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title: "Portos verdes avançam com plano diretor e ferramentas digitais"
author: "Redação"
date: "2026-09-23 13:06:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/23/portos-verdes-avancam-com-plano-diretor-e-ferramentas-digitais/md"
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## Resumo
- PIONEERS e MAGPIE encerraram cinco anos de pesquisa portuária em 17 de setembro de 2026.
- Os projetos entregaram um Plano Diretor de Portos Verdes à Comissão Europeia.
- PIONEERS realizou 19 demonstrações e MAGPIE conduziu 14 testes em infraestruturas portuárias reais.
- O plano reúne métodos práticos, calculadoras de pegada de carbono e testes para identificar barreiras.
- O Green Port Master Plan Handbook Explorer e o Green Innovation Compass foram disponibilizados gratuitamente.
- A adoção em escala dependerá de superar barreiras regulatórias, financeiras e organizacionais.

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Os projetos **PIONEERS** e **MAGPIE** encerraram cinco anos de pesquisa e inovação portuária em **17 de setembro de 2026**, durante uma conferência realizada em Roterdã, nos Países Baixos. Financiados pela União Europeia, os consórcios entregaram à Comissão Europeia um Plano Diretor de Portos Verdes e disponibilizaram ferramentas digitais gratuitas para apoiar autoridades portuárias na transição energética e ambiental. A conclusão desloca o foco dos testes isolados para métodos de planejamento que podem ser consultados por outros portos europeus.

## Cinco anos para testar novas rotas

A conferência final ocorreu no centro de conferências **De Doelen**, em Roterdã, reunindo decisores políticos, autoridades portuárias, representantes da indústria e especialistas internacionais. As discussões abordaram transição energética, digitalização, segurança e resiliência de infraestruturas, financiamento de inovação e evolução das profissões portuárias. A pauta mostrou que a modernização portuária envolve decisões técnicas, financeiras e organizacionais conectadas entre si.

Coordenado pelo Porto de Antuérpia-Bruges, o **PIONEERS** realizou **19 demonstrações** com a participação de Barcelona, Venlo e Constanța. O projeto teve duração de outubro de 2021 a setembro de 2026, orçamento de **33,4 milhões de euros** e 45 parceiros envolvidos. Sua estrutura foi organizada em quatro pilares, incluindo produção e fornecimento de energia limpa, design portuário sustentável, otimização de fluxos e transformação digital.

Na outra frente, o **MAGPIE** foi coordenado pelo Porto de Roterdã e realizou **14 demonstrações** com HAROPA PORT, Sines e DeltaPort. Os testes abrangeram soluções de energia limpa, combustíveis alternativos, eletrificação, digitalização e infraestrutura portuária real. A combinação dos dois projetos ampliou a variedade de situações avaliadas sem atribuir aos consórcios resultados operacionais além das demonstrações descritas pelas fontes.

## O teste vira método de planejamento

A entrega à **Comissão Europeia** transforma os resultados dos projetos em uma referência de planejamento para portos que precisam estruturar sua transição ambiental. O Plano Diretor de Portos Verdes reúne procedimentos para orientar decisões e organizar etapas de implantação. A proposta pode ser consultada no [registro oficial da CINEA](https://cinea.ec.europa.eu/news-events/news/magpie-and-pioneers-conclude-five-years-innovation-greener-european-ports-2026-09-22_en), agência executiva responsável por acompanhar iniciativas da União Europeia.

O plano inclui **métodos práticos**, calculadoras de pegada de carbono e testes destinados a identificar barreiras à transição. As calculadoras oferecem uma forma padronizada de tratar as emissões no planejamento, enquanto os testes ajudam a localizar obstáculos antes que uma solução seja levada a uma etapa mais ampla. A utilidade do material está nessa combinação entre diagnóstico e organização da decisão, sem apresentar uma tecnologia única como resposta para todos os portos.

O alcance também foi ampliado pela disponibilização das ferramentas para portos europeus além dos **90 parceiros** dos consórcios. O material está alinhado aos objetivos do **European Green Deal** e à Estratégia de Portos da União Europeia adotada em março de 2026. O Porto de Roterdã informa que o plano foi concebido como um passo a passo de uso livre para apoiar operações mais verdes e resilientes em diferentes autoridades portuárias.

## Ferramentas organizam decisões diferentes

O PIONEERS entregou o **Green Port Master Plan Handbook Explorer**, ferramenta digital associada ao plano diretor produzido pelo projeto. Seu valor está em reunir o conhecimento acumulado durante as demonstrações em uma estrutura que pode ser consultada por autoridades portuárias. A ferramenta não substitui estudos específicos de cada instalação, mas oferece um ponto de partida comum para avaliar alternativas de energia limpa e desenho sustentável.

O MAGPIE disponibilizou o **Green Innovation Compass**, segundo instrumento gratuito resultante do ciclo de cinco anos. A ferramenta amplia o conjunto de referências disponíveis para portos interessados em organizar sua transição. Ao lado do Handbook Explorer, ela conecta a experiência dos testes com a necessidade de planejar investimentos, avaliar barreiras e definir prioridades sem restringir o uso aos participantes originais.

A integração aparece na forma como os projetos distribuíram os problemas de planejamento. A frente de **energia limpa** foi analisada junto aos combustíveis alternativos, enquanto a eletrificação foi relacionada ao design sustentável da infraestrutura portuária. Em outra dimensão, a transformação digital foi associada à otimização de fluxos. Essa divisão ajuda a entender que a transição depende de decisões complementares, e não de uma única intervenção técnica.

## A escala depende de governança e financiamento

As discussões realizadas em Roterdã mostraram que a etapa seguinte exige coordenação entre autoridades, indústria e formuladores de políticas. Além das tecnologias, a conferência tratou de **segurança**, resiliência de infraestruturas, financiamento da inovação e mudanças nas profissões portuárias. Esses temas conectam a implantação física das soluções ao funcionamento diário das organizações responsáveis pelos terminais e pelos serviços marítimos.

Os líderes dos projetos e consultores da CINEA identificaram barreiras **regulatórias, financeiras e organizacionais** para levar as soluções a uma escala maior. A existência de ferramentas gratuitas reduz a dificuldade de acesso ao conhecimento, mas não resolve sozinha as condições de contratação, financiamento e operação. Por isso, a expansão também depende de modelos de negócios viáveis que envolvam indústria e governo.

O próximo passo está definido pelo próprio legado dos consórcios: usar o **Plano Diretor de Portos Verdes** e as duas ferramentas digitais como referências abertas para novos processos de planejamento. A entrega não anuncia resultados operacionais universais nem elimina as barreiras identificadas. Ela fornece métodos, cálculos e testes que permitem às autoridades avaliar suas próprias condições e decidir como avançar, mantendo a inovação portuária ligada a recursos, regras e responsabilidades concretas.