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title: "Porto Sem Papel e Saudi Global Ports integram portos em camadas"
author: "Redação"
date: "2026-10-08 13:24:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/08/porto-sem-papel-e-saudi-global-ports-integram-portos-em-camadas/md"
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## Resumo
- O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou o IntegraPSP e o SUPRINAV em outubro de 2026.
- O IntegraPSP usa APIs para conectar sistemas privados ao Porto Sem Papel e eliminar a duplicidade na inserção de dados.
- O SUPRINAV permite o acesso direto de fornecedores de serviços a navios para registros, credenciais e acompanhamento operacional.
- A Saudi Global Ports implementou um TOS dedicado a cargas variadas no Porto Rei Abdulaziz, em Dammam.
- O TOS saudita apoia o planejamento de cargas, a alocação de equipamentos e o uso de dados operacionais em tempo real.
- As iniciativas mostram duas camadas complementares da digitalização portuária, uma externa e institucional e outra interna e operacional.
- A Saudi Global Ports prevê expandir o sistema para outras unidades na Província Oriental da Arábia Saudita.

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Em outubro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou as ferramentas **IntegraPSP** e **SUPRINAV** para modernizar o sistema Porto Sem Papel. Na Arábia Saudita, a **Saudi Global Ports** implementou um sistema operacional de terminais dedicado a cargas de múltiplo uso no Porto Rei Abdulaziz, em Dammam. As iniciativas mostram duas frentes de digitalização portuária, uma voltada à conexão entre participantes e outra direcionada ao controle da operação dentro do terminal.

## Brasil conecta participantes

O **IntegraPSP** utiliza APIs para permitir a comunicação automática entre sistemas corporativos privados e o Porto Sem Papel. A conexão alcança sistemas usados por agências marítimas, terminais e empresas de logística, substituindo a inserção manual de dados duplicados. Na prática, a ferramenta desloca parte do trabalho de integração para a comunicação direta entre plataformas, reduzindo etapas repetitivas no relacionamento com o sistema governamental.

A solução foi formalizada por meio da assinatura de um **Termo de Anuência** durante o Fórum Brasil Export, evento no qual o governo apresentou as novas ferramentas do Porto Sem Papel. O desenvolvimento ocorreu em parceria com o **Serpro**, responsável pela construção tecnológica das soluções. A medida coloca a troca automatizada de informações no centro da modernização do sistema público, enquanto a operação diária continua distribuída entre empresas com sistemas próprios.

O **SUPRINAV** atua em outro ponto da cadeia de atendimento aos navios. A ferramenta oferece acesso direto aos fornecedores de bens e serviços, dispensando a intermediação obrigatória das agências marítimas para registros de equipe e credenciais. Também permite o acompanhamento das operações em tempo real em um ambiente digital centralizado, com atenção à inclusão de pequenas e médias empresas que prestam serviços às embarcações.

## Saudi Global Ports controla o terminal

Na Arábia Saudita, a solução foi criada para uma necessidade operacional diferente. O novo **TOS** da Saudi Global Ports gerencia tipos variados de carga e processos dentro de uma mesma instalação, em vez de concentrar seu funcionamento em terminais voltados apenas a contêineres. A implantação ocorre no terminal de múltiplo uso da empresa no **Porto Rei Abdulaziz**, em Dammam.

O sistema foi desenhado para fornecer **dados operacionais em tempo real**, melhorar o planejamento de cargas e aperfeiçoar a alocação de equipamentos. A proposta também busca reduzir a dependência de processos manuais, levando informações da operação para uma estrutura única de controle. O foco, portanto, está na coordenação do fluxo físico de cargas e no uso dos equipamentos dentro da instalação.

A implementação inicial do TOS ocorre no terminal multipropósito de Dammam, com expansão prevista para outras unidades da **Saudi Global Ports** na Província Oriental da Arábia Saudita. O próximo passo anunciado é ampliar a aplicação da ferramenta dentro da própria empresa, mantendo o foco em instalações que lidam com diferentes tipos de carga. Uma [análise sobre TOS portuários](https://tecnologiaportuaria.info/post/2026/10/08/tos-portuario-acelera-operacoes-ou-amplia-gargalos) mostra que esse tipo de sistema concentra decisões de planejamento, equipamentos e fluxo operacional no terminal.

## Duas camadas para uma mesma transformação

A comparação entre as iniciativas revela uma separação clara de funções. O **IntegraPSP** opera como uma camada de conexão entre sistemas privados e uma plataforma governamental, enquanto o TOS da Saudi Global Ports organiza cargas e processos dentro de uma instalação. Um atua na circulação padronizada de informações entre participantes; o outro concentra o acompanhamento das atividades físicas do terminal.

Essa diferença também aparece nos usuários atendidos. No Brasil, as APIs aproximam sistemas corporativos do **Porto Sem Papel**, e o SUPRINAV abre um canal direto para fornecedores que atendem navios. Em Dammam, o TOS foi estruturado para apoiar o planejamento de cargas, a distribuição de equipamentos e a gestão de processos em um terminal multipropósito. As ferramentas ocupam posições distintas, embora todas busquem reduzir tarefas manuais e ampliar a visibilidade operacional.

A leitura conjunta dos dois casos ajuda a entender por que a digitalização portuária não depende de uma única plataforma. A integração pública brasileira busca eliminar duplicidades e organizar acessos entre empresas e governo, enquanto a solução saudita concentra dados de uma operação interna com cargas variadas. Para o setor, a conexão entre participantes e o controle do terminal formam camadas complementares, cada uma com seus próprios fluxos, usuários e objetivos de eficiência.

Os próximos passos já anunciados seguem essa lógica: o Brasil formalizou o IntegraPSP e colocou o SUPRINAV à disposição de fornecedores de serviços a navios, enquanto a Saudi Global Ports prevê levar o TOS a outras unidades da Província Oriental. A comparação mostra que a modernização portuária avança tanto pela integração entre sistemas externos quanto pela gestão digital da operação interna. O resultado dependerá da continuidade dessas implementações, mas as duas iniciativas já definem caminhos concretos para reduzir tarefas manuais, ampliar o acompanhamento em tempo real e organizar melhor os fluxos portuários.