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title: "Navarone adota plataforma de dados para 26 navios"
author: "Redação"
date: "2026-10-12 13:22:00-03"
category: "Logística"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/12/navarone-adota-plataforma-de-dados-para-26-navios/md"
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## Resumo
- A Navarone implantará a plataforma Vessel Intelligence em sua frota de 26 navios Handysize.
- A solução fornecerá dados de desempenho de alta frequência e validados.
- A empresa usará essas informações em ferramentas próprias de business intelligence e aplicativos internos.
- A estratégia reduz a dependência de interfaces fechadas fornecidas por vendedores.
- A plataforma combina dados validados com inteligência artificial.
- A digitalização da Navarone também envolve sensores de bordo, CII, EUAs e testes com misturas de biocombustíveis.

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Em outubro de 2026, a operadora grega de navios graneleiros **Navarone SA** anunciou parceria com a **DeepSea Technologies** para implantar a plataforma **Vessel Intelligence** em sua frota de **26 navios Handysize**. A iniciativa busca coletar dados de desempenho de alta frequência e validados e colocá-los à disposição das ferramentas de business intelligence e aplicações internas da própria empresa. Ao centralizar essa base fora de interfaces fechadas de fornecedores, a Navarone pretende dar acesso às informações a diferentes departamentos e sustentar análises próprias sobre o desempenho das embarcações. A parceria foi anunciada em outubro e coloca a qualidade e a disponibilidade dos dados no centro da digitalização da frota.

## Dados próprios para decisões de frota

Esse objetivo começa pela obtenção de uma base que combine frequência e validação. A implementação foi descrita como forma de obter **dados de desempenho de alta frequência e validados**, duas características que definem a base informacional usada pela Navarone em suas análises. A proposta permite reunir observações do comportamento das embarcações em uma estrutura preparada para aplicações internas, em vez de limitar o acesso às informações a uma única interface comercial. Esse desenho conecta a coleta operacional ao trabalho de análise que a operadora já pretende executar internamente, conforme detalhado na [adoção da plataforma de desempenho](https://smartmaritimenetwork.com/2026/10/09/navarone-moves-to-fleet-performance-data-platform/).

A partir dessa base, a empresa poderá utilizar os dados em suas próprias ferramentas de **business intelligence** e em aplicativos desenvolvidos para uso interno. A escolha indica que a Navarone quer manter maior controle sobre a forma de organizar, cruzar e apresentar as informações de desempenho da frota. O objetivo declarado também é reduzir a dependência de interfaces fornecidas por vendedores, o que desloca parte do trabalho analítico para as aplicações escolhidas pela própria operadora. Para os departamentos que acessarem a mesma fonte, a padronização dos dados passa a apoiar uma leitura comum sobre as embarcações.

Essa disponibilidade entre áreas é um dos pontos destacados na estratégia da Navarone. A empresa buscava uma base confiável que permitisse tornar as informações acessíveis a diferentes **departamentos**, conectando o trabalho de desempenho a outras rotinas internas. A plataforma, portanto, não aparece apenas como um painel de acompanhamento, mas como uma fonte que pode abastecer diferentes aplicações do ambiente de software da operadora. A decisão mantém os dados no centro da gestão da frota e prepara a discussão para a camada de inteligência artificial incorporada à solução.

## A qualidade vem antes da inteligência artificial

Essa camada tecnológica é formada pela combinação entre dados e inteligência artificial. A **DeepSea Technologies** descreve o Vessel Intelligence como uma solução que reúne dados validados e capacidades de **inteligência artificial**. A formulação é importante porque coloca a confiabilidade da informação antes do processamento automatizado: a ferramenta depende de uma base validada para apoiar o ambiente desenvolvido pela Navarone. A empresa não divulgou, nas informações disponíveis, estimativas de economia ou ganhos operacionais decorrentes da implantação.

De acordo com a DeepSea, a Navarone está entre as primeiras operadoras a adotar uma base de dados externa validada para construir seu próprio **ambiente de software interno**. O arranjo separa o fornecimento dos dados da camada de aplicações utilizada pela companhia. Na prática, a operadora recebe uma fonte estruturada e decide como incorporá-la às ferramentas de análise que já utiliza ou venha a desenvolver. Essa divisão permite que a plataforma de dados e as necessidades específicas da frota sejam tratadas em camadas distintas, sem que a empresa dependa de um único sistema fechado.

A qualidade da informação também aparece como ponto de convergência entre as duas empresas. **Angus Whiston**, diretor de crescimento da DeepSea, destacou o alinhamento de prioridades em relação à qualidade dos dados, enquanto a Navarone associou a parceria à busca por uma base confiável. O foco evita apresentar a inteligência artificial como substituta da medição de bordo e reforça o papel da validação antes da análise. Para uma operadora com 26 embarcações, essa ordem de implantação define como os dados serão transformados em insumos para acompanhamento de desempenho.

## Digitalização chega à conformidade

A parceria com a DeepSea integra uma estratégia de digitalização mais ampla na Navarone. Em paralelo à plataforma de dados, a empresa atualizou **sensores de bordo** e utiliza softwares de **noon-reporting** para acompanhar informações operacionais. Esses recursos ampliam a capacidade de registrar o que ocorre nas embarcações e complementam a base usada pelas aplicações internas. A combinação entre coleta a bordo e análise estruturada aproxima o desempenho observado no navio das decisões tomadas pelos departamentos em terra.

O uso desses registros também está associado ao acompanhamento de requisitos ambientais. A Navarone utiliza os sistemas para monitorar a conformidade com o **CII**, indicador de intensidade de carbono, e a gestão de **EUAs**, as licenças de emissão mencionadas pela empresa. A presença dessas métricas mostra que a plataforma de dados será inserida em rotinas que envolvem desempenho e controle ambiental. A informação deixa de servir apenas à observação técnica da embarcação e passa a apoiar o acompanhamento de obrigações específicas do transporte marítimo.

Além desse controle, a estratégia inclui ferramentas para **otimização de viagem e trim**, além de testes com misturas de **biocombustíveis**. A Navarone apresentou essas iniciativas junto à atualização de sensores e ao uso de softwares de registro operacional, formando uma agenda de digitalização que combina medição, análise e experimentação. A implantação do Vessel Intelligence acrescenta uma base externa validada a esse conjunto de práticas. O próximo passo da operadora é fazer com que os dados de desempenho circulem dentro de suas próprias aplicações, conectando a informação coletada no navio às rotinas de gestão da frota.

A decisão da **Navarone** mostra uma mudança na forma de tratar dados de desempenho marítimo: a operadora não pretende ficar limitada ao painel entregue pelo fornecedor e busca construir suas próprias aplicações a partir de uma base validada. A **DeepSea Technologies** fornece a camada de dados e inteligência artificial, enquanto a empresa grega mantém o controle sobre o uso dessas informações em sua frota de 26 navios. Ao combinar essa implantação com sensores atualizados, monitoramento do CII e testes de biocombustíveis, a Navarone estabelece uma agenda tecnológica baseada em dados verificáveis, sem associar o projeto a ganhos financeiros que ainda não foram apresentados.