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title: "Antuérpia Bruges e Filipinas pactuam modernização portuária"
author: "Redação"
date: "2026-09-23 13:06:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/23/antuerpia-bruges-e-filipinas-pactuam-modernizacao-portuaria/md"
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## Resumo
- PPA e Port of Antwerp-Bruges International assinaram um memorando de entendimento com duração de cinco anos.
- A cooperação prevê troca de conhecimentos em operações, planejamento, digitalização, sustentabilidade, segurança, governança e capacitação técnica.
- Aplicações de smart port devem buscar a redução do tempo de retorno dos navios e dos gargalos logísticos.
- A PoABI apoiará a PPA na criação de estruturas para Parcerias Público-Privadas e atração de investimentos privados.
- A parceria ocorre junto de licitações para contratos de reabilitação e melhoria portuária estimados em 1,7 bilhão de pesos filipinos.
- O acordo ainda não apresenta resultados operacionais, metas numéricas ou terminais selecionados para projetos específicos.

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Em **22 de setembro de 2026**, a **Philippine Ports Authority** e a **Port of Antwerp-Bruges International** formalizaram um [memorando de entendimento de cinco anos](https://portcalls.com/ppa-antwerp-bruges-group-ink-5-year-pact-on-port-modernization) para modernizar a gestão e o desenvolvimento dos portos filipinos. Assinado por Jay Santiago, gerente geral da PPA, e Maartje Driessens, chefe de desenvolvimento de negócios da PoABI, o pacto prevê transferência de conhecimentos em operações, planejamento, digitalização e capacitação. A cooperação também abre espaço para estruturar Parcerias Público-Privadas e enfrentar gargalos logísticos sem apresentar resultados operacionais que ainda não foram divulgados.

## Conhecimento para mudar a operação

Como instrumento institucional, o acordo organiza a cooperação em torno de práticas de gestão portuária, e não de uma única obra ou equipamento. O intercâmbio previsto abrange **operações e planejamento**, duas áreas que determinam como os terminais distribuem recursos, coordenam fluxos e respondem à demanda. A transferência de conhecimento permite que a experiência da PoABI seja trabalhada pela PPA dentro das necessidades dos portos filipinos, com foco na formação de capacidades permanentes.

Esse eixo também alcança a digitalização. A PoABI deverá apoiar a PPA na adoção de aplicações de **smart port**, com o objetivo declarado de reduzir o tempo de retorno dos navios e diminuir gargalos nas operações portuárias filipinas, conforme detalhado pelo [Philippine Star](https://www.philstar.com/business/2026/09/23/2558144/ppa-taps-eu-port-giant-terminal-upgrades). A conexão entre dados operacionais e decisões de gestão aparece, portanto, como uma frente prática da parceria, ainda que o acordo não divulgue sistemas específicos, metas numéricas ou prazos intermediários para essa transformação.

A capacitação técnica completa esse desenho. O memorando inclui **governança e qualidade dos serviços**, o que amplia a discussão para os procedimentos que sustentam uma operação previsível e controlada. Em vez de limitar a cooperação à implantação de tecnologia, a proposta relaciona ferramentas digitais a pessoas, processos e padrões de decisão. O prazo de cinco anos oferece o período previsto para desenvolver essa capacidade, mas a efetividade dependerá da execução das atividades acordadas.

## PPP aproxima modernização e investimento

A frente financeira do pacto aparece na exploração de oportunidades de investimento em **Parcerias Público-Privadas**. A PoABI ajudará a PPA a desenvolver estruturas capazes de atrair empresas privadas para projetos portuários. Essa tarefa conecta o conhecimento institucional à preparação de modelos de concessão, pois a modernização depende de regras que definam responsabilidades, padrões de serviço e condições para participação privada.

Essa agenda coincide com a preparação de contratos de reabilitação e melhoria portuária estimados em **1,7 bilhão de pesos filipinos**. A programação de licitações está vinculada aos esforços da PPA para elevar a prontidão operacional de futuros projetos de concessão e de melhoria da infraestrutura, segundo a contextualização publicada pelo BusinessWorld. O valor citado está associado a contratos que serão licitados, enquanto o memorando estabelece a cooperação que pode apoiar a preparação institucional para esse ciclo de investimentos.

A parceria ainda inclui dimensões que afetam a continuidade das operações. O escopo menciona **sustentabilidade e segurança**, além de qualidade de serviço, governança, gestão de crises e desenvolvimento de portos de cruzeiro. Esses temas colocam a modernização em uma perspectiva operacional mais ampla, na qual a eficiência precisa conviver com controle de riscos e capacidade de resposta. A PoABI e a PPA terão, assim, uma agenda que combina melhoria de terminais com preparação administrativa e técnica.

## Execução definirá o valor do acordo

O prazo de **cinco anos** dá continuidade à cooperação, mas a informação divulgada até agora não apresenta um calendário de entregas, indicadores de desempenho ou terminais selecionados para projetos específicos. Essa ausência impede tratar a assinatura como garantia de redução imediata dos tempos de navio ou de eliminação dos gargalos. O resultado dependerá da passagem das diretrizes para rotinas, treinamentos, projetos digitais e estruturas de investimento aplicáveis aos portos filipinos.

A participação de **Jay Santiago** e **Maartje Driessens** na assinatura identifica as instituições responsáveis pelo início da parceria e dá forma administrativa ao compromisso. A PPA conduz a agenda local de modernização, enquanto a PoABI contribui com experiência internacional e apoio ao desenvolvimento de modelos para participação privada. Essa divisão torna a governança da cooperação um ponto de acompanhamento, especialmente quando as iniciativas avançarem da troca de conhecimento para contratos ou projetos operacionais.

Os dois eixos precisam avançar de maneira coordenada. A digitalização só alcançará o objetivo de reduzir o retorno dos navios se estiver ligada a processos capazes de usar os dados nas operações; da mesma forma, uma estrutura de **PPP** precisará incorporar padrões de serviço, segurança e sustentabilidade desde a fase de preparação. O acordo declara essas frentes, mas ainda não informa quais soluções serão priorizadas nem como a PPA medirá os efeitos sobre a cadeia logística local.

## Próximos passos estão ligados às concessões

O próximo movimento concreto previsto no pacto é a exploração de oportunidades de investimento em **projetos de PPP**, em paralelo à agenda de licitações para reabilitação e melhoria portuária. A relação com contratos estimados em 1,7 bilhão de pesos filipinos mostra que a cooperação ocorre junto de uma necessidade prática de preparar concessões e infraestrutura. Para os operadores e usuários, o ponto de atenção será verificar se a transferência de conhecimento chega aos procedimentos que afetam o atendimento dos navios.

Ao longo dos cinco anos, a parceria poderá ser avaliada pelos objetivos que já foram declarados: melhoria dos padrões operacionais, avanço da digitalização, capacitação técnica e redução de gargalos logísticos. A assinatura cria uma estrutura de trabalho, não um resultado concluído. O valor do acordo aparecerá quando a PPA transformar a cooperação com a PoABI em capacidades verificáveis, projetos preparados e serviços portuários mais consistentes nas Filipinas.