalou quatro novas estações de fixação no Porto de Immingham, em Humber, no Reino Unido, e prevê outras quatro para o Porto de Hull. As estruturas, chamadas de **pinning stations**, foram fabricadas pela Grimsby Pipework & Engineering Ltd (GPE) para proteger trabalhadores durante a remoção dos pinos de bloqueio, conhecidos como **twist locks**, dos contêineres. O foco informado para a iniciativa é organizar essa etapa da operação dentro de uma área protegida.

## Proteção na retirada dos pinos

As novas estações foram projetadas para uma tarefa específica da movimentação de contêineres: a remoção dos **pinos de bloqueio** utilizados nos equipamentos. A atividade exige que os trabalhadores manuseiem os twist locks durante as operações no cais, e a solução criada pela ABP estabelece um espaço delimitado para esse procedimento. A fabricação ficou a cargo da **GPE**, empresa que participou do desenvolvimento das estruturas destinadas ao ambiente portuário.

O desenho das unidades inclui uma delimitação física e **sinalização luminosa** nas cores verde e vermelha. Esses sinais servem para controlar o tráfego de rebocadores nas proximidades das estações, separando a circulação dos veículos da área onde os trabalhadores retiram os pinos. A configuração coloca a interação entre pessoas, equipamentos móveis e contêineres sob um procedimento visual definido, conforme a descrição da iniciativa.

Outro componente do projeto é a disposição para impedir que os **twist locks** sejam deixados diretamente no solo. A medida está associada à redução dos riscos de tropeçamento e de danos a veículos, dois problemas relacionados à presença desses componentes soltos na área de operação. A estação, portanto, reúne proteção física, sinalização e um local determinado para o manuseio dos pinos, sem atribuir ao projeto resultados operacionais que ainda não foram informados.

## Projeto adaptado ao ambiente do cais

A concepção das estações não partiu de um modelo genérico. O projeto foi desenvolvido depois de um **estudo do terreno** e de uma análise das empilhadeiras utilizadas nas operações. Essas avaliações permitiram ajustar as estruturas às condições do local e aos equipamentos que circulam no terminal, aspecto necessário para que a solução de segurança corresponda à configuração real do cais.

O arranjo definido pela ABP permite que os trabalhadores manuseiem os pinos a partir do interior da **estrutura protegida**. Essa posição concentra a atividade em uma área delimitada e mantém o procedimento relacionado à retirada dos twist locks separado do fluxo de rebocadores. A relação entre o formato da estação e os equipamentos empregados no terminal foi considerada desde a etapa de desenvolvimento.

O projeto surgiu como resposta direta à necessidade de eliminar **perigos aéreos** e riscos associados ao movimento de veículos durante a carga e a descarga de navios. A solução não foi apresentada como uma automação da tarefa, mas como uma infraestrutura física voltada ao controle das condições em que os pinos são retirados. Esse recorte mantém a iniciativa concentrada na segurança da atividade específica realizada durante a movimentação dos contêineres.

## Instalação acompanha regras de segurança

A instalação das estações está inserida em uma agenda de segurança mais ampla da **ABP**. O relatório anual de 2025 registra que a empresa introduziu novas **"Life-Saving Rules"**, ou Regras de Salvamento. As diretrizes corporativas formam o contexto institucional no qual a criação das pinning stations foi apresentada, conectando uma medida física no terminal a regras voltadas à preservação da integridade dos trabalhadores.

Os mesmos dados mostram que a ABP registrou **9 incidentes com tempo perdido**, conhecidos pela sigla LTI, em 2025, contra 5 casos em 2024. O número corresponde a um aumento de 80% entre os dois períodos. A informação não mede o efeito das novas estações, mas ajuda a dimensionar por que a empresa mantém investimentos e procedimentos direcionados à segurança das operações portuárias.

Entre os tipos de ocorrência mais comuns apontados no relatório estão **quedas, tropeçamentos e manuseio manual**. A função das novas estações se relaciona diretamente a parte desse conjunto de riscos, pois a estrutura foi criada para o manuseio dos pinos durante a operação e para impedir que eles permaneçam no piso. A iniciativa tem alcance definido e não substitui as demais regras ou controles adotados pela empresa.

## Próxima etapa prevista em Hull

O próximo passo informado pela **ABP** é a instalação de mais quatro estações no Porto de Hull. A previsão amplia para oito unidades o conjunto mencionado para os terminais de Humber, considerando as quatro já instaladas em Immingham e as quatro planejadas. A continuidade do projeto mantém o mesmo foco: oferecer uma estrutura delimitada para a retirada dos pinos de bloqueio durante as operações com contêineres.

As estações de fixação mostram como uma intervenção física pode ser desenhada a partir dos riscos observados no próprio cais, da circulação de rebocadores e do manuseio dos **twist locks**. Para a ABP, a etapa seguinte será levar a solução prevista ao Porto de Hull, enquanto os dados de segurança de 2025 mantêm a necessidade de acompanhar quedas, tropeçamentos e atividades manuais nas operações portuárias.