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title: "DP World e MultiRio ampliam capacidade com novos equipamentos"
author: "Redação"
date: "2026-10-09 11:16:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/09/dp-world-e-multirio-ampliam-capacidade-com-novos-equipamentos/md"
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## Resumo
- A DP World estendeu a concessão do terminal de Luanda até 2051.
- O projeto angolano receberá US$ 90 milhões nos próximos dois anos.
- A expansão em Luanda prevê 222 metros adicionais de cais e 10 hectares de área operacional.
- A capacidade de projeto do terminal de Luanda deverá chegar a 1,2 milhão de TEUs.
- A MultiRio recebeu dois novos guindastes STS no Porto do Rio de Janeiro.
- O programa brasileiro prevê investimentos até 2029 e capacidade total de até 1,2 milhão de TEUs.
- Os projetos têm escalas, prazos e estágios operacionais diferentes.

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Dois movimentos de 2026 mostram estratégias diferentes para ampliar a capacidade portuária. A **[DP World](https://www.worldcargonews.com/news/2026/10/dp-world-wins-luanda-concession-extension-plans-us90m-expansion)** anunciou US$ 90 milhões para os próximos dois anos no terminal multipropósito do Porto de Luanda, com extensão do cais em 222 metros, acréscimo de 10 hectares à área operacional e capacidade de projeto de 1,2 milhão de TEUs. No Porto do Rio de Janeiro, a **[MultiRio](https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/terminal-de-conteineres-do-rio-de-janeiro-recebe-duas-novas-sts-em-programa-de-modernizacao)** recebeu dois novos guindastes STS como parte de seu programa de modernização. A diferença está no estágio de cada iniciativa, pois Luanda combina obras futuras e equipamentos planejados, enquanto o terminal brasileiro começa pela incorporação imediata de máquinas.

## Luanda aposta em expansão integrada

A extensão contratual dá à **DP World** uma janela de planejamento mais longa para o terminal de Luanda. A concessão foi prorrogada por 10 anos, levando o contrato até **2051**. Desde 2021, a empresa já investiu mais de US$ 260 milhões na operação, período em que a movimentação anual subiu de 177 mil para 350 mil TEUs. O novo aporte de US$ 90 milhões acrescenta uma etapa de expansão a esse histórico recente de crescimento operacional.

A parte física do projeto será executada nos **próximos dois anos** e altera dois componentes diretamente ligados à capacidade do terminal. O cais ganhará 222 metros, enquanto a área operacional será ampliada em 10 hectares. A capacidade de projeto deverá chegar a **1,2 milhão de TEUs**. Como esses números estão associados ao projeto anunciado, eles descrevem uma configuração futura de Luanda, e não uma capacidade já disponível para uso imediato.

Os equipamentos previstos completam a expansão da infraestrutura. O plano inclui a aquisição de **três guindastes STS** e 12 RTGs semiautomatizados, combinação que acompanha a ampliação do cais e do espaço operacional. A operação também havia adicionado, em 2026, dois guindastes móveis de cais e equipamentos para movimentação de contêineres vazios. Luanda, portanto, reúne obra civil, novos equipamentos e uma concessão que se estende até 2051.

## Rio começa pela entrega dos guindastes

No terminal **MultiRio**, a primeira mudança destacada é concreta e já ocorreu: dois novos guindastes STS foram incorporados à operação. Os equipamentos buscam aumentar a produtividade na carga e descarga e alinhar o terminal aos padrões necessários para atender navios de maior porte. A medida não equivale, por si só, à expansão física anunciada em Luanda. Ela representa uma etapa de modernização concentrada na capacidade de movimentação do cais.

A entrega dos STS está inserida em um ciclo mais amplo de investimentos no **Porto do Rio**, com aportes bilionários previstos até 2029. O programa contempla a modernização das redes, a ampliação de pátios e a aquisição de novos equipamentos, incluindo pórticos. A meta informada é elevar a capacidade total do terminal para até **1,2 milhão de TEUs** ao final do projeto. Nesse caso, o número está associado ao encerramento de um programa plurianual, e não apenas à chegada dos dois guindastes.

O prazo muda a forma de avaliar a iniciativa brasileira. Os dois STS já chegaram ao terminal, mas a modernização continuará até **2029**, quando as demais frentes do programa deverão compor o resultado projetado. A entrega permite iniciar a atualização operacional antes da conclusão de todas as obras. Assim, o Rio avança por etapas, com equipamentos incorporados agora e ampliação de capacidade vinculada ao conjunto do projeto.

## Escalas e prazos exigem leitura separada

Os dois projetos têm os guindastes STS como elemento comum, mas a função deles dentro de cada plano é diferente. Em Luanda, a DP World planeja adquirir três unidades junto com 12 RTGs semiautomatizados, a extensão do cais e o aumento da área operacional. No Rio, a MultiRio recebeu duas unidades como parte de um programa de modernização já em execução. A quantidade de STS, isoladamente, não permite comparar os resultados esperados, porque os pacotes de investimento têm composição distinta.

Também há diferença na base numérica disponível para medir o avanço. Para Luanda, as informações apresentam um histórico de mais de US$ 260 milhões investidos desde 2021 e o aumento da movimentação anual de 177 mil para 350 mil TEUs. Para a MultiRio, os dados divulgados descrevem o objetivo de elevar a produtividade e atender navios maiores, além da meta de até 1,2 milhão de TEUs ao final do programa. Por isso, a capacidade projetada dos dois terminais não deve ser tratada como equivalente à capacidade operacional imediata.

Os próximos passos estão definidos por cronogramas diferentes. A **DP World** deverá executar o investimento adicional de US$ 90 milhões nos próximos dois anos, com obras no cais, ampliação da área e compra de equipamentos, enquanto mantém a concessão até 2051. A **MultiRio** seguirá o programa de modernização do Porto do Rio até 2029 depois de receber os dois STS. A entrega brasileira e a expansão angolana mostram que o crescimento da infraestrutura portuária ocorre em ritmos distintos, mas já combina atualização tecnológica e aumento planejado de capacidade no Brasil e em Angola.