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title: "TCP e SSA Marine reforçam terminais com novos guindastes"
author: "Redação"
date: "2026-09-22 07:30:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/22/tcp-e-ssa-marine-reforcam-terminais-com-novos-guindastes/md"
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## Resumo
- A TCP recebeu seu nono guindaste STS Super Post-Panamax no Porto de Montevidéu.
- A nova unidade da TCP tem 85 metros de altura, 62 metros de lança e capacidade de 65 toneladas em modo duplo.
- A TCP adquiriu cinco guindastes, com quatro unidades previstas para chegar em 2026 e atender um novo cais em 2027.
- A SSA Marine México recebeu dois guindastes STS e dois ERTG para o novo terminal de Guaymas.
- O terminal mexicano deve iniciar operações nas próximas semanas e movimentará contêineres, carga geral e automóveis.
- A concessão de Guaymas tem duração de 18 anos e inclui um cais de 329 metros e pátio de 44.236 metros quadrados.
- Os projetos estão em fases diferentes e as fontes não divulgam ganhos comparáveis de produtividade.

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Dois movimentos recentes reforçam a infraestrutura de contêineres na América Latina em momentos distintos de desenvolvimento. A **Terminal Cuenca del Plata (TCP)** recebeu seu nono guindaste ship-to-shore no Porto de Montevidéu, no Uruguai, ampliando o conjunto de equipamentos de uma operação já estruturada. No México, a **SSA Marine México** recebeu dois guindastes STS Super Post-Panamax e dois guindastes elétricos ERTG para o novo terminal de Guaymas, cuja entrada em funcionamento está prevista para as próximas semanas. A comparação mostra duas etapas da expansão portuária: reforço de uma instalação existente em Montevidéu e preparação operacional de um terminal que ainda começará a atender cargas.

## Montevidéu expande uma operação existente

A diferença de estágio aparece primeiro na posição ocupada pelo novo equipamento dentro de cada projeto. Em Montevidéu, a **TCP** incorporou uma unidade que passou a ser seu nono guindaste STS, fabricado pela ZPMC. O equipamento é classificado como Super Post-Panamax e possui **85 metros de altura** e 62 metros de lança, com alcance para embarcações de até 22 filas de contêineres. Os detalhes divulgados sobre o equipamento ajudam a dimensionar a preparação do terminal para navios de maior porte, sem transformar a chegada da unidade em uma medição automática de produtividade.

Esse nono guindaste também integra um plano mais amplo de renovação da estrutura da TCP. A unidade foi fabricada em **2024**, custou mais de US$ 10 milhões e é a primeira de um conjunto de cinco equipamentos adquiridos pela terminal. As outras quatro unidades estão previstas para chegar em 2026 e serão destinadas a um novo cais de 350 metros, cuja entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2027. O sistema Siemens Master Drive integra a tecnologia da nova unidade, conectando a aquisição atual ao cronograma futuro de expansão.

A sequência de entregas permite separar o efeito imediato do planejamento de longo prazo. A chegada do nono STS reforça a estrutura que a **TCP** já utiliza, enquanto as quatro unidades previstas para 2026 estão associadas a uma instalação que ainda será colocada em serviço. Essa distinção evita comparar diretamente um equipamento incorporado a um terminal em operação com um lote instalado antes da abertura de uma nova área. Nas informações divulgadas, o foco está na quantidade de guindastes, nas especificações e nos prazos de infraestrutura, não em índices de produtividade do cais.

## Guaymas prepara a estreia operacional

Enquanto Montevidéu recebe um novo equipamento para uma estrutura existente, Guaymas organiza a primeira fase de operação do novo terminal. A **SSA Marine México** recebeu duas gruas STS Super Post-Panamax e duas gruas elétricas ERTG. As unidades STS têm **62 metros de alcance** e capacidade de elevação de 65 toneladas. O terminal foi projetado para movimentar carga conteinerizada, carga geral e automóveis, e o início das operações está programado para as próximas semanas.

