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title: "Vietnã inaugura berço compartilhado de 1.200 metros"
author: "Redação"
date: "2026-10-11 13:24:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/11/vietna-inaugura-berco-compartilhado-de-1200-metros/md"
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## Resumo
- CMIT e TCTT iniciaram operações comerciais em um berço compartilhado de 1.200 metros no complexo Cai Mep Thi Vai.
- A estrutura permite a operação simultânea de três navios porta-contêineres de grande porte.
- Os terminais integraram sistemas de planejamento, conexões técnicas e procedimentos operacionais.
- A capacidade de cada terminal pode crescer entre 30% e 40%, segundo as estimativas divulgadas.
- O acréscimo projetado chega a 400.000 a 500.000 TEUs anuais por terminal, quase 900.000 TEUs no conjunto.
- O navio AIN SNAN EXPRESS, operado pela Hapag-Lloyd, foi o primeiro atendido pelo novo arranjo.
- A autoridade marítima do Vietnã avalia incluir o compartilhamento de infraestrutura no Código Marítimo.

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Em 9 de outubro de 2026, os terminais **Cai Mep International Port (CMIT)** e **Tan Cang-Cai Mep Thi Vai Port (TCTT)** iniciaram operações comerciais em um berço compartilhado de **1.200 metros** no cluster de águas profundas Cai Mep Thi Vai, no Vietnã. A infraestrutura permite a operação simultânea de **três navios porta-contêineres de grande porte** e foi criada para otimizar o uso da estrutura existente e coordenar recursos logísticos. O anúncio trata de capacidade operacional projetada, sem apresentar ainda um registro de movimentação efetivamente realizada. [A operação foi lançada comercialmente pelos dois terminais](https://www.porttechnology.org/news/ports-and-terminals/vietnam-ports-launch-1200-metre-shared-berth).

## Uma linha de cais entre dois terminais

Fisicamente, o berço compartilhado conecta dois terminais adjacentes de águas profundas que possuem **altura e alinhamento de cais compatíveis**, além de trilhos interconectados para os guindastes. A ligação cria uma linha de cais contínua para o atendimento dos navios, segundo as informações do projeto. Antes da integração, cada instalação operava de forma independente e tinha capacidade limitada para o tamanho das embarcações que recebia. A mudança reorganiza a utilização da infraestrutura que já existia no complexo.

Para tornar essa conexão operacional, CMIT e TCTT integraram seus **sistemas de planejamento**, conexões técnicas e procedimentos de trabalho. A cooperação passou a permitir uma gestão conjunta dos cronogramas de navios, da alocação de equipamentos e da mão de obra. Na prática, a operação pode ajustar a distribuição dos recursos quando houver mudanças nas escalas dos navios, uma flexibilidade que não estava disponível enquanto os terminais trabalhavam de forma separada. O arranjo exigiu mais de dois anos de preparação técnica e operacional.

O primeiro atendimento sob o novo modelo foi realizado pelo navio **"AIN SNAN EXPRESS"**, operado pela Hapag-Lloyd. A embarcação inaugurou o uso comercial do berço conjunto e marcou a passagem do planejamento para a operação. Esse registro confirma o início do serviço, mas não permite concluir que as estimativas de capacidade já tenham sido alcançadas. A medição dos resultados dependerá da continuidade da operação e dos dados que forem produzidos pelos terminais.

## Capacidade com números projetados

A dimensão anunciada para o arranjo é expressiva: a estimativa indica aumento de **30% a 40% na capacidade operacional** de cada terminal. Em valores anuais, isso corresponde a um acréscimo estimado de **400.000 a 500.000 TEUs por terminal**. Considerados em conjunto, CMIT e TCTT projetam quase 900.000 TEUs adicionais por ano. Esses números descrevem capacidade potencial do sistema combinado, e não contêineres já movimentados depois da inauguração.

Essa distinção é necessária para interpretar corretamente o anúncio. As fontes apresentam uma **estimativa de capacidade** associada à coordenação de cais, equipamentos, escalas e trabalhadores, mas não informam um aumento efetivo de movimentação após o início das operações. Também não há dados específicos sobre redução de custos ou atração de novas escalas. O resultado anunciado até agora é a disponibilização de uma estrutura integrada com possibilidade de atender três grandes navios ao mesmo tempo.

O efeito operacional esperado está ligado à coordenação do uso do cais, e não apenas à extensão física de **1.200 metros**. Ao combinar o planejamento dos dois terminais, o modelo permite distribuir recursos de acordo com as necessidades das escalas e lidar com alterações nos horários dos navios. A capacidade adicional projetada depende, portanto, da execução coordenada dos procedimentos que foram integrados durante a preparação. O início comercial fornece a primeira oportunidade para acompanhar esse desempenho com dados operacionais.

## O modelo pode sair de Cai Mep

O projeto é considerado o **primeiro modelo de berço conjunto no Vietnã**. A experiência ganhou atenção institucional porque reúne, em uma única operação, dois terminais com características físicas compatíveis e processos previamente independentes. A autoridade marítima do país avalia incluir disposições no Código Marítimo para incentivar o compartilhamento de infraestrutura portuária em outras localidades. [A iniciativa resulta de mais de dois anos de preparação](https://en.sggp.org.vn/cai-mep-thi-vai-launches-1200-meter-joint-berth-post130199.html).

A possibilidade de replicação dependerá das condições identificadas em Cai Mep Thi Vai. O projeto reúne **cais com altura e alinhamento compatíveis** e trilhos de guindastes interconectados, elementos que permitem conectar os terminais sem interromper a lógica operacional descrita pelas fontes. A integração de sistemas de planejamento, conexões técnicas e procedimentos também aparece como parte do arranjo. Por isso, o modelo oferece uma referência operacional específica, e não uma fórmula que possa ser aplicada sem adaptações em qualquer porto.

O próximo passo está relacionado à avaliação regulatória conduzida pela autoridade marítima vietnamita. Caso o compartilhamento seja incorporado ao **Código Marítimo do Vietnã**, outros projetos poderão encontrar uma base legal para organizar estruturas semelhantes. Por enquanto, CMIT e TCTT concentram a experiência inaugural, com capacidade projetada de quase 900.000 TEUs adicionais por ano e atendimento simultâneo de três grandes navios. A consolidação do modelo dependerá da transformação dessa previsão em desempenho operacional medido ao longo do tempo.