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title: "Vports investirá R$ 100 milhões no Cais de Capuaba em 2026"
author: "Redação"
date: "2026-10-06 17:01:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/06/vports-investira-r-100-milhoes-no-cais-de-capuaba-em-2026/md"
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## Resumo
- Vports prevê mais de R$ 100 milhões para modernizar o Cais de Capuaba em 2026.
- O plano inclui recuperação da malha ferroviária, ampliação de granéis sólidos e automação.
- Uma moega ferroviária para ferro-gusa será construída pela Multilift em contrato de 17 anos.
- A VLI iniciou em 20 de agosto de 2026 o transporte ferroviário de ferro-gusa de Minas Gerais para a Vports.
- A Vports também investiu R$ 35 milhões na expansão de 70 mil metros quadrados da área de contêineres.
- O projeto integra um pacote de R$ 600 milhões distribuído por 16 novos contratos portuários no Espírito Santo.

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Mais de **R$ 100 milhões** serão direcionados pela **Vports** ao Cais de Capuaba, no Espírito Santo, em 2026, com participação de parceiros que atuam no terminal. O plano combina recuperação da infraestrutura ferroviária, expansão da armazenagem de granéis sólidos e automação operacional para viabilizar novas operações de carga. A iniciativa conecta diferentes etapas do fluxo portuário e amplia a capacidade de integração entre ferrovia, pátios e cais. A [proposta anunciada pela Vports](https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/vports-investira-r-100-milhoes-para-integracao-ferroviaria-com-cais-de-capuaba-em-2026) coloca a modernização de Capuaba no centro da estratégia de expansão para 2026.

## A ferrovia entra no desenho do terminal

O investimento foi estruturado para atacar simultaneamente a conexão ferroviária e a capacidade de processamento de cargas. A **recuperação da malha ferroviária** aparece ao lado da ampliação da armazenagem de granéis sólidos e dos projetos de automação, formando um único plano de modernização para o Cais de Capuaba. Essa combinação aproxima a infraestrutura de chegada da carga das áreas de recebimento e movimentação, reduzindo a separação entre o acesso ferroviário e a operação portuária. Para o terminal, a obra ferroviária deixa de ser uma intervenção isolada e passa a integrar o desenho operacional previsto para 2026.

Um dos projetos já vinculados ao plano é a construção de uma **moega ferroviária para ferro-gusa**. A instalação será realizada pela **Multilift** dentro de um contrato de 17 anos, criando uma estrutura dedicada para o recebimento da carga transportada por ferrovia. A parceria entre Vports, VLI e Multilift estabelece uma alternativa logística para o deslocamento do produto até o porto. O prazo contratual associa a obra física a uma relação operacional de longo prazo, conectando investimento, movimentação e utilização do terminal.

A operação ferroviária ganhou uma data definida no cronograma de 2026. A **VLI** iniciou em 20 de agosto a movimentação de ferro-gusa de Minas Gerais para a Vports, utilizando a nova moega e a integração logística estabelecida com a Multilift. O início da circulação mostra que a infraestrutura planejada para Capuaba foi vinculada a uma operação concreta de transporte. A partir dessa etapa, a recuperação ferroviária passa a ser observada junto com a capacidade de armazenagem e o fluxo de embarque no terminal.

## Granéis e contêineres avançam juntos

A recuperação da **pera ferroviária** é acompanhada pela ampliação da capacidade de armazenagem de granéis sólidos, dois movimentos que atendem ao mesmo objetivo operacional. A estrutura ferroviária cria condições para o recebimento de cargas como o ferro-gusa, enquanto a área de granéis dá suporte à permanência e ao encaminhamento do material dentro do terminal. Essa ligação entre acesso, armazenagem e cais é o eixo físico do plano anunciado pela Vports. A obra, portanto, não se limita ao trilho: ela está associada à reorganização das áreas que recebem a carga antes da operação marítima.

O pacote também alcança a movimentação de contêineres. A **Vports investiu R$ 35 milhões** na expansão de uma área de contêineres de 70 mil metros quadrados, ampliando a estrutura disponível no Cais de Capuaba. Embora o projeto ferroviário tenha como referência inicial o transporte de ferro-gusa, a expansão de contêineres acrescenta outra frente ao programa de capacidade do terminal. A combinação entre cargas a granel e conteinerizadas amplia o alcance da modernização sem separar a infraestrutura portuária das necessidades de armazenagem.

Capuaba faz parte de um programa mais amplo de transformação da logística capixaba. O conjunto anunciado soma **R$ 600 milhões** em investimentos distribuídos por **16 novos contratos portuários**, dos quais mais de R$ 100 milhões estão associados ao Cais de Capuaba. A modernização ferroviária é apresentada como parte do objetivo de fortalecer o Espírito Santo como hub multimodal, com conexões potenciais para Goiás e o Triângulo Mineiro. O projeto de Capuaba ganha escala quando é lido dentro desse pacote, que reúne contratos, infraestrutura e novas conexões de carga.

## Automação acompanha a expansão física

A **automação** foi incluída no mesmo plano que prevê a recuperação ferroviária e a ampliação da armazenagem. Essa escolha coloca os sistemas operacionais ao lado das obras de infraestrutura, em vez de tratá-los como uma etapa posterior do projeto. A modernização do Cais de Capuaba combina, assim, a chegada da carga por ferrovia, sua organização nas áreas de granéis e a atualização dos processos de operação. O resultado esperado pela Vports é uma estrutura em que expansão física e controle operacional avancem dentro da mesma agenda de 2026.

A divisão de responsabilidades entre os parceiros dá forma a esse modelo integrado. A **Vports** conduz a modernização do cais, a **VLI** participa do transporte ferroviário e a Multilift está vinculada à construção e à operação da moega para ferro-gusa. Essa composição distribui as etapas do corredor logístico entre infraestrutura portuária, movimentação ferroviária e recebimento especializado da carga. O investimento deixa de depender de uma única frente empresarial e passa a reunir competências diferentes no mesmo terminal.

O próximo marco operacional foi definido pela entrada da ferrovia em funcionamento em **20 de agosto de 2026**. A movimentação iniciada pela VLI utiliza a moega e a integração logística estabelecida com a Multilift, enquanto o plano de investimentos mantém a recuperação da pera ferroviária, a armazenagem de granéis e a automação como componentes da expansão. O calendário mostra que a execução do projeto ocorre junto com o início do serviço, e não apenas depois da conclusão de todas as frentes. Essa sequência permite acompanhar a modernização de Capuaba pela relação entre obra, contrato e carga efetivamente movimentada.

O Cais de Capuaba passa a concentrar uma agenda que une **ferrovia, armazenagem e automação** em um mesmo programa de expansão. Os mais de R$ 100 milhões previstos para 2026 sustentam a recuperação ferroviária, a moega dedicada ao ferro-gusa e o aumento da capacidade de granéis, enquanto a área de contêineres adiciona escala ao terminal. A participação de Vports, VLI e Multilift mostra que a integração depende da coordenação entre infraestrutura e operação. Com a movimentação ferroviária já iniciada no segundo semestre de 2026, o passo seguinte é consolidar o uso dessa estrutura dentro do pacote de R$ 600 milhões que reposiciona Capuaba como parte do hub multimodal capixaba.