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title: "Moegão conecta primeiro terminal privado em Paranaguá"
author: "Redação"
date: "2026-10-13 13:19:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/10/13/moegao-conecta-primeiro-terminal-privado-em-paranagua/md"
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## Resumo
- Porto de Paranaguá realizou a primeira conexão física do Moegão com um terminal privado em 11 de outubro de 2026.
- A ligação uniu a Torre 3 do Moegão ao terminal ALTP, consórcio formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi.
- A estrutura metálica instalada tem 55 metros de comprimento e pesa cerca de 35 toneladas.
- O Moegão recebe investimento de aproximadamente R$ 700 milhões, com galeria de 1,7 quilômetro e mais de 4 mil metros de correias transportadoras.
- A obra pública atingiu 95% de avanço global, enquanto os terminais privados seguem cronogramas próprios de adaptação.
- Os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste devem estar integrados ao sistema até outubro de 2027.
- A etapa anunciada confirma a conexão física, mas ainda não apresenta resultados de produtividade.

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Em 11 de outubro de 2026, o **Porto de Paranaguá** realizou a primeira conexão física do Moegão com um terminal privado, ligando a Torre 3, localizada na Avenida Portuária, à estrutura do terminal ALTP. A operação inaugura a integração do sistema público com uma instalação formada por empresas privadas e amplia a rede destinada ao recebimento de granéis vegetais transportados por ferrovia para posterior embarque em navios. A [conexão anunciada pela Portos do Paraná](https://www.portosdoparana.pr.gov.br/Noticia/Porto-de-Paranagua-realiza-primeira-conexao-do-Moegao-com-terminal-privado) inicia uma etapa que deverá alcançar os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste até outubro de 2027.

## A primeira ligação começa pelo ALTP

A instalação feita em Paranaguá criou uma ligação direta entre a **Torre 3 do Moegão** e a torre do terminal ALTP. A estrutura central fica na Avenida Portuária, enquanto o terminal privado passa a ter uma interface física com o sistema responsável pela concentração do recebimento ferroviário. Essa configuração dá forma concreta à integração entre a obra pública e as estruturas privadas que participam do Corredor de Exportação Leste, sem antecipar resultados de produtividade que ainda não foram informados.

O terminal conectado pertence ao consórcio formado pela **Louis Dreyfus Company e pela Amaggi**. A conexão insere essa instalação na rede do Moegão, cujo fluxo foi planejado para receber granéis vegetais que chegam por ferrovia e encaminhá-los posteriormente para o embarque marítimo. A operação, portanto, tem alcance físico e operacional definido: unir o ponto central de recebimento à estrutura de um terminal privado, mantendo a finalidade de organizar o caminho da carga até os navios.

A dimensão do componente instalado ajuda a medir a complexidade da intervenção. A peça metálica possui **55 metros de comprimento** e pesa cerca de **35 toneladas**, exigindo compatibilidade entre as estruturas conectadas. Esses números descrevem a escala da obra de interligação, mas não permitem concluir que o sistema já esteja funcionando com determinada capacidade ou que tenha produzido ganhos de tempo. O dado confirmado nesta etapa é a execução da primeira conexão física com um terminal privado.

## Uma estrutura central para o recebimento ferroviário

O Moegão foi projetado como uma obra de grande porte para concentrar o recebimento de granéis vegetais no Porto de Paranaguá. O empreendimento recebe investimento de aproximadamente **R$ 700 milhões** e é classificado como a maior obra pública portuária em execução no Brasil. A dimensão financeira e institucional do projeto ajuda a explicar por que a conexão com o ALTP ultrapassa uma adaptação isolada e passa a integrar o cronograma de implantação de uma rede compartilhada entre a estrutura central e os terminais privados.

Na configuração prevista, a galeria central do Moegão se estende por **1,7 quilômetro** e utiliza mais de **4 mil metros de correias transportadoras**. Esses elementos formam a infraestrutura pela qual o sistema deverá organizar o recebimento dos granéis vegetais transportados por ferrovia antes do embarque marítimo. A primeira ligação com o ALTP mostra que a implantação deixou a etapa exclusivamente pública e entrou no estágio de conexão com as estruturas que completam o corredor de exportação.

A obra pública alcançou **95% de avanço global**, mas a conclusão da estrutura central não encerra a adaptação dos terminais privados. Cada conexão depende da execução das intervenções necessárias em seu próprio espaço, e o ritmo pode variar entre as empresas envolvidas. Por essa razão, a ligação com o ALTP deve ser lida como a primeira etapa operacional de integração anunciada pelo porto, e não como evidência de que todos os terminais já estejam conectados ou de que a produtividade do corredor tenha sido alterada.

## O prazo para integrar os 11 terminais

Com a primeira conexão realizada, o próximo marco do projeto é ampliar a integração para os **11 terminais do Corredor de Exportação Leste**. O cronograma estabelece que essa rede deverá estar integrada ao Moegão até **outubro de 2027**. O prazo transforma a ligação com o ALTP em referência inicial para uma sequência de obras de adaptação, cujo resultado esperado nesta fase é a conexão física das estruturas ao sistema central.

O calendário também está associado às obrigações previstas em contratos recentes de arrendamento, leiloados em **abril de 2025**. A exigência contratual cria uma base para que os terminais privados avancem com seus projetos de interligação ao Moegão. Paralelamente, a **Cotriguaçu** iniciou obras próprias de conexão com investimento de **R$ 45 milhões**, mostrando que a expansão da rede depende de projetos individuais além da execução da obra pública.

Além do prazo geral até outubro de 2027, Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, estimou que a integração total dos terminais operacionais ocorreria em um horizonte de **12 a 14 meses contados a partir de março de 2026**. As duas referências orientam o planejamento da administração portuária e das empresas responsáveis pelas adaptações. Até que as demais conexões sejam concluídas, o fato confirmado permanece concentrado na primeira ligação entre o Moegão e o ALTP, sem divulgação de indicadores de produtividade ou de capacidade obtida após a instalação.