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title: "Dhamra opera porto com eletricidade 100% renovável"
author: "Redação"
date: "2026-09-29 12:11:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/09/29/dhamra-opera-porto-com-eletricidade-100-renovavel/md"
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## Resumo
- Dhamra Port tornou-se o primeiro porto privado de grande porte e multi-carga da Índia a operar com eletricidade 100% renovável.
- A transição entrou em vigor em agosto de 2026 e foi anunciada pela APSEZ em setembro do mesmo ano.
- O terminal consome mais de 9 milhões de unidades de eletricidade por mês e supera 108 GWh de consumo renovável anual.
- A planta híbrida da APSEZ em Khavda fornece entre 25% e 30% da energia utilizada pelo porto.
- Contratos de acesso aberto respondem por 10% a 15% do fornecimento, enquanto o acordo de Consumidor Verde em Odisha supera 55%.
- A mudança elimina as emissões de Escopo 2 associadas à eletricidade comprada e atende operações portuárias durante 24 horas.

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Em agosto de 2026, o **Dhamra Port**, em Odisha, passou a operar integralmente com eletricidade de origem 100% renovável. A mudança foi anunciada pela **Adani Ports and Special Economic Zone Ltd (APSEZ)** em setembro e tornou o terminal o primeiro porto privado de grande porte e multi-carga da Índia a atingir essa marca. O objetivo operacional é eliminar as emissões de **Escopo 2** associadas à eletricidade comprada e integrar o terminal à estratégia de Net-Zero da empresa. [Os detalhes da transição energética do Dhamra Port](https://www.theweek.in/news/maritime/2026/09/29/the-green-maritime-leap-how-adanis-dhamra-port-achieved-100-renewable-status.html) mostram que o resultado depende de uma estrutura de fornecimento definida, e não apenas de uma declaração ambiental.

## Uma demanda portuária de grande escala

O marco ganha dimensão quando relacionado ao volume movimentado pelo terminal. O Dhamra Port processou **48,8 milhões de toneladas** no último ano financeiro e possui capacidade de **60 milhões de toneladas**. Essa operação exige mais de 90 lakh, ou **9 milhões de unidades de eletricidade por mês**, uma demanda que precisa ser atendida de forma contínua para sustentar as atividades portuárias. A transição, portanto, foi desenhada para uma instalação de grande porte, com consumo energético compatível com operações intensivas.

A primeira parcela do fornecimento vem da planta híbrida da **APSEZ em Khavda**, no estado de Gujarat. Essa unidade responde por aproximadamente **25% a 30%** da eletricidade utilizada pelo Dhamra Port. A participação mostra como uma instalação localizada em outro estado pode integrar a matriz energética de um terminal marítimo por meio de uma estrutura corporativa de geração e suprimento. O arranjo conecta a demanda do porto a uma fonte renovável dedicada dentro da estratégia energética da própria APSEZ.

As demais parcelas completam a composição contratual. Entre **10% e 15%** da energia chegam por acordos de acesso aberto com terceiros, enquanto mais de **55%** são atendidos por um arranjo de Consumidor Verde com a concessionária estadual de Odisha. A combinação distribui o atendimento da carga elétrica entre geração própria, contratação no mercado e fornecimento regulamentado de origem renovável. Para um terminal que consome energia continuamente, essa divisão transforma a origem da eletricidade em parte da arquitetura operacional.

## Escopo 2 deixa de ser apenas uma meta

Essa estrutura de suprimento produz um efeito específico na contabilidade ambiental da operação. A APSEZ informa que a transição elimina as emissões de **Escopo 2** relacionadas à eletricidade comprada pelo Dhamra Port. A distinção importa porque o anúncio não trata apenas de uma intenção futura de reduzir emissões, mas da substituição da origem da energia consumida pelo terminal. O resultado está associado à eletricidade efetivamente fornecida por fontes renováveis dentro da matriz apresentada.

A energia renovável sustenta operações durante **24 horas**, incluindo movimentação de carga, armazenamento e atividades de logística ferroviária. O consumo anual supera **108 GWh**, volume que traduz em escala anual a demanda mensal superior a 9 milhões de unidades. A abrangência evita restringir a descarbonização a um equipamento ou a uma etapa isolada do cais. O fornecimento alcança as atividades que mantêm o fluxo de cargas e a conexão ferroviária do porto.

O alcance da mudança acompanha a posição do Dhamra Port como terminal privado de grande escala e multi-carga. Ao operar com eletricidade 100% renovável, o porto aplica a mesma diretriz energética à movimentação de cargas, à armazenagem e às atividades logísticas ferroviárias. Essa abrangência oferece um parâmetro operacional mais concreto do que uma meta corporativa sem indicação de como a energia será entregue. O caso combina escala de movimentação, consumo elevado e contratos específicos de fornecimento.

## O que o modelo ensina aos terminais

O principal aprendizado está na separação entre o objetivo ambiental e os meios para alcançá-lo. A APSEZ não apresentou apenas uma promessa de uso futuro de fontes renováveis: a empresa descreveu uma matriz com percentuais, origem geográfica e modalidades de contratação. A planta híbrida de Khavda responde por uma parcela definida, o acesso aberto cobre outra parte e o acordo de Consumidor Verde completa a maior fatia do suprimento. Essa transparência permite relacionar a meta de descarbonização à operação diária.

A arquitetura também mostra que a transição energética portuária depende de mais de um mecanismo de fornecimento. No Dhamra Port, a eletricidade renovável chega por uma planta da própria APSEZ, por contratos com terceiros e pela concessionária estadual de Odisha. A solução mantém o atendimento de um consumo anual superior a **108 GWh** enquanto apoia a estratégia de Net-Zero da companhia. Para gestores portuários, o ponto central está em dimensionar a demanda e associá-la a fontes contratadas capazes de acompanhar a rotina do terminal.

O Dhamra Port deixa, assim, um caso concreto para a discussão sobre eletrificação portuária. A operação entrou em vigor em **agosto de 2026**, cobre atividades realizadas continuamente e elimina as emissões de Escopo 2 ligadas à eletricidade comprada. O próximo parâmetro para o setor não é apenas anunciar energia limpa, mas demonstrar como a carga elétrica de um terminal será atendida, por quais fontes e com qual alcance operacional. Nesse sentido, a experiência da APSEZ transforma a origem da energia em uma variável de gestão portuária.