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title: "Descarbonização portuária avança em Batumi e Roterdã"
author: "Redação"
date: "2026-10-02 07:39:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/02/descarbonizacao-portuaria-avanca-em-batumi-e-roterda/md"
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## Resumo
- Batumi Sea Port visitou Hamburgo entre 20 e 24 de setembro de 2026 para estudar práticas de gestão ambiental e descarbonização.
- A missão ocorreu sob um projeto da OSCE e incluiu observações sobre energia em terra, hidrogênio e automação portuária.
- A auditoria de recertificação EcoPorts/PERS de Batumi está prevista para outubro de 2026.
- O Rotterdam Shortsea Terminals recebeu em 1º de outubro um ReachStacker Hyster movido a célula de combustível de hidrogênio.
- O equipamento usa motor Nuvera de 60 kW, bateria de íon-lítio de 130 kWh e foi projetado para contêineres de 45 pés.
- O projeto de Roterdã terá cinco anos e demonstrará reabastecimento modular de hidrogênio, operação autônoma da rede elétrica e treinamento profissional.

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Entre 20 e 24 de setembro de 2026, representantes do **Batumi Sea Port**, na Geórgia, visitaram Hamburgo para estudar práticas de descarbonização antes da recertificação EcoPorts/PERS prevista para outubro. Em **1º de outubro de 2026**, o Rotterdam Shortsea Terminals recebeu um ReachStacker da Hyster movido a célula de combustível de hidrogênio. As duas iniciativas perseguem a redução de emissões nas operações portuárias, mas ocupam pontos diferentes da implantação: Batumi organiza conhecimento e gestão ambiental, enquanto Roterdã coloca um equipamento em um projeto de inovação. A comparação separa a preparação institucional do teste operacional sem antecipar resultados de produtividade ou emissões.

## Batumi prepara o sistema antes da auditoria

A missão de Batumi ocorreu sob o projeto da OSCE "Promoting Green Ports and Connectivity in the Caspian Sea Region". A agenda buscou aprimorar o **sistema de gestão ambiental** do porto, reduzir emissões e elevar a eficiência energética antes da auditoria de recertificação. O movimento coloca a governança no centro da transição, porque a adoção de uma solução depende também de procedimentos capazes de acompanhar seu desempenho. A visita técnica funcionou, portanto, como etapa de preparação para uma verificação formal do modelo ambiental do terminal.

Durante essa agenda, a delegação observou sistemas de **energia em terra** e tecnologia de hidrogênio no terminal Tollerort. O primeiro recurso permite analisar como a infraestrutura em terra participa da redução de emissões durante as operações portuárias, enquanto o segundo aproxima Batumi de soluções voltadas ao uso de combustíveis de menor emissão. A visita não foi apresentada como implantação imediata dessas tecnologias no porto georgiano. Ela serviu para reunir referências operacionais que poderão orientar a atualização do sistema de gestão ambiental.

Na mesma programação, os representantes conheceram a **automação do terminal Altenwerder**, também em Hamburgo. Esse contato amplia a avaliação para além da energia utilizada pelos equipamentos e alcança a forma como os fluxos operacionais são coordenados. O próximo marco anunciado para Batumi é a auditoria de recertificação agendada para outubro de 2026. Até lá, o porto precisa transformar o conhecimento observado na Alemanha em procedimentos compatíveis com sua própria operação e com os critérios ambientais que pretende atender.

## Roterdã leva o hidrogênio ao pátio

Em Roterdã, a mudança começou pela entrega de um ativo específico. A Hyster RSJ46-33XDH/62 foi entregue ao **Rotterdam Shortsea Terminals** em 1º de outubro de 2026 como parte de um projeto de inovação de cinco anos apoiado pela União Europeia, pela Província de South Holland e pelo Just Transition Fund. A iniciativa não se limita à aquisição de uma máquina, pois organiza um período prolongado de testes em ambiente portuário. A descrição do [projeto de Roterdã](https://www.hyster.com/en-us/north-america/why-hyster/press-releases/2026/hyster-hydrogen-fuel-cell-reachstacker-supports-sustainable-ports-project-at-rotterdam-shortsea-terminals) concentra-se na integração do equipamento a uma agenda mais ampla de inovação.

Na parte técnica, o ReachStacker utiliza um **motor de célula de combustível Nuvera de 60 kW** para alimentar uma bateria de íon-lítio de 130 kWh. O conjunto foi projetado para a movimentação intensiva de contêineres de 45 pés, uma aplicação que exige disponibilidade do equipamento e capacidade para ciclos repetidos de trabalho. A arquitetura combina geração de energia pela célula de combustível com armazenamento em bateria, mas a informação divulgada não apresenta métricas de produtividade ou de redução de emissões após a entrega. O foco, neste momento, está no desenho da solução e no ambiente de demonstração.

Além do veículo, o projeto prevê um laboratório vivo para demonstrar o **reabastecimento modular de hidrogênio** e a operação autônoma da rede elétrica local. A proposta transforma o terminal em espaço de aprendizagem sobre abastecimento, energia e uso do equipamento em condições reais de movimentação de contêineres. O local também deverá funcionar como centro de treinamento para profissionais do setor portuário. Dessa forma, o teste em Roterdã combina a avaliação de uma máquina com a capacitação das equipes que precisarão operar e manter a solução.

## Do aprendizado ao teste operacional

Comparadas diretamente, as duas frentes mostram uma sequência diferente de descarbonização. **Batumi** começou pelo intercâmbio técnico e pela atualização do sistema de gestão ambiental, com uma auditoria prevista como próximo ponto de verificação. **Roterdã** começou pela entrega de um equipamento conectado a um projeto de inovação de cinco anos. Em um caso, a prioridade anunciada é preparar a estrutura de gestão para medir e organizar a transição; no outro, é testar uma aplicação de hidrogênio dentro do pátio. Essa distinção ajuda a evitar a leitura de que uma única tecnologia resolve todas as etapas da mudança.

Essa diferença também aparece quando os projetos são observados à luz de experiências anteriores. No Porto de Valência, o projeto H2Ports validou um **ReachStacker a célula de combustível** e uma estação móvel de reabastecimento. As experiências foram usadas como prova de conceito sobre viabilidade, segurança e requisitos de manutenção do hidrogênio em ambientes reais de terminais. A iniciativa de Roterdã segue a mesma lógica de aprendizagem prática, mas acrescenta a operação autônoma da rede elétrica local e a formação de profissionais como componentes do campo de testes.

Por isso, os próximos marcos são diferentes e complementares. Batumi tem a **auditoria de recertificação prevista para outubro de 2026**, que deverá verificar a evolução de seu sistema de gestão ambiental. Roterdã tem pela frente um projeto de inovação de cinco anos, com demonstração de reabastecimento modular e treinamento de equipes. A descarbonização portuária avança quando governança e equipamento caminham juntos: uma frente cria as condições para acompanhar a mudança, enquanto a outra produz experiência operacional sobre o uso do hidrogênio no pátio.