A preparação de Guaymas está ligada a uma concessão de longo prazo. A **SSA Marine** assinou com a ASIPONA Guaymas, em 15 de outubro de 2025, o acordo para operar a nova Terminal de Usos Múltiplos, com duração de **18 anos**. A primeira fase concentra-se no cais T1, com 329 metros de comprimento e 16 metros de profundidade, além de um pátio de 44.236 metros quadrados para contêineres, incluindo câmara frigorífica. A área total do terminal chega a 106.439 metros quadrados.

Esse desenho coloca os guindastes dentro de uma etapa de implantação que reúne cais, pátio e equipamentos antes da abertura ao mercado. A formalização ocorreu após uma licitação pública identificada como **ASIPONA/GUAYMAS/01/25**, dentro do Programa Mestre de Desenvolvimento Portuário 2022-2027. A administração portuária vinculou o projeto à instalação de tecnologia e à diversificação de cargas. Assim, o recebimento dos quatro equipamentos marca uma fase de preparação operacional, ainda sem dados divulgados sobre o desempenho efetivo do terminal após o início das atividades.

## As especificações delimitam o que se sabe

Quando os números dos equipamentos são colocados lado a lado, os dois projetos apresentam parâmetros voltados ao atendimento de navios de grande porte. O guindaste da **TCP** pode operar embarcações com até 22 filas de contêineres, movimentar 65 toneladas em modo duplo e alcançar 75 toneladas com gancho. Em Guaymas, os dois STS têm 62 metros de alcance e capacidade de elevação de **65 toneladas**. As especificações mostram a dimensão física dos equipamentos, mas não permitem concluir que os terminais terão o mesmo ritmo de movimentação.

A infraestrutura associada aos guindastes também segue cronogramas diferentes. Em Montevidéu, as quatro unidades adicionais previstas para 2026 serão direcionadas a um **novo cais de 350 metros**, com operação planejada para o segundo semestre de 2027. Em Guaymas, a primeira fase já contempla o cais T1 de 329 metros, profundidade de 16 metros e pátio de 44.236 metros quadrados. A comparação, portanto, não é apenas entre modelos de guindaste, mas entre uma expansão programada de terminal existente e a preparação de uma nova instalação.

As duas iniciativas utilizam equipamentos de grande porte voltados ao tráfego internacional de contêineres, mas o momento operacional altera a leitura de cada anúncio. Em Montevidéu, o nono STS se soma a uma frota já formada e participa de um plano que inclui um novo cais. Em Guaymas, os dois STS e os dois ERTG antecedem a entrada em operação do terminal e acompanham uma concessão de 18 anos. A chegada das máquinas sinaliza avanço na infraestrutura, enquanto os resultados operacionais dependerão da etapa seguinte de funcionamento e dos indicadores que ainda não foram divulgados.

## Os próximos marcos estão definidos

A agenda mais clara está dividida entre a ativação de Guaymas e a continuidade da expansão de Montevidéu. No México, o próximo marco anunciado é o início das operações do terminal nas próximas semanas, após o recebimento dos dois STS e dos dois ERTG. No Uruguai, a sequência prevista envolve a chegada das outras quatro unidades em **2026** e a entrada em operação do novo cais de 350 metros no segundo semestre de 2027. Cada prazo corresponde a uma fase diferente da implantação.

Para acompanhar os projetos, o indicador mais imediato em Guaymas será a passagem da instalação de equipamentos para a operação efetiva de cargas. Na TCP, a atenção estará na integração dos novos guindastes ao plano do cais futuro e na chegada das unidades restantes. As fontes confirmam as dimensões, a capacidade nominal de elevação, a composição dos lotes e os cronogramas de infraestrutura, mas não apresentam uma base comum para medir produtividade entre os dois terminais. Essa cautela é necessária porque equipamento instalado e desempenho operacional são informações distintas.

TCP e SSA Marine México, portanto, avançam por caminhos complementares na modernização portuária regional. Montevidéu amplia uma estrutura em funcionamento e prepara um novo cais para 2027; Guaymas recebe os equipamentos que antecedem a abertura de uma Terminal de Usos Múltiplos nas próximas semanas. O próximo passo de cada projeto será transformar a entrega física em operação acompanhada por dados concretos de atendimento, movimentação e integração ao terminal. Até lá, o fato mais sólido é a preparação de infraestrutura em duas fases distintas, sem antecipar resultados que ainda não foram publicados.