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title: "Formação prepara portos para inovação e cibersegurança"
author: "Redação"
date: "2026-09-28 09:05:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/28/formacao-prepara-portos-para-inovacao-e-ciberseguranca/md"
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## Resumo
- Equipe feminina do IFSP Cubatão vence o Porto Hack Santos 2026 com solução de inteligência artificial para a DUIMP.
- A competição reuniu 27 equipes, seis finalistas, mais de 100 universitários e 30 mentores.
- A premiação incluiu estágios na Multilog e na Bandeirantes-Deicmar.
- LAC4 e CIRT-BS realizaram treinamento de cibersegurança marítima nas Bahamas entre 21 e 23 de setembro de 2026.
- O workshop tratou de infraestrutura crítica, segurança da cadeia de suprimentos e resposta a incidentes.
- Um exercício tabletop testou a prontidão das autoridades contra ciberataques.
- Os eventos foram independentes, mas mostram como inovação e capacitação digital se complementam nos portos.

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Em setembro de 2026, duas iniciativas independentes mostraram como a formação de pessoas acompanha a transformação tecnológica dos portos. No Brasil, uma equipe feminina do **IFSP Cubatão** venceu a 6ª edição do Porto Hack Santos, concluída em 22 de setembro, com uma proposta de inteligência artificial para a logística de importação. Nas Bahamas, o **LAC4** e a equipe CIRT-BS realizaram, entre 21 e 23 de setembro, um treinamento sobre cibersegurança marítima. Ocorridos em locais diferentes, os eventos não constituíram um programa conjunto, mas apresentam frentes complementares de preparação para operações digitais e riscos tecnológicos.

## Inovação que nasce da formação

No Brasil, o Porto Hack Santos transformou uma competição acadêmica em espaço de aplicação tecnológica para a logística portuária. Uma equipe feminina de cinco estudantes de Engenharia de Controle e Automação do **IFSP, campus Cubatão**, venceu a sexta edição com o projeto "Gestão Inteligente e Nacionalização de Cargas com a DUIMP!". A proposta utiliza inteligência artificial para otimizar a conexão entre agentes logísticos diante do Novo Processo de Importação, eixo que aproxima a formação universitária de uma mudança operacional no comércio exterior. [A cobertura da competição](https://www.informativodosportos.com.br/porto-hack-santos-2026-consagra-equipe-feminina-do-ifsp-cubatao) detalha a conquista e o projeto desenvolvido pelas estudantes.

O alcance da maratona aparece na quantidade de participantes e na estrutura de orientação. O Porto Hack Santos reuniu **27 equipes**, teve seis finalistas e contou com mais de 100 universitários e 30 mentores. A premiação incluiu estágios na **Multilog** e na Bandeirantes-Deicmar, conectando o resultado acadêmico a experiências profissionais em empresas ligadas às operações logísticas. A presença de mentores e a possibilidade de estágio dão ao desafio uma dimensão prática, pois a ideia apresentada precisa seguir em contato com as exigências do setor.

O projeto vencedor concentrou a inovação em um problema específico: melhorar a conexão entre agentes logísticos durante o Novo Processo de Importação. Essa escolha evita tratar a inteligência artificial como solução genérica e a vincula a um fluxo definido de cargas e informações. Para os estudantes, a competição oferece um exercício de formulação e aplicação de tecnologia; para o setor, coloca uma nova geração em contato com a **DUIMP** e com a necessidade de coordenação entre participantes da cadeia de importação.

## Cibersegurança entra na rotina

Nas Bahamas, a preparação assumiu outra forma e tratou diretamente da proteção das operações marítimas. O Centro de Competência Cibernética para a América Latina e o Caribe, o **LAC4**, trabalhou com a equipe de resposta a incidentes CIRT-BS em um treinamento realizado de 21 a 23 de setembro de 2026. O programa abordou cibersegurança, resiliência digital e proteção de infraestrutura crítica. Também incluiu segurança da cadeia de suprimentos e resposta a incidentes, conectando a defesa dos sistemas à continuidade das atividades portuárias. [O relato do LAC4](https://www.lac4.eu/lac4-strengthen-cyber-resilience-of-the-bahamas-maritime-sector) apresenta a estrutura da capacitação.

O workshop ocorreu no **Paul Farquharson Conference Centre**, em Nassau, e reuniu oficiais de portos, alfândega, segurança, forças da lei e inovação digital. A composição dos participantes mostra que o risco cibernético não fica restrito ao departamento de tecnologia. Ele alcança autoridades e áreas que compartilham informações, controlam acessos ou participam da resposta a ocorrências no ambiente marítimo. A capacitação, portanto, tratou a proteção digital como uma responsabilidade distribuída entre diferentes funções da operação.

A preparação incluiu um exercício de simulação, conhecido como **tabletop**, para testar a prontidão dos participantes diante de ciberataques. As sessões foram lideradas pelos especialistas da União Europeia **Lisbeth Laurie** e Dan Ungureanu, que abordaram inteligência artificial, automação e os riscos do fator humano na segurança marítima. O governo das Bahamas também apontou que a dependência crescente de tecnologia nas operações portuárias criou novas vulnerabilidades, com possibilidade de interrupções no comércio, no turismo e na segurança nacional.

## Competências para reduzir interrupções

Lidos em conjunto, os dois eventos apresentam uma divisão clara de competências. O Porto Hack Santos trabalhou a capacidade de criar uma solução para um fluxo de importação; o treinamento nas Bahamas testou a capacidade de reconhecer e responder a uma ameaça contra sistemas marítimos. Um desenvolve a aplicação de inteligência artificial em uma demanda logística específica, enquanto o outro exercita procedimentos para preservar a continuidade operacional. Essa diferença permite observar a transformação digital portuária por dois ângulos, o da inovação e o da proteção.

Essa diferença de foco também define os públicos envolvidos. No Brasil, estudantes universitários receberam mentoria, competiram entre si e tiveram acesso a estágios na **Multilog** e na Bandeirantes-Deicmar. Nas Bahamas, autoridades portuárias e marítimas participaram de uma capacitação voltada à infraestrutura crítica e à resposta a incidentes. Em ambos os casos, o desenvolvimento de competências ocorreu a partir de situações concretas, com uma proposta de IA aplicada à importação de um lado e uma simulação de ataque cibernético do outro.

O elo entre as iniciativas está na necessidade de preparar pessoas antes que a tecnologia amplie a exposição das operações. A equipe vencedora do IFSP trabalhou para melhorar a conexão entre agentes logísticos no **Novo Processo de Importação**. O LAC4, por sua vez, conectou conhecimento europeu às necessidades dos países caribenhos e atua como um hub regional de educação e treinamento. As ações não foram conectadas institucionalmente, mas apontam para a mesma exigência operacional: profissionais capazes de usar sistemas digitais e de reagir quando eles estiverem sob ameaça.

Os próximos resultados já definidos aparecem em duas frentes. A premiação do Porto Hack Santos inclui estágios na **Multilog** e na Bandeirantes-Deicmar, levando a solução desenvolvida no ambiente acadêmico para a experiência profissional. Nas Bahamas, o exercício tabletop mediu a prontidão das autoridades contra ciberataques, enquanto o LAC4 mantém a função regional de educação e treinamento. A formação deixa de ser etapa periférica e passa a conectar inovação, segurança da cadeia de suprimentos e continuidade das operações portuárias.