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title: "Eletrificação portuária avança em rebocadores e terminais"
author: "Redação"
date: "2026-10-12 13:23:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/12/eletrificacao-portuaria-avanca-em-rebocadores-e-terminais/md"
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## Resumo
- AYK Energy fornecerá baterias OrionAN+ de 4.838 kWh para quatro rebocadores elétricos da Svitzer.
- As embarcações da classe TRAnsverse estão em construção no Cochin Shipyard, na Índia.
- O contrato prevê opção para equipar mais quatro rebocadores.
- Boluda desenvolverá um terminal multipropósito de 87.425 m² no Porto de Barcelona.
- O terminal terá foco em carga geral, Ro-Ro e carga de projeto, com possibilidade de contêineres.
- A operação de Barcelona prevê movimentar pelo menos 1,3 milhão de toneladas anuais entre 2028 e 2032.
- Os projetos mostram que a eletrificação portuária depende da integração entre baterias, automação, equipamentos terrestres e energia renovável.

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A eletrificação portuária avança em duas frentes com projetos de escalas diferentes. A **AYK Energy** fornecerá sistemas de baterias para quatro rebocadores elétricos da Svitzer, enquanto a **Boluda Maritime Terminals** desenvolverá um terminal multipropósito no Porto de Barcelona. O acordo naval envolve embarcações em construção na Índia, e o projeto espanhol prevê movimentar pelo menos **1,3 milhão de toneladas por ano entre 2028 e 2032**. Juntos, os anúncios mostram que a transição energética exige mudanças tanto na propulsão de embarcações quanto nos equipamentos usados em terra.

## A eletrificação começa por duas rotas

O contrato da **AYK Energy** com a Kongsberg Maritime contempla o fornecimento de sistemas de baterias **OrionAN+ de 4.838 kWh**, com certificação ABS, para quatro rebocadores da classe TRAnsverse. As unidades estão em construção no **Cochin Shipyard**, na Índia, e serão destinadas à Svitzer. A escolha de uma solução dedicada para embarcações de apoio portuário mostra como a eletrificação chega primeiro a operações que dependem de ciclos definidos de trabalho e de uma arquitetura naval preparada para receber armazenamento elétrico.

A escala do acordo pode crescer. Existe uma opção para equipar **mais quatro unidades**, além das quatro embarcações previstas no contrato inicial. O sistema da AYK será integrado à **arquitetura elétrica e de automação da Kongsberg**, o que coloca as baterias dentro de uma configuração operacional mais ampla, em vez de tratá-las como um componente isolado. O fornecedor detalha ainda projetos de retrofit em rebocadores na Austrália e entregas de sistemas para a embarcação Stena, ampliando a aplicação da eletrificação para frotas novas e existentes.

Na outra frente, a **Boluda Maritime Terminals** conquistou uma concessão de **16 anos** no Porto de Barcelona para desenvolver uma instalação multipropósito no cais Príncep d’Espanya. O projeto ocupará **87.425 m²** e prevê investimentos em equipamentos de movimentação de carga, eletrificação progressiva e medidas de uso de energia renovável. A empresa também confirmou a expansão da divisão de terminais, conectando a nova instalação de Barcelona a um movimento mais amplo de modernização de ativos portuários.

## Baterias e máquinas mudam de escala

Nos rebocadores, a capacidade de **4.838 kWh** fica embarcada e precisa ser integrada à arquitetura elétrica e aos sistemas de automação da embarcação. No terminal, a eletrificação se distribui por máquinas de movimentação instaladas em uma área de **87.425 m²**. A diferença define as prioridades de cada projeto: a operação naval concentra a solução na autonomia e na integração a bordo, enquanto a instalação terrestre depende da organização física do terminal e da disponibilidade de energia para os equipamentos.

O terminal de Barcelona terá foco em **carga geral, Ro-Ro e carga de projeto**, com possibilidade de incorporar contêineres. A Boluda se comprometeu a movimentar pelo menos **1,3 milhão de toneladas anuais** no período entre 2028 e 2032. Esses parâmetros vinculam a eletrificação à capacidade operacional do terminal, porque os equipamentos elétricos precisarão atender a uma instalação multipropósito com diferentes tipos de carga e metas de movimentação previamente definidas.

Os valores divulgados para Barcelona aparecem em duas referências monetárias. A descrição do projeto aponta **US$ 45 milhões** em equipamentos de movimentação de carga, enquanto a comunicação corporativa da Boluda informa um investimento de **40 milhões de euros** para desenvolver o terminal multipropósito sustentável. A mesma comunicação registra ainda uma expansão de **16.000 m²** no terminal de Santander, com aporte de 2 milhões de euros. A distinção entre as moedas deve ser preservada para evitar que investimentos apresentados por fontes diferentes sejam tratados como um único número.

## A execução define o resultado

A conexão entre os projetos aparece na integração dos sistemas. Nos rebocadores, a solução da **AYK Energy** será incorporada à arquitetura elétrica e de automação fornecida pela Kongsberg Maritime. Em Barcelona, o plano da **Boluda** combina equipamentos eletrificados com medidas de energia renovável. Em ambos os casos, a tecnologia precisa ser incorporada ao desenho operacional desde a implantação, porque a eletrificação depende da compatibilidade entre equipamento, energia disponível e rotina de movimentação.

Os cronogramas também mostram que a transição ocorre em etapas. As unidades equipadas com baterias estão em construção no **Cochin Shipyard**, na Índia, enquanto o terminal de Barcelona tem metas de movimentação estabelecidas para o intervalo de **2028 a 2032**. Ao mesmo tempo, a opção por mais quatro rebocadores amplia a possível escala do contrato naval. São projetos em locais distintos e com estágios diferentes, mas ambos deslocam a discussão da intenção ambiental para decisões concretas de engenharia, aquisição e operação.

O próximo marco será acompanhar como cada projeto transformará a eletrificação em capacidade de serviço. Em Barcelona, a referência operacional está na movimentação mínima de **1,3 milhão de toneladas por ano** e na implantação de equipamentos com energia renovável. Na frota da Svitzer, a entrega das quatro embarcações equipadas com baterias **OrionAN+** e a eventual ativação da opção por outras quatro unidades indicarão o alcance da solução. Para os portos, a mensagem é direta: reduzir a dependência de equipamentos convencionais requer planejar simultaneamente a embarcação, o terminal e a infraestrutura energética que sustenta ambos.